Mostrar mensagens com a etiqueta sociedade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sociedade. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Será que certos e determinados maus hábitos que se passam por aí, tais como dois que vou escrever já a seguir, só acontecem neste nosso Portugal, ou também acontecem por este mundo a fora?

Nos cinemas:

- as pessoas que não têm respeito algum por quem está na mesma sala, que pagou o seu bilhete e que como tal, merece todo o respeito do mundo e toda a consideração, no sentido de ver o seu filme sem barulho, sem luzes de telemóveis à sua frente e nem aqueles murmurinhos que parece que estão a dar uma queca no meio da sala. Na minha perspectiva, é uma falta de tudo e como tal, depois, levam comigo e com o meu mau feitio. 

- As filas existem para serem respeitadas, digo eu. Porque se elas existem, ora pois que merecem serem seguidas de maneira lógica. Assim sendo, não acho correcto, de todo, para quem está na fila a largos minutos que veja, a sua vez, ser passada a frente de alguém que diz que tem uma reserva. Pior ainda que isto, o funcionário, de forma arrogante virar-se para quem está à espera a largos minutos para ser atendido que tem que esperar! Desculpa?! Esperar?! Lá está, tem mais uma vez que levar com este mau feitio. Leva o recadinho bem levado e temos pena, a quem tem a sua reserva. Pois que não deixei que me passassem à frente, e aqui nem foi tanto pelo senhor da reserva que foi educado, mas pela besta do funcionário. Ah e tal, mas tem as letrinhas ali, em cima, dois metros do chão, letras bem pequeninas que, quem faz reservas, pode passar à frente em qualquer fila. Bom, que ponham letras garrafais. E mais que isso, que ponham uma caixa só para reservas. Isso sim, é que é respeitar todos os clientes, pois que ninguém, assim, sai prejudicado. É que é por estas e por outras que este país não anda para a frente. Não tenho paciência para este tipo de coisas entre outras, vá. É que respeito é bom, e eu, gosto!

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O outro lado (ou é o único em algumas?) das pessoas...

Se és magro, criticam-te. Se és gordo, criticam-te. Se és tímido, criticam-te. Se és extrovertido, criticam-te. Se estás feliz, criticam-te. Se estás triste, criticam-te. Se namoras, criticam-te. Se estás solteira/o, criticam-te. Se te casas, criticam-te. Se te divorcias, criticam-te. Se tens filhos, criticam-te. Se não tens filhos, criticam-te. Quando morres, oh, era tão boa pessoa. E chora-se baba e ranho e lamenta-se o que ficou por dizer e fazer e blá. blá, blá pardais ao ninho. Não tenho paciência para pessoas hipócritas, não tenho!

quinta-feira, 10 de julho de 2014

C´um caroço!

Penso que até os mais distraídos já se deram conta que, o acordo ortográfico, não dá o ar da sua graça pelos post´s deste blog. Nop. Recuso-me terminantemente a adoptar essa ideia de (...). Porque fui ensinada a algo que, agora, alguém se lembrou de "vamos baralhar e voltar a dar de novo"com a história da ortografia. Só mesmo aqui, neste país. Só mesmo aqui, com este governo (...). Bom, divagações à parte, o problema que agora tenho em mãos, não é nada que não sabia que iria acontecer assim que saiu este acordo, assim como quando este momento chegasse, da Zunfinha começar a ler e a escrever. A altura que eu a estivesse a ajudar com os seus trabalhos e, o antigo e o novo acordo se confrontassem. Aconteceu. E porque aconteceu agora e não durante o ano lectivo? Porque agora nas férias, sou eu que marco os trabalhinhos que ela faz e escrevo os mesmos. No decorrer do ano lectivo, ela já vinha com trabalhos marcados e talvez por isso, nunca houve esse choque de realidade. Agora não. Agora como sou eu a escrever as perguntas e tudo mais, e escrevo como sei e como insisto em manter pronto, lá ela questiona-me porque estou a escrever assim quando ela escreve assado. Uma porra, portanto. Porque isto, sinceramente, só vem confundir as pessoas que já aprenderam a escrever, como só vem confundir os garotos desta geração. Por mais que explique, porque explico, porque escrevo assim quando ela escreve assado, confunde. Claro que confunde! Se confunde adultos, como não confundir as crianças que estão agora a começar a caminhar no mundo da escola... Os senhores que tiveram esta ideia brilhante, esta ideia fantástica, pelos vistos não calcularam este tipo de situações, ou será que calcularam mas, chutaram para canto? Uma incógnita, portanto (não acredito).

Uma merda.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

O que há mais para dissecar depois de tudo? Só se for para que se encontre um bode expiatório. É que não sei, atiro eu, agora, assim, o barro para a parede...

É que desde há três, quatro dias, vá, que oiço, que oiço, que voltou a notícia a estar na ribalta nos noticiários, diga-se antes. Sinceramente? Não entendo bem porquê. Talvez, lá está, como escrevi no título, para que se encontre um bode expiatório. Caso contrário, não entendo. Não depois destes anos todos. Não depois de tudo o que já foi exposto. Não depois das provas que chegaram a público (nem imagino as que ficaram em off), enfim, eu, não entendo. Aliás, nem me vou alongar muito no tema porque a minha opinião sobre a mesma, encontra-se (aqui). Entenda-se, portanto, que este post é mais como um pensamento alto que tive. É isso.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Há coisas que só devem servir para enfeitar, só pode!

Ia eu toda toda pela escada rolante a fora, como os meus pensamentos, quando começo a ouvir uns zuns-zuns mais a baixo das escadas (eram grandes as ditas escadas, caramba!). Então o que era: um senhor que estava parado normalmente na escada enquanto ela por si só subia (comum neste tipo de coisa), também ia nos seus pensamentos (escrevo eu, agora), quando uma senhora, toda esbaforida e completamente histérica, queria à força, que ele lhe desse passagem. O homem respondeu que não. E responde-lhe que se ela quisesse subir pelos seus pés, ora, que tivesse ido pelas escadas que estavam mesmo ali ao lado. Ao lado das escadas rolantes. E, ainda lhe disse, que as escadas rolantes servem para as pessoas se deixarem serem levadas e não andarem por si. Bom, a mulher não vai de modos. Chamou-lhe nomes. Espumou-se toda, e o senhor, calmo e tranquilo estava, até sair da escadas. Acredito, pela postura do senhor que, se ela tivesse pedido com modos, ele se desviaria apesar de ter a sua opinião sobre as escadas rolantes, que por acaso, só por acaso, vai de encontro com a minha. Agora, como a senhora primou pela falta de educação e de tudo mais, levou com um obrigado momento de: não levar a sua avante.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Porque este blog quando quer, consegue ser uma autêntica revista cor-de-rosa!

A vida dos outros...

Há uns tempos atrás corriam uns zuns-zuns de que Pedro Teixeira e Cláudia Vieira estariam em crise na relação. Lá vieram os protagonistas prontamente desmentirem o mexerico. Passados poucos meses, os próprios vieram assumir que a relação tinha chegado ao fim. Afinal o disse-que-me-disse tinha algum fundamento. Não entendo as pessoas se porem a jeito para isto. Mesmo que sejam figuras públicas (e por sê-lo, estão sujeitos a estarem mais expostos), porquê então se porem a jeito para estas situações? Se havia algo (como se veio a comprovar) porque virem desmentir para depois virem assumir? É levarem uma situação ao extremo. Ninguém tem haver com as suas vidas, mas quando se tornam figuras públicas, a vida passa a ser de todos (entre aspas). Estranho, mas é a realidade. É o preço a pagar. Há muitos que não sabem lidar com isso. Outros que pensam que podem separar. Lá está, há quem consiga, mas têm que levar uma conduta sempre linear e não com oscilações para que depois não haja aberturas para outros caminhos.

Outra situação (mais ou menos parecida). Na revista desta semana, vem uns zuns-zuns de que Sara Matos e Lourenço Ortigão estão numa crise. Lá vieram os pombinhos desmentir e dizer que estão melhores que nunca. Daqui a umas semanas, quiçá meses lá vem a notícia que estão efectivamente separados. E com isto, onde há fumo, desconfie, há sempre fumaça. E nem vou escrever sobre os zuns-zuns do Obana e da sua Michele ou outros que também estão na berlinda. Oh, não, ficou-me por aqui. E com isto, estou a ficar uma pró nestas lides da fofoquice, que nem vos digo, nem vos conto.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Na terceira idade

Agora com a mudança de tempo (será que veio para ficar?), com este calor que está, lembrei-me: porque raio os nossos velhinhos quando chegam à tenra idade, deixam de gostar (é possível?) de tomar o seu banho matinal? Ou será que, simplesmente, perdem o interesse (é possível, também?) porque outros voos se levantam? É que os velhinhos que vou tendo conhecimento, os seus familiares se queixam do mesmo. Só tomam banho quando são obrigados ou quando o rei faz anos (parecem crianças. Não é à toa de que de facto, regredimos, literalmente, nos comportamentos quando chegamos na terceira idade). 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

As fases da vida são como a lua

Passou uma senhora por mim com uma saia cinto (é este o nome que dão aquelas saias mini-mini?), ou seria antes um blaser? Agora fiquei na dúvida. Mas, seja como for, penso que se ela respirasse ou mexesse o corpo mais para a esquerda ou mais para a direita, ou até mesmo se baixasse uns centímetros sequer um pouco para baixo, que se via as suas intimidades. Agora, o que me transcende nem é tanto ver as intimidades (pois se se põe a jeito não é de admirar tal desfecho), mas antes ver mulheres maduras, com idade para ter noção do que é aceitável e não a prestarem-se a papeis que enfim...

Penso que, ao longo da nossa vida, temos fases para tudo.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Bem dito, bem certo! Só quem está no convento é que sabe o que lá vai dentro...


Na sala de espera, uma mãe para o filho:

«Pára! Pára, senão parto-te as mãos! Parto-te as mãos e já não mexes em mais nada! E parto-te as pernas! Parto-te as pernas e já não andas mais de um lado para o outro! Assim ficas quieto e não chateias.»

E pronto, a criancinha ficou a olhar para aquela mãe com aquele ar de medo, mas não surpreendido. E eu? Eu e os demais que se encontravam naquela sala, ficámos perplexos a olhar para aquela senhora que se intitulava como mãe daquele ser... Fiquei perplexa com a fluidez daquele discurso. No sentido que fiquei com a sensação que não seria a primeira vez (pela reacção do garoto) que ela cuspia tais frases daquela boca. E, se assim for, se em público é assim, nem quero imaginar em privado. Assustador só de imaginar.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Aos papéis

Sobre (este) link, o que foi que, efectivamente eu perdi?! É que eu li, eu reli, e não consegui entender a mensagem deste texto de tão esdrúxulo que é. Talvez seja por estar escrito com o novo acordo ortográfico (deve ser isso). Ou será que acordei mais lerda que os dias anteriores (deve também ser isso)? Pois que fico na dúvida. O que faço? Logo agora, neste texto, que eu gostava tanto, mas tanto de descortinar o que está para ali rabiscado e foda-se!, dá-me isto (que ainda nem sei bem o que é).

[A ignorância alheia e a falta de compaixão assalta-me os sentidos.]

sexta-feira, 16 de maio de 2014

O assunto é que já tem barbas (lá vou eu deixar mais uns quantos centímetros da mesma)!

Cansada dos zuns-zuns-zuns que gira em torno da vitória desta pessoa, o travesti austríaco, que se intitula de Conchita Wurst, só tenho uma questão a levantar: mas o programa em pauta (Festival Eurovisão da Canção), em que a pessoa ganhou, o que estava em causa, era a beleza e tudo mais do foro físico, ou era a voz?

Bom fim-de-semana, pessoas bonitas.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

1 de Maio

Aproveita-se e comemora-se efusivamente o aumento do IVA para os 23,25%. E assim caminhamos a passos largos para o alivio da Nação. Agora sim, todos, todos os que puseram o Primeiro Ministro no palanque podem regozijar, como se não houvesse amanhã (não se podia adivinhar, por todos os antecedentes e todo o historial governamental, não é?).

Um bem-haja, para mais uma decisão de mestre do governo.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

As réplicas da vida

Assim como acontece após um terramoto haver réplicas, na vida acontece igual. Uma das réplicas deste (post) é esta:

Essência: Então, conseguiste marcar a consulta da M. para a psicóloga depois daquele desastre da consulta de rotina?
Mana: Não. Disseram-me para ir primeiro à escola ver se há psicólogos, e se houver, tentar marcar. Se não conseguir, aí sim, vir ao centro de saúde e logo se vê.
Essência: Bela resposta, sim senhora! E para quê complicar?! Porventura os senhores doutores que aí estão, servem para quê mesmo?
Mana: Eles dizem que aqui só marcam se de facto houver extrema necessidade (!).
Essência: Desculpa?! Isso é tão subjectivo. Mas se a pessoa perde tempo em deslocar-se ao sítio e quer marcar uma consulta, é porque de facto tem razões para procurar ajuda, não?
Mana: Pois, não sei. Agora tenho que ir à escola.
Essência: Força.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Só mesmo neste Portugal...

A mana teve que ir marcar uma consulta para a filhota no centro de saúde. A mana não conseguiu marcar a consulta no dia porque ela não vai a mais de um ano ao centro de saúde, e como tal, ficou sem médico de família (!). A mana ligou-me para ver qual o melhor dia para mim e para os agregados cá de casa, assim como o dos meus pais, para marcar uma consulta (!), porque segundo a senhora do guiché, há que marcar uma consulta por ano (pelo menos) para não se perder o dito (médico) ao fim de um ano (!). Segundo o que ela disse à mana, há que picar o ponto (!). A tonta, ouve aqueles absurdos todos impávida e serena e ainda me telefona (tal como a senhora a aconselhou para alimentar aquela palhaçada), para saber qual o dia que me dava jeito para marcar a dita consulta. Lógico, ouviu-me por telefone. Primeiro respondi-lhe que a Zunfinha não é seguida pelo médico de família. Desde que nasceu que é seguida noutro lado por uma pediatra. Segundo, eu só vou ao médico quando estou efectivamente doente. É que está fora de questão marcar uma consulta, pagar cinco euros (dar-lhes assim dinheiro de bandeja) para ter uma consulta para picar o ponto (é que estou a escrever isto e dá-me nos nervos). Estou parva para a vida, só pode. Chegava à consulta e dizia o quê?! É que é inédito até escrever um absurdo destes. Oh valha-se-me... onde vamos parar?! Furiosa perguntei-lhe como é que ela ouviu aquelas patacoadas todas e nem sequer ripostou, nada. Ainda me liga para compactuar com aquela palhaçada. Estava azul, oh céus!. Expliquei-lhe por telefone que aquilo que a fulana estava a dizer não tinha o menor cabimento, não fazia o menor sentido (pelo menos na minha cabeça). Mas onde já se viu a pessoa não estar doente, não estar nada, mas mesmo assim, tem de ir ao médico só para que eles saibam que ok, não tem cá vindo mas, está vivo, atenção, não tirem por favor o médico de família. Nos entretantos, toma lá cinco aéreos da não consulta para compor a coisa. Francamente, só mesmo neste país da tanga que acontece este tipo de acontecimentos. A mana parecia uma barata tonta. Eu fiquei indigna com a situação, com a senhora que veio com a tal conversa, com o sistema que há, com tudo. E ainda fiquei danada com ela por ter comido e calado até então. 

terça-feira, 8 de abril de 2014

Quantos estalos mereço pela minha ingenuidade?

Há pessoas que enfim, são... não são nada. É que nem encontro neste momento nada para qualificar.
Fui ao supermercado comprar umas coisas que tinha em falta. Quando chegava junto ao carro (encontrava-se mesmo em frente ao supermercado), sou abordada por um individuo, que com um ar triste e cabisbaixo diz que estava com fome e se não lhe dava algumas moedas para ir lá dentro (supermercado) comprar alguma coisa para comer. Como dinheiro em mãos não dou, olhei para as minhas mãos, numa tinha um saco com legumes e fruta, noutra pão e leite, avancei com o saco do pão e leite e dei-lhe. Ele ficou sem reacção, hesitou, mas depois acabou por aceitar. Encolheu os ombros e eu devolvi-lhe com um sorriso. Ele vai-se embora e eu coloco o saco no carro e vou outra vez lá dentro (supermercado) comprar o que tinha acabado de dar. Ora qual não é o meu espanto, quando vejo o individuo a meter o saco, o saco que tinha dado com todo o desprendimento ao lixo. Nem queria acreditar no que via. Ele assim que se apercebeu que era a pessoa que lhe tinha dado o saco sai a correr. Fiquei azul. Fiquei, nem sei... Fui a rezar lá para dentro do supermercado... O segurança vem ter comigo e diz que tinha visto tudo o que se tinha passado e que esse homem faz ponto ali. O que respondi ao segurança é o que interiorizei para o meu íntimo: foi a última vez que dei seja o que for a alguém da rua. Depois ainda dizem que há pessoas insensíveis e mais-não-sei-o-quê. Também com gente assim...  Mas pode estar a goelar-se, nem quero saber. Por um (ou uns) pagam todos. Mas de idiota, nunca mais me fazem.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Mudam-se os tempos, mas não se mudam as vontades!


Caramba, com certos e determinados comportamentos dos outros e depois a forma como reajo a elas das duas uma:  ou ando mesmo pelas costuras e a sensibilidade está lá nos píncaros, ou são outros que não têm um pingo de noção.

Não é a primeira vez que oiço logo pela manhã, manhãzinha assim, bem cedinho, um carro, o mesmo carro de todas as vezes buzinar. Buzina uma, buzina duas, buzina três... Telefona. Passado um pouco, volta a buzinar uma, a buzinar duas até que a pessoa desça. Ao fim do dia o mesmo processo. Por não ser a primeira vez que isto acontece e provavelmente não será a última, dei-me ao trabalho uma das vezes de ficar na varanda a assistir o panorama. Gosto de saber por A mais B do que falo e porque falo. Bom, o homem está no seu belo carro com o rabinho alapado à espera que a pessoa que veio buscar desça. Sair do carro, esticar o dedo e tocar à campainha da casa da pessoa não, isso agora, isso agora é para malucos! É mais cómodo de onde está, rabinho alapado, sem apanhar frio, sem se importar com as horas buzinar, e ligar (que ainda vá que não vá), quando a pessoa demora, mas depois, mesmo assim, como é insistente ou impaciente ou o raio que o parta!, (deve ser mais isso) volta a buzinar e a buzinar... Mas no entanto, com este processo todo, ainda não se deu conta, penso eu, ingénua que sou nestas palhaçadas que ao ser assim, tão, passivo, que está a incomodar a rua inteira. Calculo e reforço: que com certeza não se deu conta, ora agora, coitado do senhor... Estou para aqui a destilar infâmias. Mas o certo também, é que as buzinadelas fazem eco pela rua fora. E irrita ouvir que dirá ver a situação como já vi. Quando acontece ao final do dia então, parece que o barulho se intensifica mais ainda. E com isto tudo estou a ver estou, que num destes dias tenho que descer e explicar ao senhor para que serve a campainha que se encontra mesmo junto à porta do prédio. É que mesmo fazendo um esforço para perceber o porquê de tal acto, o lógico e o correcto sobrepõe-se. 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Uns dos quês da escola...

- Habituares a tua filha a beber leite sem açúcar e sem chocolate, e assim que ela vai para a escola, começarem a dar leite com chocolate, é muito estimulante. 

- Habituares a tua filha a comer fruta ao natural, morangos ao natural, pêssegos ao natural, e assim que ela vai para a escola, começarem a dar morangos com açúcar, pêssego em lata de calda, é qualquer coisa...

Com isto, vês o teu trabalho ir pôr terra assim, em dois tempos. Porque se as crianças se adaptam às situações e até conseguem gostar daquilo que dás porque enfim, não conhecem outra opção, também depressa passam a gostar do docinho, que só é aquilo que deveriam evitar. Porque logo as crianças, que parecem que nascem já com o sabor do doce incutido nelas. É bastante desmotivador. E aqui, a escola, peca e muito! Eu fico doida!

quinta-feira, 20 de março de 2014

Hoje, vaga, assumida, estou!

Estava a folhear uma revista. A folhear, folhear, folhear até que os meus olhos param perplexos para a seguinte nota: "estudos recentes revelam que o sexo masculino só é adulto aos... 54 anos". - Na altura encaixei a informação, mas depressa, num ápice diria, conclui que estava explicado tanta coisa que se vê por aí... Pronto, é o que eu digo: para tudo há uma explicação.

E por aqui me fico. Hoje apetece-me que assim seja. Também não vá ferir susceptibilidades, e não é esse o propósito ao fazer esta postagem. Pois é antes iniciar ao deixar a bola no ar para quem quiser agarrar, e aí sim, chutar.

terça-feira, 11 de março de 2014

Pôr as mãos na merda, literalmente.

Como escrevi (neste) post, não consegui ir à reunião de condomínio. Mas depois, através da carta que vem à posteriori, soube quem tinha ficado responsável este ano, etc, etc...
Na semana que passou, desde segunda-feira que o esgoto na garagem rebentou. Um fedor que nem vale a pena descrever. Começar logo a semana com aquele cheiro, o estômago ia-se-me embrulhando. Bom, passa segunda-feira, passa terça-feira, passa quarta-feira e nada de ver aquilo resolvido. Ainda por mais, aquela nojeira saia logo logo no meu lugar. A coisa fica mesmo entre o meu lugar e mais de um outro vizinho que pelos vistos, nada fez. Quarta-feira lá vou eu bater à porta de um dos que tinha ficado encarregue do prédio. Nada de atender. Vou à outra, nada. Passa quarta-feira, passa quinta-feira, passa sexta-feira, nada se resolvia. Não encontrava ninguém em casa. Ainda por cima, o maravilhoso, os contactos e tudo está com quem efectivamente fica responsável pelo prédio, nas pastas. Fica tudo guardado na sala de reuniões do condomínio e a chave fica à mercê dos mesmos. Por isso, estava com as mãos e pés atados. Fim-de-semana, só no domingo à noite é que consegui falar com um dos responsáveis, a vizinha.  Não sabia nada de nada. Não sabia como havia de resolver a situação, além de que ainda queria perceber como tinha ficado ela responsável sem sequer a terem-na perguntado tal coisa. Logo percebi que ali não ia conseguir resolver nada. Entretanto no decorrer da curta conversa que tínhamos tido, diz-me que a vizinha do 6º andar (a tal que pôs a moto no meu lugar na garagem e que agora nem uma saudação verbaliza. Educada, portanto.) ainda estava encarregue. Pois ainda não se tinham reunido para que passassem as pastas e tudo mais. Lá pensei para o meu decote: "lá tenho que ir à toca da dita...".
Respirei fundo e lá fui bater-lhe à porta. Abre-a com aquela cara de carneiro mal morto. Explico-lhe o que me levava ali, responde-me secamente e depressa: "eu não tenho nada haver com isso. Já não sou eu que estou à frente do prédio." - Volto-lhe a repetir calmamente o que a outra vizinha tinha dito. Volta a ripostar completamente atabalhoada: "porque não faz a vizinha? Sabe quem fez da outra vez que se deu o mesmo? Fui eu (orgulhosa de tal façanha)!" - Respondi-lhe incrédula: "desculpe?! Por carga de água está a dizer-me para desentupir o esgoto do prédio?! Porventura não pago o condomínio? Porventura não há dinheiro para se chamar alguém? Porque o fez? Alguém a obrigou ou disse para fazê-lo?." - Começa a falar para não sei quem porque deixa de olhar para mim e continua enfim, nem sei como qualificar tal linguagem. Uma falta de educação, de tudo, caramba! "São ingratos! Está uma pessoa a pensar no bem do prédio, em poupar e depois ouve isto. Continua a alucinar. Porque não liga a vizinha?" - Comecei a rir e a pensar em que filme tinha-me ido meter. Cortei com a conversa porque ela já estava a estrapular. " Não ligo por uma razão muito simples. Não sou eu que estou encarregue do prédio. Para alguma coisa são nomeados duas pessoas neste prédio. Duas. Duas para que as coisas estejam sempre em ordem. Acho um absurdo você agora questionar-me porque não ligo. O que vim aqui fazer foi informar. Porque pelos vistos fui a única que detectei a "anomalia". Acho estranho tantas pessoas usarem o parqueamento, o prédio, e ninguém, ninguém se dar conta. Ninguém dizer nada, inclusive você. Deve ser, deixe ver, pelo esgoto ter rebentado justamente no meu lado do parqueamento. Deve ser por isso que as coisas andam assim. Só que as pessoas são tão egocêntricas que esquecem-se que o prédio é a casa de todos. Rematei a conversa em dizer que já tinha feito o que me tinha levado ali. Responde-me que só no meio da semana que conseguia resolver.

Ontem, toca-me à campainha. Era ela. Com as mãos sujas de merda, um cheiro que minha nossa, com aquela cara de sei-lá-bem-o-quê e diz: "pronto, vizinha, já está!" - Nem queria acreditar no aparato que me apresentava. Devia estar com cara de parva perante tal visão dos infernos: "mas fez isso novamente?! Qual a necessidade?! - Gloriosa por tal acto responde: "sim, fiz!" - E então, e o que quer que lhe diga?!" - Olhou-me com aquela cara de sapo e foi-se embora. Pensei enquanto fechava a porta: "ele há com cada uma...".

quinta-feira, 6 de março de 2014

Há homens que se superam, para pior...

Quando vou buscar a Zunfinha, costuma haver pais, avós e afins à espera no portão que chegue a hora ou então (mediante o caso) há espera que os miúdos se despachem. E quando me calha na rifa ter que esperar a senhorita Zunfinha, por vezes acontece na mesma altura que um pai, que por acaso o filho é colega de sala da Zunfinha aproveitar a espera para pôr conversa (coscuvilhice. Ainda dizem das mulheres...), para, para passar o tempo. Soa melhor já que não tenho tema de conversa com essa pessoa. Confesso que não vou muito à pinta com o fulano. Acho-o assim, como hei-de escrever, pintas. Sim, muito pintas. Contudo, o mais interessante é que o fulano não tem razões para se achar assim. Mas faz-se achar. Não gosto de homens pintas com a puta da mania que são a última coca-cola do deserto. Não gosto. Ora, se já não tinha lá muito boa impressão do fulano, a partir daqui, piorou. Não sei o que lhe deu desta vez, pois se das outras vezes eram conversas triviais, sobre o tempo, o trânsito, o estado do país, desta, sem nada prever, desata a desbobinar partes da sua vida (mais concretamente da sua separação e problemas com a sua ex e filho) como se não houvesse amanhã (talvez pensasse que não teria outra oportunidade para destilar tais coisas da boca). No inicio tentei ficar à margem, afinal mal o conheço. Mal o conheço, não o conheço, ponto. Só bom dia. Boa tarde e pouco mais. Não sei francamente o que lhe deu (devo ter um dom qualquer que faça as pessoas desbobinar partes da sua vida, deve ser isso). Bom, começou com as suas lamentações de pobre homem separado que tem imensos problemas com a ex e por arrasto com o filho, blá, blá, blá, pardais ao ninho... Quando o assunto foi só ele e ela, limitei-me a ouvir, simplesmente (mas a pensar para o meu decote que por mais razão que tivesse, perdeu-a ali. Ficou-lhe tão mal enxovalhar a ex assim. Porque mais do que ser a ex-mulher é, e sempre será, a mãe do seu filho. Há pessoas que não se tocam, e principalmente, não têm dois dedos de testa para pensar um pouco mais além). Agora, quando o assunto foi para a criança, e ele começou a dizer que a criança tinha problemas aqui, problemas ali... Notava desmotivação na escola. Notava comportamentos diferentes quando vinha da mãe e quando ia para a mãe... Pronto, não me segurei e disse-lhe, com todas as letras "leve-o a um psicólogo. Ninguém melhor que um especialista para o/os ajudar nesta fase da vida do seu filho que também acaba por ser a vossa." - A reacção dele foi ficar petrificado. Ao vê-lo assim continuei "admira-me nos tempos de hoje as pessoas ainda terem tanta aversão ao psicólogo. O vêem como um bicho-papão. Pensam que é para malucos (!), ou outra coisa do género. É como as pessoas que estão a fazer dieta. Têm uma aversão ao nutricionista que até dá dó. Não percebem que é um complemento. São apenas profissionais capacitados para ajudar no campo que só por acaso essas determinadas pessoas precisam. Há que enfrentar os problemas de frente e arrancá-los pela raiz. O seu filho está a atravessar uma fase que você não está a conseguir resolver, nem está a saber lidar. Então, procure efectivamente quem o possa ajudar. Acredito que grande parte (senão toda) do problema verá solucionado." - Remédio santo para o dito perder a pica para continuar a «tricotar». Não que fosse essa a minha intenção quando mencionei o psicólogo. Mas além do fulano ficar apático e em negação, pôs o rabinho entre as pernas e foi embora com o garoto. Espero sinceramente que reflicta e que aja em prol do filho.

Dói-me a alma quando vejo casos assim, onde os pais utilizam os filhos para retaliação do cônjuge. Há muito, mas não devida de haver, não. Diz-se tanto desses seres, tanto...