quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Se os conselhos fossem bons não se davam, vendiam-se!


O ser humano de facto, é uma verdadeira caixinha de surpresas. Porém, existem uns e outros que, nem tanto. É o caso particular desta pessoa que trago como tema para o post.
Ora, nunca me enganou. Assim que bati o olho pronto, pensei logo para o meu decote, "és mais do que mostras." - Bem dito, bem certo! Pois se no início do namoro, e enquanto estava a viver na casa do namorado "engolia" os pais dele, as irmãs nas visitas de fim-de-semana. Aquelas, para picar o ponto. Sim essas. Sem esquecer o filho do dito. Pois assim que conseguiu que fossem para a casa dela, depressa, depressa não, num ápice revelou-se. Deixou literalmente cair a máscara. Deixou de "engolir" os pais, irmãs e até o filho do namorado. É melhor irmos por partes.
Se em relação aos pais, irmãos e restante família, eu, Essência, ainda dou de barato quando analiso tudo, porque acho que de facto, quando não nos identificamos com determinadas pessoas, não temos que fazer frete. Mesmo que digam que quando estamos com alguém, temos que "levar" com o pacote todo. Não concordo, de todo. Pois quando se casa/junta-se/namora-se com determinada pessoa, não quer dizer que o mesmo aconteça com a família inteira. É óbvio que, era tudo muito bonito se todos se dessem bem e etc, mas como sabemos que não se agrada a todos, não se gosta de todos, por isso mesmo que, quando isso não acontece, bom, há que ter bom senso e saber lidar, gerir a situação, isto para não ferir susceptibilidades de ninguém. E aqui, sim, tem que imperar a sensatez, coerência, maturidade para que não se tenha que se fazer os tais fretes. Contudo, bolas! Quando escolhemos alguém para fazer parte da nossa vida, temos que ter a capacidade de encaixar também na nossa vida as pessoas importantes da vida do companheiro. Temos, ou deveríamos que ter/dar tempo para a adaptação de nós mesmos. Contudo, é válido também para eles. Isto para que as relações se fortaleçam. Ora, não é que isto é mais básico que a primeira classe, caramba.
Agora, quando gostamos de determinada pessoa e queremos que ela faça parte da nossa vida, ou quando vamos mais além, e queremos criar laços de sangue, que é como quem diz, ter filhos e, essa pessoa já tem um filho de uma relação anterior, o que há a fazer aqui? Ou aceitamos a pessoa e o filho, ou então, simplesmente, somos sinceros connosco próprios e com a pessoa e dizemos que não aceitamos, não queremos. Ou simplesmente, que não se vêem a criar um filho que não é seu. Mas são sinceros, não hipócritas. Porque depois o tempo, se encarrega de mostrar verdadeiramente quem é. É o caso, portanto. Além do quê, quando coloco estes itens todos, é no seguimento do raciocínio corrido ao tema. No entanto, quanto a mim, nem faz sentido de existir tais itens quando determinada pessoa mostra vontade de partilhar uma vida com alguém, onde sabe de antemão as condições para que vai. Sinceramente, fico doida quando me ponho para aqui a analisar isto tudo e depois, levanta-se estas questões todas e afins. É de doidos, é só o que consigo escrever. 
Hoje em dia, depois de ter conseguido aos poucos isolar-se com o namorado, engravidar, levar uma relação obcecada  extremamente doentia, agora grita aos quatro ventos que não tem obrigação de tomar conta do enteado. Que não é mãe dele! Faz questão de mostrar à criança que não é bem-vinda na casa dela, onde de 15 em 15 dias vai. É angustiante ver tanta crueldade. É estonteante ver a passividade do pai. É gritante perceber a maldade nua e crua naqueles actos tresloucados, daquela mulher. Desconcerta-me, oh, como desconcerta-me, mas não me calo. E sim, já lhe disse o que me ia na alma. Com todas as letras. Já disse que se devia tratar. Aliás, os dois. Pois são dois insanos. Ela por ser a Cruela, e ele por ser o totó de serviço! Porque o que eles têm, não pode ou não deveria ser amor. Oh Céus! Amor? Qual amor?! Amor é bondade. Amor é generosidade. Amor é compaixão. Amor é partilha. Amor é somente um dos, senão o maior sentimento existente entre os Homens. Logo, não detecto amor nesta relação. Detecto sim algo doentio de parte a parte. E, uma extrema falta de personalidade da parte dele. Oh, como me dói escrever isto. Como me dói chegar a esta miséria conclusão. Dói-me a alma. Como me dói...
Por mais que diga o que penso, e digo! Por mais que lhe abane, e abano! Sinto-me impotente. Sinto-me a compactuar com esta sujeirada toda. Sinto-me suja. Porque por mais que consiga libertar o que me vai na alma, em debitar sem pôr paninhos quentes, em contrapartida, não consigo que vejam que estão a agir mal. Bolas, ela está na mesma situação que ele. Ou seja, ela também tem um filho de uma anterior relação. Também está sujeita a que a companheira do ex-companheiro faça o mesmo que ela faz ao enteado, neste caso. Já a questionei sobre isso mesmo, mas ela, fora de órbita, não consegue atingir o que lhe quero passar. E eu juro, juro que falo português assim, bem pausado para que não restem dúvidas, mas qual quê? Quem nasce torto, jamais se endireita. Depois, estupidamente, sou eu que sinto uma sensação de frustração gritante. E é através dessa frustração que vejo que ele não defende o filho das crueldades da companheira. Ela rejeitar gratuitamente a criança. E mais que rejeitar, maltratar com actos, palavras. Não contente, a insana, ainda vem contar as barbaridades, convicta que está assertiva dos seus actos. No entanto, é um misto, aqui, pois que apesar de passar a tal certeza ao mesmo tempo pergunta se está certa, o que eu faria no lugar dela. Pondo-se a jeito, ouve o que não quer, já que estamos a anos luz de ter as mesmas convicções... 

18 comentários:

  1. Há mulheres que quando ganham poder ficam verdadeiramente doentias. Tenho pena que ele não veja o mal que está a fazer ao filho.

    No entanto, temos que ver as coisas de todas as perspectivas. O meu namorado tem uma filha já quase adulta. Não te digo que a adore, afinal ela não é minha filha, mas sempre a respeitei, sempre cuidei das coisas dela quando vai lá a casa, e até lhe faço as comidas preferidas dela. Acho que temos que separar a cabeça do coração: às vezes aborrece existir uma filha de outra na nossa vida, no entanto como já existe, o melhor é aprender a lidar com isso da melhor forma para todos.

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  2. O blog da S.,

    Acredita que vejo tudo em todas as perspectivas.
    Nota, realças no teu comentário que aborrece existir uma filha de outra na vossa vida mas, não te podes esquecer que quem entrou na vida deles (pai e filha), foste tu! Antes da vossa relação existir, eles como pai e filha já existiam. Já havia uma história. E penso que aqui, é que reside a questão muitas vezes. Saberem lidar com esse passado da pessoa com quem se está. No entanto, pode-se tentar fazer o pino, a cambalhota e o diabo à quatro mas, não se pode simplesmente apagar a realidade existente, a criança. E aí, quando a pessoa inicia uma relação com alguém que tenha já um filho tem que ponderar e ver se de facto é esta responsabilidade que quer abraçar. Porque obviamente que a criança não é seu filho, mas bolas! Quando está na alçada da pessoa no tempo que está com ele, há que ter consciência que tem responsabilidades acrescidas. Porque uma relação a dois, adulta, é de partilhas e cumplicidade.

    Os miminhos, são bons, quando são verdadeiramente demonstrados. É uma das vias de se chegar à criança, mas não é tudo. Há muito mais e concerteza que sabes. :)

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  3. Se de antemão ela aceita estar numa relação com a pessoa X que tem tem um filho, tem de aceitar. Se não aceita, que saia. Agora a criança (ou jovem o que seja) não tem culpa e não escolheu essa situação.
    E vejo isso bem perto de mim, que o meu irmão está separado e tem uma "companhia" que trata bem os meus sobrinhos e eles gostam dela. E isso é que importa... se não, como iria ser? Outro inferno?
    Enfim... quando as pessoas que deviam ter cabeça não têm nem ouvem nada, o que conseguimos fazer? Por isso não te sintas assim...têm de ser eles a ver.

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  4. Essência, no comentário anterior disseste tudo o que tinha a dizer sobre este tema.

    Beijo

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  5. Há gente para tudo, mas acima de tudo para mal não nos deixam de surpreender!

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  6. Bolás pá, até me arripiei toda ao ler o teu texto, mas que raio de gente, mas que raio de pai é esse que permite que maltratem o seu filho?! bolas isso não é amor é obsessão, não digo que ela amasse o filho dele, porque não se trata de uma obrigação, mas ao menos que o respeitasse, que lhe desse carinho, maltratar uma criança que ainda por cima é filha de quem amamos?! isso não me entra na cabeça é daquelas coisas que não entendo de forma nenhuma, que maldade, pura maldade.
    Fiquei mesmo com pena do filho que tem um pai desses, nem sei quem é pior se o pai ou a madrastra. :(

    bjs

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  7. Se há coisa que nunca nos deixa de surpreender é a maldade do ser humano. É certo que ela não é obrigada a amar o filho dele como se fosse dela, mas bolas, ao decidir dar continuidade à relação deveria ter percebido - e eu digo deveria porque pelos vistos tal não aconteceu - que estava a aceitar automaticamente a existência do filho fruto de uma relação anterior. Não precisa de ama-lo como se fosse dela, mas no mínimo dos mínimos devia ao menos respeitá-lo. Quanto ao pai, sinceramente era de quem lhe desse duas chapadas a ver se ele acordava e começava a defender o seu rebento, bolas, é filho dele e por um filho, como sempre ouvi dizer, faz-se tudo!

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  8. Olá. é assim: se eu me apaixonar daqui a uns anos, meses que tenha um filho, aí eu vou dar-lhe carinho como se fosse meu filho. Uma blogger com quem falo há algum tempo é divorciada e tem um filho. Disse-me há dias que tinha namorado e eu disse-lhe " é preciso que ele goste do teu filho, que se dê bem com ele, porque senão não vale a pena ". Eu como gosto de crianças, como gostava de ter filhos, se me apaixonasse por uma mulher com filho/ filhos e que fossem pequenos, iria dar-lhes carinho, claro. Uma pessoa quando ama uma mulher, também fica rendido aos filhos da pessoa. O Amor não se escolhe, não posso dizer que me vai calhar uma pessoa solteira ou uma mãe solteira e divorciada. Quanto á família, tenciono dar-me bem com a família da futura Amada. A tua amiga está errada! Devia tentar gostar do enteado e ser uma pessoa normal como ela o é para a filha dela. beijos Essência

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  9. É uma das principais situações que aponto a muitos casais...é que no inicio da relação tudo é BOM...giro...sorrisos e carinho...porque maioritáriamente AMBOS estão a ser algo que não SÃO... logo...depois do peixe fisgado..tudo muda...e as complicações começam... Mas neste caso tens razão a Cruela é muito culpada...mas culpo ainda mais o tótó de serviço por não se impor...em relação a alguém que é SANGUE DO SEU SANGUE... Mulheres/homens à muitos...filhos são sempre únicos...

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  10. Ui, assunto mais do que delicado e sensível este, sujeito a muita opinião, nem todas muito divergentes. Acredito nisto com todas as minhas forças, por mais que não se concorde nem aceite o passado dos outros, ele existiu, necssita de ser respeitado e se nesse passado, nasceram filhos, eles, acima de tudo, que são crianças, não tem qualquer culpa das adversidades dos seus pais, como tal,não devem servir de saco de boxe dos adultos. EssePai deveria saber impôr-se, principalmente isso. Claro que não concordo nada com esse tipo de comportamentos que considero doentios mas é preciso estabelecer limites e existir respeito, acima de tudo respeito, uns pelos outros, o que obviamente nesse caso não existe. Nem isso, nem Amor uns pelos outros, o que é bastante triste e angustiante para quem observa, como tu, nem consigo imaginar.
    Beijocas nossas ;)

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  11. Sabes que quando tive a estagiar soube de uma situação assim...De uma madrasta que mandou o enteado dormir na garagem para que os filhos dela ficassem cada um com o seu quarto...O miudo super esperto e sossegado aceitou sem nunca dizer nada mas a gaja faz-lhe a vida negra...E o pai? Bem o pai nunca o defendeu...Uma vergoha!!

    Beijinho*

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  12. Lamentável.
    Penso que já andas farta de dar comselhos. O melhor será deixar de os dar.
    Quanto ao resto, tal como a Ni, já disseste tudo.

    :)

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  13. É ciume e a ajudar um pai banana. Mas a vida um dia dá-lhe o troco...

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  14. Bom,a mim parece-me que ele é um fraco.Ao deixar que uma namorada haja assim com o próprio filho,para mim,é ser fraco.Filho é filho.Ao não ser que ele não o sinta como tal.Quanto a ela,sabendo que ele tem um filho,devia respeitá-los aos dois.Mesmo que não goste,já o sabia com certeza.É cruel.Mas estamos a falar de uma adulta....que se calhar tem problemas...

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  15. Bom, obrigada pelas vossas perspectivas e, como diz a Karochinha, este assunto é bastante delicado, sensível. Porém, não se deve pôr a cabeça na areia somente para não ferir susceptibilidades aos demais... contudo, e porque isso não foi feito por aqui, aliás, muito pelo contrário. Esmiuçou-se e muito o tema, assim como no meu primeiro comentário resumi o post e o que efectivamente penso do assunto, como realçaram a Ni e a Desejo, eis que me fico por aqui em comentários. Ou seja, não vou responder individualmente como faço e gosto. Mas é que de facto, já estou esgotada de palavras, por mais pano para mangas que este tema tenha, admito verdadeiramente.

    Abracinho

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  16. Isso não pode mesmo ser amor, o amor é altruísta.

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  17. Nem a "Cruela" tratava assim os 101 dalmatas... isso é tratar alguém abaixo de cão!

    beijo
    Sutra

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  18. As pessoas quando não querem ver nem ouvir não há nada que as demova, no entanto fizeste bem e podes sempre ir martelando no mesmo assunto, pois já diz o ditado: água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Estas histórias também me revoltam e eu não tenho filhos, imagino a tua frustração...um abanão era mesmo necessário neste caso.

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"Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo".♥ - Fernando Pessoa

A essência que queres partilhar comigo é?...