quarta-feira, 16 de abril de 2014

As réplicas da vida

Assim como acontece após um terramoto haver réplicas, na vida acontece igual. Uma das réplicas deste (post) é esta:

Essência: Então, conseguiste marcar a consulta da M. para a psicóloga depois daquele desastre da consulta de rotina?
Mana: Não. Disseram-me para ir primeiro à escola ver se há psicólogos, e se houver, tentar marcar. Se não conseguir, aí sim, vir ao centro de saúde e logo se vê.
Essência: Bela resposta, sim senhora! E para quê complicar?! Porventura os senhores doutores que aí estão, servem para quê mesmo?
Mana: Eles dizem que aqui só marcam se de facto houver extrema necessidade (!).
Essência: Desculpa?! Isso é tão subjectivo. Mas se a pessoa perde tempo em deslocar-se ao sítio e quer marcar uma consulta, é porque de facto tem razões para procurar ajuda, não?
Mana: Pois, não sei. Agora tenho que ir à escola.
Essência: Força.

11 comentários:

  1. Devo estar com espírito soviético! Desculpa lá qualquer coisinha, mas cá vai.
    A M. tem que ser avaliada pela psicóloga da escola em primeira instância, uma vez que essa psicóloga tem a especialização educacional. A psicóloga que existe no Centro de Saúde é psicóloga clínica, logo não é, para já, o mais indicado para a M. Pode acontecer que depois da avaliação por parte da psicóloga da escola, a M. tenha que ser avaliada por uma psicóloga clínica, mas os passos nestas idades são estes. Há testes e exames que têm que ser feitos por psicólogos de vertente educacional, os psicólogos clínicos surgem quando há necessidade de outro tipo de terapias, como por exemplo a administração de fármacos.
    A questão que deves colocar é: não existe psicóloga no agrupamento? Como é que pode ser possível uma coisa dessas? Cada vez mais há a necessidade de existir um gabinete de psicologia nas escolas.
    Também podem ter uma outra situação - como as escolas funcionam como agrupamentos e mega-agrupamentos, a(s) psicóloga(s) não têm mãos e medir com tantos pedidos e, por vezes, a avaliação e acompanhamento de uma criança não é tão rápido como devia. E aqui tens, mais uma vez, as questões economistas do governo - menos pessoal equivale a menos despesa.

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    1. Obrigada antes de mais pelo esclarecimento, mas por acaso sei que nas escolas (mas temos que escrever que, nas escolas que têm, importante referir), há psicólogos específicos para acompanhar os miúdos quando necessário é. Pois cada macaco (salvo seja) deve estar no seu galho. Certíssimo! Mas também se sabe que infelizmente nem em todas as escolas têm tais profissionais. E, por saber disso (neste caso ela, a mãe, porque na altura do A. e da R. já não havia ou não estavam disponíveis os tais profissionais na escola, não sei, o que sei ao certo é que já na altura mandaram os miúdos para o mesmo centro de saúde que só por acaso é o mesmo que está a ser mencionado neste post (tal como a escola é também a mesma), para serem acompanhados), ora, repito, por se saber disso de antemão, que não se quis perder tempo. Erro, pelo que está à vista. Portanto aqui nem se trata da pergunta que ela (mãe) tinha que ter feito ser X ou Y, mas antes deixar claro que já tinha percebido que andavam a passar as "pastas" de um lado para o outro. Depois disso aí sim, perguntar se se entendiam de uma vez por todas. Porque a escola manda para o centro de saúde ou particular, o centro de saúde manda para a escola.

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  2. Pronto... eu ia para fazer um comentário, que dizia para a mana por a filha a falar com a tia, pois é a melhor coisa que pode existir, é ter alguém de quem se gosta disposto a ouvir-nos !!!
    Mas depois li o comentário da Incógnita, e fiquei estupefacto.. !!!
    Eu que até deveria defender a minha classe e arranjar cada vez mais trabalho para mim e para os meus colegas... Epá dizer que uma criança (a M) TÊM DE SER acompanhada por um psicólogo !!!
    Não posso concordar... aliás até sou maluco para discordar totalmente... Durante anos os psicologos foram visto como um vírus da classe médica, que só lá se ia quando se estava maluco, agora são visto como os grandes salvadores da sociedade... em ambos os casos estamos errados. Não eramos bestas nem agora somos bestiais... sempre tivemos muita utilidade, mas é preciso calma...
    NEM TODAS AS crianças precisam ou têm necessidade de ir a um psicologo. Se analisarmos as coisas...de um modo frio e distante... vemos que as gerações dos anos 60/70/80 não consultou nenhum maluco destes...e no entanto a sua grande maioria DEU-SE BEM !!

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    1. Faltou acrescentar que não estou contra a opinião da Incógnita, apenas a minha é diferente.!!!

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    2. Bom, não podemos pôr tudo no mesmo saco, pois cada caso é um caso. No entanto, não estou em concordância contigo. Porque se há profissionais em determinadas áreas, para alguma coisa é. E, quando as pessoas (quando adultas) não sabem lidar com certos e determinados problemas, situações na sua vida, assim como as crianças, se estão a atravessar uma fase complicada (entre outras situações), e, os adultos que estão à sua volta, não sabem como lidar com isso, há que procurar ajuda, sim! Porque ninguém é mais ou menos por isso. As pessoas, quando têm problemas de peso, não procuram um dietista ou nutricionista? As que procuram, a meu ver, estão a agir correctamente. Procurar quem de facto sabe e pode ajudar, ao invés de se auto-avaliar e de se auto-prescrever, porque depois só há tendência para dar cagada. Porque ao contrário do que escreves no final do teu primeiro comentário, que as pessoas na sua grande maioria se deu bem, discordo mais uma vez contigo, desculpa. Pois pelas pessoas agirem como avestruzes que há tantas pessoas descompensadas por aí.

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  3. Eu devo estar com sérios problemas de comunicação!
    Caro Eu Sou Eu, eu não defendi que a M. tem que ir ao psicólogo, o que eu tentei explicar foi a situação que a Essência relatou e todos os tramites envolvidos. Quem, pelos vistos, considera que a criança deve ir ao psicólogo é a mãe e não eu. Quem sou eu para dizer uma coisa dessas? Nem sei de quem se trata! Percebo apenas que é uma criança, que a mãe quer levar ao psicólogo e eu tentei explicar qual o processo normal nestes casos, uma vez que a Essência estava indignada pelo facto de não a quererem atender no Centro de Saúde.
    Concordo completamente com sua ideia de que hoje em dia se direcionam as crianças todas para o psicólogo como se esse fosse um salvador e como se tudo se explicasse com a tão badalada "hiperatividade" e "défice de atenção". De facto, no meu tempo, isso não existia. Existiam meninos mal educados, malcriados e vocacionados para outras áreas que não os cursos científicos. Enfim, não consigo estar completamente contra todos estes atuais diagnósticos, nem contra as medidas de diferenciação pedagógica que tantas vezes se aplicam, no entanto, muitas vezes, é uma questão (como sempre) de posses e contactos. Já vi muitos relatórios questionáveis assim como meninos que deviam usufruir de medidas especiais e que não usufruem. É uma longa questão e o melhor é calar-me já, não vá ser mal interpretada outra vez!

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    1. Estimada Incógnita, realmente o português ou a língua portuguesa pode estar sujeita a várias interpretações.
      Desde já o meu sincero pedido de desculpa, pois foi realmente uma má interpretação do que foi escrito por si e lido por mim.!

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  4. Pois é a realidade do nosso país!
    sempre a empurrar uns para os outros!

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