sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O resultado do jogo do quebra-cabeças

Espero que a vocês tenha dado tanto gozo neste processo todo quanto a mim. Vamos ao resultado (deste) jogo, sim? Mas antes, parabéns a todos e muito obrigada pela vossa participação. Tanto pela criatividade (quero agradecer em particular (não desfazendo os demais, mas penso que merece esta ressalva) ao Yellow, pela sua criatividade/miminho que me deu, vos deu, a vocês leitores deste blog, com aquele fantástico texto, obrigada), como detectives, em adivinhar quem escreveu o quê. E não é que se saíram melhores que a encomenda. Muito bem! Porém, como se pode constatar, nem todos os participantes deixaram os seus palpites. Uns porque não sabem a senha do blog (!). Outros porque leram na diagonal o post e depois ficaram às aranhas com as regras e afins do jogo. Outros porque pensaram que tinham enviado o comentário e afinal, ups, não enviaram nada. E outros, porque simplesmente não quiseram (escrevo agora assim às três pancadas também). Portanto, ficaram a meio do desafio (sem lhes retirar o mérito, atenção). Paciência.
Se quiserem, digam o porquê dos vossos palpites.

A listagem correcta dos autores:

1. YellowMcGregor;
2. Velho do Restelo;
3. Leitor;
4. SuperSónica;
5. Cantinho;
6. A Minha Essência;
7. A Rapariga;
8. Karochinha;
9. Kika;
10. Ulisses;

Os palpites dos autores:

Supersónica:

1. YellowMcGregor; 2. Velho do Restelo; 3. Karochinha; 4. SuperSónica; 5. Cantinho; 6. A Minha Essência; 7. A Rapariga; 8. Leitor; 9. Kika; 10. Ulisses; = 8 palpites correctos.

Karochinha:

8. Karochinha; 10. A Mina Essência; 2. Velho do Restelo; 1. YellowMcGregor; 3. Ulisses; [Os restantes autores, deixou ao acaso...] = 3 palpites correctos.

YellowMcGrego:

1. YellowMcGregor; 2. Velho do Restelo; 3. Leitor; 4. SuperSónica; 5. A Rapariga; 6. A Minha Essência; 7. Cantinho; 8. Karochinha; 9. Kika; 10. Ulisses; = 8 palpites correctos.


Bom, não se precisa ser um às na matemática para se perceber que houve um empate. Agora a pergunta que se impõe é: como se vai dar o desempate? Muito simples. Aqui a tontinha da Essência vai pensar numas perguntas sobre si mesma (espero que sejam uns leitores minimamente atentos, senão, não sei não...) e vocês (Yellow e Sónica) terão que responder acertadamente ao maior número de perguntas. Quem tiver mais, ganha. Até ao final do dia terão as perguntas neste mesmo post. Mandem-me depois as respostas por e-mail. Assim não tenho que ter os comentários retidos e o blog volta ao funcionamento normal. Depois reponho na íntegra tudo o que escreveram. Têm todo o fim-de-semana para responder (quem é amiga, quem é?). A data de entrega termina a 3 de Fevereiro pelas 23:59.
Boa sorte.

Fritei a pipoca, mas eis o resultado. Não se assustem, todas estas perguntas, as respostas já foram expostas neste blog. Não se precipitem a responder. Não é assim tão difícil como numa primeira impressão possa parecer. Enviem por e-mail as respostas. Boa sorte.

1. Qual a bebida favorita quando saí à noite?
2. Qual a bebida que detesta?
3. Qual o seu ritual de beleza?
4. Qual o seu desejo para a velhice?
5. Qual é o seu maior defeito?
6. O que mais detesta em si?
7. O seu doce favorito?
8. Normalmente, qual a cor que põe nas unhas?
9. Qual é o seu perfume nesta estação do ano?
10. O que a fez ter um blog?
11. Porque o mantêm?
12. O título do blog vem a que propósito?
13. Qual foi o critério que a fez escolher o nickname que tem?
14. Porquê que não põe fotos suas no blog?
15. Porque responde aos comentários dos seus leitores?
16. Porque faz um post por dia?
17. Porque abriu uma página do Facebook para o blog?
18. O que a motiva a escrever?
19. O que a faz ser rebelde?
20. Como define a sua essência?

*21. Como descrevem esta blogger por palavras vossas?

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O Jogo do quebra-cabeças

Cá vamos nós, meus caros, para mais um jogo do quebra-cabeças. Todos os textos têm algo em comum, o título: Paixão. Ora que foi o mote que dei para que pudessem iniciar esta partida ainda sem chegada. Não me alongando muito, só quero relembrar mais uma vez, que os comentários ficarão retidos durante todo o dia, assim como desta vez haverá bengala. Ou seja, vão estar expostos o nome dos participantes. Contudo, tanto os textos como os nomes estarão de forma aleatória. Bons palpites (o vencedor, terá um miminho). 

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1. [YellowMcGregor]

Caro(a) “Leitor”(a), “Só por Amor” e um “Vicio de ti”, é que te irei contar aquela ultrassecreta missão que ficou conhecida, para sempre, com o nome de código: «Paixão!». Tudo se passou assim:

Naquele fim de tarde, despi a “Roupa Prática” que envergava e vesti o habitual smoking. Peguei no papel. As letras e as palavras sempre me fizeram confusão. Entre “Palavras e Silêncios”, nos “meus momentos”, sempre preferi os silêncios. Agora como descobrir aquela “Palavra Já Perdida”, melhor “Palavras Mais Que Perdidas”? Uma verdadeira "Incógnita". Mas tinha que cumprir com a missão que a “Miss S.” – para muitos apenas “S*” – uma vez mais me confiara. Olhei melhor para o papel, para aquele “Sutra” misterioso: parecia-me uma “Panóplia de Nada”, Apenas umas letras”… mas… o que seria aquilo? Aquelas marcas gráficas, “As duas na letra” “Vee”: «“V é de Vida(s)”», pensei. Alguém planeara exterminar alguém. Tirar vida ou vidas. Ou… pior ainda. Não acredito. Veio-me à memória a imagem de “Ulisses L”, o “L'Enfant Terrible”, “Um homem sem blogue” que vivia no submundo do Flickr, só de imagens, um verdadeiro "Velho do Restelo". Recordo-me dele dizer, um dia, que tinha um “Desejo”: – «“Também quero um Blog”!». Mas a “Árvore de Natal da Blogosfera” jamais poderia ter aquele enfeite e por isso fora banido pela “Miss S.”. Só pode… “O blog da s.” está em perigo! E com ele toda a blogosfera. Não seria apenas a minha paixão mas a paixão de todos os que gostam deste mundo virtual, desta vida feita de palavras e emoções.

Peguei num copo de whisky e bebi tudo se seguida. Na rádio tocava o Under The Boardwalk numa versão com letra nova: "on the catwalk”.Tremia. Só uma pessoa podia me fazer chegar até ele: “Vera, a loira”, uma “Vadia”. Nunca tinha visto antes uma “Mamã de Peep-Toe”, com o filho ao colo: que irresponsabilidade.

Numa condução “Super Sónica”, deixando “Nuvens e Borboletas” a rodopiar, voei até àquele bar, o “Myinside22”, onde em tempos assistira ao espetáculo da “AvoGI (e as Pulgas)”, para falar com a “Maria”. Entrei e vi a “Maria em Palco” cantando “La scarpa incantata”. Suas “buxexinhas” reluziam sob o foco das luzes daquele “Palco do tempo”. Ela era a minha “POC” (Point of Contact) para aquela missão. Quando terminou, cheguei perto dela e disse a senha – «“Just a Lady”…» – ao que respondeu com a contrassenha – «…num “Carrossel de Linho”.» (nunca percebera bem estas “Tocas eBaldocas” ridículas dos serviços secretos). – «Estavas “Pretty in Pink.”» – Galanteei-lhe a meu modo (às vezes gosto de usar termos estrangeiros… são “As Minhas Pequenas Coisas”, pequenos “Esboços de quem sou”). Naquele breve instante revisitei uma “Panóplia de sonhos” porque a Maria fora, em tempos idos, “a minha essência”, “o meu eu”, a metade que me completava. «Obrigado» – agradeceu-me friamente. Acordei. Perguntei-lhe, então, onde estava a Vera. Fez-me um sinal com a cabeça. Olhei “BESIDE ME” e vi lá no “Cantinho” a “NI ENTRE AMIGOS” (era assim que eu tratava a Vera, por NI… um dia explicarei…): “Inês E.”, "Maria", “Petra”, “Afrodite”, Katy Single” e … o “Rafeiro Perfumado” que eu andava à procura. Cogitei que “Elas Vistas por Ele” não passariam de “Desabafos em rodapé”, meros passatempos sexuais.

Cheguei perto do balcão e pedi um cocktail – «“Tanita”, “Pusinko” ou “Sexy na Cidade”?» – perguntou-me a barmaid. Repliquei – «um Vodka Martini» – avisando-a de imediato – «Shaken, not stirred».
Tracei a “alinharecta” imaginária que me levaria até à mesa deles. Apalpei a sovaqueira para sentir lá a minha amiga. Bebi um trago do néctar e avancei.

– «Vieste “Ao Meu Reencontro”? – rosnou-me com um sorriso trocista que logo desapareceu quando eu puxei pela arma e lhe apontei à cabeça. Ele começou a tremer como varas verdes. Reparei que as suas calças ficaram molhadas entre-pernas.
 «Por favor… Luke, I’m Your Father».
– «Não acredito em estórias da "Karochinha”.» – disse, enquanto uma lágrima escorria pela minha face ao me lembrar do João que morreu no caldeirão. Premi o gatilho e disparei:
– «Não me chamo LukeMy name is McGregor. “Yellow Mcgregor”!».

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 2. [Velho do Restelo]

QUE SE FODA A PAIXÃO!!!
Sim, que se foda a paixão, não faz parte dos meus planos, das minhas prioridades, não preciso da paixão para ser feliz, bem pelo contrário. 
A Paixão acaba sempre! Primeiro desvanece e por fim acaba!!!
Conheci relacionamentos com base em Grandes Paixões... que acabaram porque um deles se apaixonou por outro alguém!!!
Se a Paixão não acabasse... então como seria possível um apaixonado apaixonar-se por outra pessoa??? 
Desses novos relacionamentos das novas paixões... nunca conheci nenhum que fosse em frente, que tivesse futuro que durasse... 
A Paixão é pouco mais que tesão, mas tesão é feio, é frio, é só carnal... a paixão não... a paixão é algo que nos faz delirar, que nos faz sonhar acordados, que nos faz voar dizem os iludidos!!!
A Paixão é um desvario, que nos ofusca, que nos confunde, que nos impede de ver defeitos e que nos desvia do que verdadeiramente interessa...
Paixão??? Prefiro encontrar uma amizade sólida, respeito, compreensão e carinho e "caminhos" em comum... que com tesão nem sinto pela falta da paixão.

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3. [Leitor]

Paixão, q'é isso? Hmm...uma doença patológica ou um desejo na vida? Fui ver o que seria e no meio de tanta confusão pareceu-me mais uma doença do que uma bela emoção. Mas vamos ao que interessa. A Paixão! Para mim...um sentimento forte e temporário, sofre transformações ao longo do tempo e evolui com a idade. É amor quando se tem sucesso e um drama quando nada acontece. 
"É paixão", diz quem me ouve falar sobre ela...mas eu não confirmo.

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4. [SuperSónica]

Paixão....

Já dizia o outro que é aquilo que arde sem ver e blá blá pardais ao ninho.
Paixão para mim é quando todo o meu corpo vibra, quando os meus olhos brilham e derretem, quando a saliva aumenta substancialmente na minha boca, quando fico tão ansiosa que o coração dispara a uma rotação acima do nível. Quando todos os sentidos se activam, despertam e é algo de tão incontrolavelmente bom, muito bom de sentir,

Foi assim, sexta-feira à noite, num jantar de sushi...ai adoro sushi!

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5. [Cantinho]

Quando li o segundo desafio da amiga Essência, fiquei pasma a olhar o tema: Paixão?! Do que ela se lembrou! Paixão!
Nessa noite, acreditem, acordei a pensar no assunto. Não sei se sonhei com alguma paixão do passado ou o acordar repentino levasse o meu pensamento para a nossa Essência malandra e para o tema proposto.
E imaginei-me a escrever sobre a paixão dos meus 20 anos aquela que não me deixou, ou eu não quis, ver o que se passava à minha volta, mas somente o que estava à minha frente.
Agora, sem saber o que escrever, permito que os meus dedos toquem o teclado e deixem sair as palavras que me passam pela mente: "paixão, paixão, não vais fugir de mim, serás, paixãaããão até ao fim."
O que dizer?
Ao longo da nossa vida passamos por muitas e variadas paixões mais ou menos intensas, mais ou menos loucas, mais ou menos sofridas..
A paixão é um sentimento que provoca em nós ansiedade, tremor, nostalgia, sofrimento, suores, suspiros, felicidade, aventura  e loucura, muita locura.
Também estamos mais despertos para as sensações, sentimo-nos mais confiantes nela (porque estamos apaixonados) mais egocêntricos e inteligentes.
Sonhamos acordados, rimos das aventuras, esquecemos que vamos na rua e rimos de algum gesto ou lembrança que por segundos nos vem ao pensamento.
Trocam-se beijos fugazes, provocadores,  ( aqueles que não queremos que ninguém nos descubra) os mais desejados e quentes, os mais apetecíveis. Esquecem-se as horas, vive-se a vida com intensidade como se o mundo acabe já, hoje.
E a paixão não tem idade, não tem sexo, não tem raça, não! Ela surpreende qualquer pessoa: basta um olhar, um gesto simpático, um pequeno percalço, para que o  click no nosso cérebro sinta as endorfinas entrarem em ebulição, o coração bata fortemente, as borboletas na barriga sejam por demais teimosas e não nos larguem, o rubor nos atemorize as novas sensações no perturbam a vida, o descanso.
E ninguém pode negar que não gosta de estar apaixonado.
A paixão é passageira, todos o sabemos, mas é um estado maravilhosamente louco que não podemos deixar que ela se esqueça de bater à porta do nosso coração. Temos que a viver, mais cedo ou mais tarde, mas vivê-la.
A minha grande paixão foi loucamente uma paixão longa, demasiado longa... Mas
gosto de estar apaixonada. Enquanto estou, sinto-me forte, sedutora, feliz, revolucionária e...capaz de subir a montanha mais alta para a ter perto de mim, mesmo que por pouco tempo.
A paixão é  o que cada um de nós quer que ela seja.
E eu quero que ela, mais uma vez, venha bater à porta do  meu coração, que se transforme em amor,  porque sou uma eterna romântica.

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6. [A Minha Essência]

Numa tarde de inverno, sentada no cadeirão vislumbro a rua pela janela. Meio baça da respiração, meio suja de pó pelo tempo que não é limpa, vislumbro não sei bem o quê. Pois a minha mente deambula para lá do tempo passado. Vislumbra as mãos grandes e dedos finos que percorreram cada centímetro, cada recanto deste corpo que agora se encontra só... abandonado. Vislumbra a boca quente e húmida que de imaginar a língua a fazer das suas, a nuca dá sinal. Dou um salto. Os pêlos dos braços estão todos em pé. Por segundos penso que é do frio, mas logo depois mentalizo-me que não. São os pensamentos que estão a fazer o corpo se alterar. Não só o corpo, mas todos os sentidos. Toda a mente está contaminada com a febre. A febre de quê? Deixe-mos de conversa sem importância e retomemos o que realmente interessa, os pensamentos inofensivos de uma doce, doce não, quente lembrança. A lembrança de uma paixão. O que é mesmo a paixão?

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7. [A Rapariga]

Paixão. Paixão é o que sentimos quando realmente estamos apaixonadas. Formigueiro no estômago... quando tudo é um mar de rosas. Somos capazes de fazer tudo por essa pessoa... Paixão é o que sinto pelos meus filhos, pelos meus pais, porque acho que nunca senti por ninguém.

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8. [Karochinha]

"Paixão: um Paraíso e um Inferno de mãos dadas."

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9. [Kika]

Paixão é o que sinto pelo meu marido que já estamos juntos à bastantes anos. Nos damos bem. Temos alguns stress´s mas isso acho que todo o casal tem. Deu-me 3 filhos maravilhosos, uma com quase 11 anos e eles com quase 5 anos, são gémeos. Tenho uma vida estável, sou trabalhadora e criei os meus filhos sozinha, ele também tem o trabalho estável, estamos os 2 afectivos.
O que posso dizer mais, a vida corre bem com a família linda que tenho, muita paixão e amor claro para os meus lindos filhos que tenho e pelo meu marido. Beijos

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10. [Ulisses]

[Este texto não tem haver com os restantes textos, pois foi lapso do autor que pensou que o jogo desta vez era igual ao primeiro. Mas mesmo não sendo na mesma temática, optei por deixar, porque afinal, o que conta é a intenção de participar. E isso é mais que visível com este autor.]

O Taismo Zen do Arroz Doce:


Era já quase um ritual…


…uma mania que alguns até considerariam, sei lá, estranha, ou assim…


Todos os dias Eleutério Esteves Papa Ovelhas entrava na tasca do Toni dos Presuntos.

Todos os dias Eleutério Esteves Papa Ovelhas ficava por algum tempo a mirar a vitrina cheia de artigos de pastelaria, sandes, salgados e sobremesas.
Todos os dias Eleutério Esteves Papa Ovelhas perguntava ao Toni dos Presuntos:
-Pá, o arroz doce e de ontem?
Todos os dias o Toni dos Presusntos respondia:

-Não, é de hoje, é fresquinho, foi feito a bocado…
Todos os dias o Eleutério Esteves Papa Ovelhas afirmava, depois da resposta do Toni dos Presuntos:

-Atão nã quero. Dá-me ai só um café.
Isto durou semanas, senão meses. Talvez até, quem sabe, anos. Mas o mundo estava prestes a mudar naquele dia soalheiro.
O Eleutério, naquele dia, ao contrário do que era hábito, entrou acompanhado pelo Hipólito que se atracou de imediato ao balcão e afirmou:

-Pá, ó Toni, dá ai uma “mine” ó faxavor…
Já o Eleutério cumpriu a sua parte do ritual e demorou o seu tempo a olhar para a vitrina. O Hipólito olhou para ele um bocado, até que pura e simplesmente se fartou e perguntou ao Eleutério:


-Atão, olha lá, nã vais querer nada?

Tomando finalmente uma decisão, o Eleutério perguntou ao Toni:
-Pá, o arroz doce é de ontem?
E pela primeira vez em semanas, senão meses, talvez até anos, o Toni respondeu-lhe:
-Olha, por acaso até é…
-Atão como-o tu, pá. Dá-me só um café…



...e foi assim, desta maneira insuspeita, que se descobriu que a verdadeira paixão de Eleutério era o café...

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Os autores:
 A Rapariga; Ulisses;  Karochinha;  SuperSónica; Cantinho;  Velho do Restelo;  YellowMcGregor; Kika; Leitor; A Minha Essência.

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

No fair play!

Hoje de manhã na brincadeira quando a senhorita Zunfinha veio-me espicaçar no quarto, viro-me para ela e digo-lhe a sorrir: "vai-te já lavar, rapariga! Cheiras a dormido." - Ela muito sentida (nem reparou no meu sorriso, tão fula que ficou) responde-me: "oh, mamã! Deves pensar que como rosas durante a noite. Não acabamos de acordar?" - Ui, lá tive que prontamente rectificar o discurso e ressalvar que estava na brincadeira. Os sorrisos que se seguiram da minha parte foram quase em modo pause para não restarem dúvidas que efectivamente estava na palhaçada. É que a senhorita Zunfinha gosta de brincar com os outros, mas quando lhe toca a ela, aí o assunto muda de figura (já lhe fiz ver que tem que ter mais abertura com os outros tal como espera que tenham para com ela). Pois.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

É o que eu digo sempre (quando acontece situações que faça realçar tal apontamento, vá) mas parece que ninguém quer acreditar. Uma mulher desenrascada é aquela base. Sim, aquela...

O que faz uma mulher quando está no meio da rua e de repente, repara que partiu uma unha (não se sabe como. Curioso, logo a do dedo do meio)? Simples. Descontraidamente, saca de um penso rápido (o que vale andar com todo um aparato digno de destaque na mala. Pois que há uma lima. Há uma tesoura. Mas não é oportuno. Não onde se está) e põe à volta do dedo. O senão? As próximas pessoas que lhe aparecem à frente depois do sucedido é «perguntar se se magoou», ou exclamar «oh, magoou-se!». Ouve-se, mas faz-se que não se ouve. Afinal, não se pode revelar só porque sim os segredos mais secretíssimos. O positivo? Resolver com mestria uma situação para lá de complicada. Para uma mulher, claro.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Não ganhei para o susto

Bateram-me no carro. Estava com a Zunfinha. Ainda estou a tremer tal não foi o susto e todo o aparato. Vou recompor-me, e quando estiver mais calma retomo o post de onde parei, daqui.

Após algumas (muitas) horas, eis que me encontro novamente junto do computador para então partilhar este brinde de começo de semana, ou de entrada de ano.

Todos os dias de manhã faço o percurso de sempre para levar a Zunfinha à escola. Numa estrada onde tenho toda a prioridade, vejo um carro a vir, literalmente, direito a mim, e antes de pensar no que quer que fosse, puf! Levei um grande esticão. A porta do meu lado ficou toda para dentro, mais a de trás e o pára-lamas (é assim que se chama?). A minha preocupação logo apesar do susto e do stress que se instalou em mim foi ver a Zunfinha que estava assustada. Também ela levou um safanão pela agressiva batida. Não nos magoá-mos (só sinto uma impressão na nuca. Nada demais), não. Mas foi um grande susto. Foi um grande estrondo pelo choque dos carros. A sorte no meio disto tudo é que passa a mãe de um colega da Zunfinha que me reconheceu e foi saber se precisávamos de ajuda. Logo pedi para que levasse a Zunfinha dali e a deixasse na escola. A senhora (nem sei o nome), gentilmente o fez. Depois ainda voltou (tão querida) para relatar que a Zunfinha tinha ficado bem, dentro dos possíveis (na altura sabia que não, que não ficou, mas agradeci). Voltou a perguntar se precisava de mais alguma coisa.
O Fulano, entretanto sai com as mãos na cabeça a pedir mil desculpas (quando se deu conta que estava com uma criança pequena no carro ainda ficou pior) e que simplesmente não me tinha visto (como é possível?). No início, pelo stress e tudo mais fui um pouco brusca com o homem, só pensava que podia ter acontecido algo de pior comigo e principalmente com a Zunfinha. Chamei-lhe irresponsável, pois na zona que era e como foi o acidente ele só podia vir a dormir. O homem lá fez orelhas moucas ao que eu no momento do stress o chamei e prontificou-se a tratar de tudo. Quis que preenchêssemos somente a declaração amigável, mas disse-lhe que podia ser amigável, mas que se chamasse a policia na mesma. Era melhor, para ambos. Só sei que saí de lá duas horas depois. Já estava farta. Ainda passei pela escola da Zunfinha para me certificar que ela estava bem, e para ela ver que eu estava bem. Assim que me viu começou a chorar a perguntar se estava tudo bem. Tranquilizei-a e vim de lá com o coração mais sossegado. Mas o stress, os nervos que sentia, esses, acompanharam-me pelo dia todo. Estava com a cabeça em água. A minha porta (condutor) não fecha. O senhor agente teve que lhe dar um safanão para fechá-la. Tenho que entrar pela porta do pendura. Não posso deixar o carro muito tempo na rua. Com a porta naquele estado, é um óptimo cartão de visita (não acham?). Oh, oh... Tive que tirar tudo de valor que tinha (vai-se lá saber porquê) até a seguradora ligar para agendar o arranjo. E pronto, aqui está o rescaldo deste dia fantástico.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Olá!

Daqui escreve a Zunfinha. É só para deixar um grande beijinho a todos os que gostam de mim e que vêem ao blog da minha querida mamã. E espero que gostem deste miminho.

[O texto foi rectificado por mim (Essência), mas elaborado (traço geral) pela Zunfinha. Num impulso (tem a quem sair, está-se mesmo a ver) enquanto me via aqui pelo blog quis vos presentear com este post. Claro que cedi, na hora. Afinal vocês merecem já que tratam com tanto carinho esta "personagem" que já faz parte mais que integrante no blog.]

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Vamos a mais um jogo do quebra-cabeças?

Pelo feedback que recebi após o jogo, percebi claramente que havia mais pessoas que até quiseram participar, mas que não tiveram tempo (apesar de ter dado mais um dia) em fazê-lo. Pois bem, a Essência está aqui de novo para que essas pessoas, as que já tinham participado e quiçá outras que não ponderaram na altura sequer, mas que agora o bbicinho da escrita, da imaginação e da observação façam das suas. Porque sim, este jogo alimenta-se destes ingredientes. Introdução feita, vamos às regras a seguir. Com algumas alterações em relação ao primeiro jogo, atenção:

1. Tema a abordar: A Paixão;
2. Enviar o texto para o mail do blog «roupapratica@gmail.com» devidamente identificado;
3. Darem os vossos palpites;
4. Os nomes dos participantes ficarão expostos;
5. Os comentários ficarão retidos até o dia seguinte por razões óbvias;
6. A data de participar é de 24 de Janeiro a 29 de Janeiro às 23:59 (ena, ena, tantos dias!);

Com podem ler pelos itens, alterei aqui algumas coisitas para facilitar (ainda mais) a logística do jogo e de quem participa. Optei desta vez em arranjar um tema, porque percebi claramente que houve pessoas que se sentiram perdidas em não haver um tema para começar o jogo. Pois bem, aqui está. A parte de enviar para o mail do blog devidamente identificado mantêm-se, assim como dar os palpites após os textos estarem no blog também. Já no que toca aos nomes dos participantes, desta vez será diferente. Porque na minha perspectiva no jogo anterior tornou-se quase impossível, sem terem os nomes. Porque é uma situação que acaba ultrapassar um pouco todos. Ou seja, não conseguimos controlar quem joga. E nem é essa intenção obviamente. Logo, tanto pode jogar quem comenta diariamente como quem comenta esporadicamente ou até mesmo quem só lê e que simplesmente optou desta vez por participar. E quem está desse lado a jogar e que pensa que só quem irá participar é quem comenta com mais frequência e pega-se pelos nomes habituais e depois, acontece como aconteceu no jogo anterior, tudo ao lado (quase). E por não achar justo, optei por dar uma bengala. A essência do jogo mantêm-se. Aliás, nada se altera, até porque terão de pôr os neurónios a funcionar na mesma. O que não se altera, é o facto dos comentários ficarem retidos durante o dia 30 de Janeiro. Dia que se segue após o último dia disponível à entrega dos textos. A data de entregar os textos é que se alargaram. Isto porque o feedback que recebi foram que o último jogo teve poucos dias. Posto isto, resolvi alargar os data e com outra grande bengala! É que apesar do arranque ser hoje e ainda haver uma série de dias pela frente, e com as postagens diárias a sair deste blog, as pessoas rapidamente se esqueceriam  ou dispersavam (só se deixasse de postar durante estes dias todos para que o post ficasse sempre na linha da frente. Uma opção a ver). Enfim, alguma coisa acabaria por ficar no caminho. E para precaver essa situação, e porque sou uma querida, mesmo com o post a sair hoje, ele (post) nunca vai ficar esquecido. Porque vai estar uma nota em rodapé mesmo no cabeçalho do blog durante estes dias que estão a decorrer as "inscrições" do jogo. Posto isto, penso que deixei tudo mais do que esclarecido e, que dentro dos possíveis, as coisas estão mais facilitadas. Assim sendo termino este rol de informações a desejar boas inspirações para escreverem o texto. Boa análise para tentarem adivinhar quem é quem. E mais importante de tudo, que se divirtam com isto.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Alguns defeitos (sim, só vou escrevinhar alguns, porque são tantos, mas tantos, que enfim, seriam páginas e páginas seguidas de itens) desta (in)perfeita blogger!

- Teimosa. Como sou teimosa. Mas como já dizia o outro, para haver um teimoso, tem que existir outro. Isto é, para contra balançar a teimosia. Talvez por isso as ideias fixas e as convicções venham um pouco por arrasto.
- Impulsiva. Muito impulsiva. Com isto, vem por arrasto também estes apontamentos: falo o que penso. Não deixo para amanhã o que posso dizer hoje. Não mando recados por ninguém. As pessoas de uma forma geral, por norma, sabem o que podem contar em relação a este lado. Com os meus, quando há algo que não gosto, não me inibo em fazer-se notar.
- Sou muito do já. Do agora. Do imediato. Do «se é para fazer algo, então que seja já! Não para daqui a pouco ou para amanhã...». Irrita-me impasses e outras coisas que tais.
- Observadora. Observo tudo. Pessoas. Espaços. Enfim, tudo o que esteja ao meu redor.
- Distraída em locais públicos. Um contra senso para o item de cima, mas que tem explicação. Pois se estou num sítio específico calma e tranquila onde possa exercer tal "hábito" e faço com a maior mestria possível, já não se passa se estiver num vai-e-vem focada em algo e a dispersar dos "apêndices", passo a redundância.
- Não consigo disfarçar a minha áurea quando algo me incomoda. Será transparente a palavra adequada? Transparência aqui, nestes moldes é um defeito.

[...] 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Coisas dos outros...

 O tema que se segue é um autêntico pisar de ovos. Ora vejamos:

Sigo um blog que volta e meia faz postagens sobre comida saudável que supostamente come. Faz postagens sobre as suas motivações para emagrecer. Tudo certo. Gosto de ler o que escreve, mas, faz-me um pouco de espécie (por isso este post) tantas motivações, tantas receitas saudáveis do que supostamente comeu ou vai comer e, às páginas tantas, quando se pensa que a pessoa já atingiu o seu objectivo, eis que surgem fotos onde se mostra toda uma pessoa para lá, para lá de bem constituída. Note-se que as postagens das comidas e das motivações são constantes e as fotos tendem a acompanhar o percurso (fotos actuais).
Bom, talvez seja cá das minhas, mas no sentido inverso. Passo a explicar: eu no facebook do blog faço postagens de doces de fazer babar a mim própria (masoquista, eu sei, risos), e a quem me visita por lá. A essência deste gesto é mostrar o lado doce da vida, sem danos físicos (só psicológicos, risos). Mas no entanto, nem os cheiro, quanto mais prová-los. Contudo, quem não me conheça ou não saiba nada de mim e caia ali de páraquedas poderá pensar ou ficar com a impressão que enfim, sou uma consumista de doces e já devo estar tão grande, mas tão grande que a porta já faz braço de ferro comigo. Quando o que quero passar (reforço) através das imagens é que a vida também pode ser vista de forma doce. Já a pessoa em questão, a quem motivou este post, faz dessas postagens de menu no seu dia-a-dia. Pois que a porca não bate com a perdigota pelo que noto. Enfim, acredito que foi a forma que arranjou para se convencer de que um dia, quem sabe, comece efectivamente essas motivações e coisas que tais a ganhar forma mas no sentido pretendido. Até lá, deixa-se enganar (será?) com os tais posts. Posto isto concluo com este raciocínio taralhoco que por vezes, a ilusão é doce enquanto a realidade nua e crua é amarga. Assim como assim, venha de lá o doce. O amargo depois vê-se, noutras núpcias.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Admiradora(s) da Pipoca que me desculpe(m), sim?

Estava nas ruelas do Chiado quando uma rapariga surge diante de mim assim muito sem jeito a perguntar se eu sabia onde ficava o Bazaar Chiado. Disse-lhe que não sabia. Não convencida tentou outra abordagem. Se sabia onde ficava a loja da Pipoca. Respondi-lhe novamente que não. Voltou à carga. A Pipoca, mas a mais doce (!). Eh, pá! Aquilo já me estava a irritar. Porque se demonstro que estou disponível para ajudar quando me pedem ajuda (mesmo as abordagens abruptas, como esta), obviamente que quando não sei, não vou inventar (aqui pelos vistos era preferível). E quando digo à primeira, em bom português, pior ainda. Com aquela minha cara de «qual a parte que não percebeste ainda que não sei onde fica o raio da loja!», virei-me e disse-lhe calmamente: "peço desculpa se não consigo ajudá-la. Pergunte a outra pessoa. Pode ser que tenha mais sorte. É que nem sou daqui, veja lá". - A rapariga parecia que estava só programada para ouvir aquilo que gostava de ouvir (a rua da loja), porque parecia que o que eu lhe tinha acabado de dizer, tinha ido para o ralo. "Mas nunca ouviu falar? Não tem blog? É que sabe, quem tem blog sabe quem é!" - A fulana estava completamente descompensada e eu lhe tinha saído na rifa (está visto). Volto a pôr aquela minha cara e penso: "chega de palhaçada!" - Olho bem fixamente para ela e digo-lhe: "Erro de casting da sua parte. Como lhe disse, não sei! E, se de facto é um sítio obrigatório de se saber, pela sua insistência, talvez seja eu que esteja mal. Digo, em não ter essa loja no meu roteiro. Enfim... Olhe, boa sorte." - Virei costa e deixei-a ali com aquela cara de sapo.
Pela insistência, acredito que não saiu do Chiado sem conseguir encontrar a dita loja. Se não conseguiu, nem quero imaginar o trauma ou drama (já nem sei) da moça. Penso que para tudo tem que haver limites, se é que me faço entender.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Hoje, escreve-se coisas sérias!

Para quem convive e lida com crianças (é mais fácil assim), se, por acaso, um dia a criança tiver uma dor de ouvidos é ter atenção a uma situação que pode ser fatal, e que francamente desconhecia, só soube ontem em conversa com uma amiga. Quando uma criança tem uma dor de ouvidos, o adulto deve olhar com muita atenção para a parte de trás da orelha e verificar se esta está vermelha e inchada, mesmo que seja ligeiramente, e se isso acontecer, deve ir imediatamente para o médico, pois pode ser uma otite interna que se rebentar pode ser fatal. Numa otite normal, a infecção sai pelo "buraco" do  ouvido, tal como a cera, mas numa otite deste género a infecção espalha-se interiormente. O caso desta menina da minha amiga, começou com febres que teimavam em não baixar, e num dado momento a filha disse-lhe que lhe doía o ouvido atrás, a minha amiga detectou uma fissura que pensou não ser nada demais, achando que provavelmente não andava a limpar bem a parte trás da orelha da filha após o banho e que isso teria provocado aquela "greta", mas quando chegou à médica e a mesma a viu, explicou-lhe a gravidade da situação (a fissura deve ter sido a menina a coçar a orelha, mas a vermelhidão e o ligeiro inchaço eram sintomas da tal otite interna). Obviamente que esta informação quem a sabe é os médicos e, porventura pais que passam por situações destas. Resolvi fazer este post, pois é algo grave e que merece todo o destaque de modo a abranger o máximo de pessoas possível para que tenham conhecimento desta informação. Espero sinceramente que antecipe uma situação que, sem conhecimento, pode vir a ser fatal.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Ficou na retina...

"Vivemos de palavras. Vamos até à cova com palavras. Submetem-nos, subjugam-nos. Pesam toneladas, têm a espessura de montanhas. São as palavras que nos contêm, são as palavras que nos conduzem."

- Autor desconhecido

sábado, 18 de janeiro de 2014

VAMOS AJUDAR A EVA A TER A SUA CADEIRA! VAMOS?



Vamos começar 2014 a fazer A Grande diferença na vida desta menina que tanto, tanto precisa de uma cadeira para ter uma vida, um dia-a-dia mais condigno. Ajudem, cada um à sua maneira, claro. Divulgando no seu blog, no blog dos seus amigos, monetariamente, enfim, de alguma maneira, mas ajudem. Os contactos estão na brochura. A história da Eva está no site, também o endereço encontra-se na brochura. "Percam" uns minutos. Para esta menina, os minutos "perdidos" podem ser a grande diferença no seu amanhã. Obrigada desde já, um bem-haja.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Trocar as vistas a uns. Lavar as vistas (aqui no post) a outros. Parece bem (não parece?). Diria até que está bem distribuido.

Ouvi dizer que se deve evitar usar riscas ou outras formas geométricas. Isto porquê? Porque quem vai dar de caras com quem tem esse (outro) padrão vestido fará mal aos seus olhos. Será verdade? Será mentira? O facto é que quando olhamos fixamente para um desses padrões, verdade seja dita, acabamos por ressentir (a vista). Agora, daí a fazer mal, mal, mal, aí já não sei. Confesso que fico na dúvida, vá. Agora pensado nisso, por acaso tenho blusas desse género. Inclusive, não quero errar, mas pelo que vejo na menina da foto, tenho uma igual (comprada na mango). E com isto, verdade seja dita, daqui em diante quando pensar em vesti-las virá à mente tal tema. Oh, com certeza que sim.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

16 de Janeiro

Estamos a 16 de Janeiro e ainda tenho a àrvore montada e os enfeites todos da época. Sim, podem fechar a boca. É verdade. Estou a ser uma preguiçosa e tanto. É que custa a montar tudo certo, mas custa mais ainda desmontar, caramba! Deve ser psicológico. Deve ser isso. Nos entretantos quem agradece é a Zunfinha. Apesar de que no outro dia perguntou assim meio atarantada se iamos ter mais natal (risos). Criança...

Oh Zeus, dai-me inspiração para que no fim-de-semana ponha tudo a andar para a arrecadação. Há preguiça, há! Mas também já começa a dar nos nervos. E neste estado, o sintoma (além dos nervos) é não conseguir ver árvore e afins pela casa a fora.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Momento mais %$3"%&$#"f#"$% do dia:

Sair toda toda de casa, com os caracóis para lá de fantásticos. E, quando menos se espera, levar uma molhada daquelas, onde se fica a parecer um autêntico gato lambido. O cabelo, esse, neste momento após levar com a chuva, é igual a alguém que é ligado à ficha e levou um choque daqueles. Daqueles em que o cabelo fica assim, estático. Ninguém merece.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O jogo do quebra-cabeças

[Antes de mais e mais uma vez pois nunca é demais, quero agradecer a todos que deram do seu 
tempo para entrar nesta aventura. Obrigada.
Textos postados, sem bengala, vamos clarear as ideias e estar com os sentidos focados para que a observação seja bastante proveitosa. Boa sorte, vamos a isso.
Um apontamento a realçar: os comentários serão todos retidos até ao final do dia (faz sentido, certo?), para não influenciar.]
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1. [Lembrar e esquecer] - "E´fant Terrible"

"Durante quase sempre, ensinam-nos a recordar, a usar da memória, a reforça-la, a treina a mesma, ao ponto de tal ser uma obrigação, temos sempre de lembrar, tanto, que ter memória acaba, erradamente, por tornar-se sinonimo de saber. Contudo, lembrar acaba por ser, apenas é e só, um acumular, o qual por si só de nada serve, se não houver arrumação, organização e sobretudo entendimento sobre o mesmo.
Igualmente difícil, porém, é esquecer, talvez por força do hábito, talvez porque só nos lembramos do que não queremos e então passamos a ver o quanto caprichosa é a memória, quase como uma força do contra, que nos contraria, mantendo aquilo que não queremos e não abrindo espaço para aquilo que deveríamos memorizar.
Tal facto faz-me pensar o quanto a nossa memória é livre, conseguindo contrariar a nossa vontade, sendo preciso engana-la ou ter uma força esmagadora para a domesticar. No fundo o máximo que conseguimos é chegar a um compromisso de equilíbrios, sabendo que há coisas que só com dificuldade nos vamos conseguir lembrar, ao passo que outras será muito difícil esquecer."
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2. [Sem título] - "Ulisses"

Saí do trabalho. Os dias já estão mais compridos, por isso saio ainda com a luz do Sol a dourar o topo dos edifícios.

Subi a rua a pé e dei com uma rotunda, ornamentada com uma fonte, no centro de um cruzamento mais que movimentado. Olhei para a estátua de onde jorrava a água e pensei para comigo a quantas coisa teria ela assistido ao longo do tempo em que tem estado ali.

Atravessei a estrada, até a rotunda, e sentei-me na fonte. Fiquei imóvel, fechei os olhos, respirei fundo, enchendo os pulmões e prendi a respiração para que nem o som da respiração me distraísse. Depois, dediquei-me a ouvir.

Chegaram até mim os sons da cidade, entraram em mim, aparentemente caóticos e descoordenados, mas ao mesmo tempo parecendo uma sinfonia, dirigida por um qualquer maestro oculto. Depois, à medida que os meus pulmões reclamavam ar, a batida do meu coração começou a fazer-se sentir nos meus tímpanos.

Expirei por fim, abri os olhos, mas deixei-me ficar ali, imóvel, como se fosse parte integrante da fonte à beira da qual estava sentado.

É estranha mas deliciosa esta sensação de que tudo à nossa volta se move.

As ruas estavam constantemente pejadas de homens e mulheres, todos eles com as suas mascaras padronizadas.

Os homens com fatos azul-escuro, cinza ou preto, camisas brancas, azul claro ou cor-de-rosa esbatido, variando apenas nas gravatas usadas. Todos iguais, como parte de um exército estranho que vai para o campo de batalha armado com canetas, calculadoras e argumentos legais.

Elas, todas completamente diferentes umas das outras, mas todas com a mesma saia quatro dedos acima do joelho, todas com o cabelo pintado, para não se verem os brancos da idade, todas maquilhadas, umas mais, outras menos, conforme as marcas da idade, e com as distinções sociais a serem feitas pelo estatuto das marcas que cada uma usava, mas todas elas a quererem parecer competentes, sensuais e fortes.

Via-os e perguntava-me, quantos deles se empenharão tanto na sua vida pessoal como se empenham na sua vida profissional?

Quanta desta gente que anda apressada de forma tão sensual, e por vezes mesmo ousada, pelas ruas desta zona “in” da cidade, na esperança de cativarem os clientes os chefes, os desconhecidos que se cruzam, chegam a casa e tentam cativar os companheiros?

Quanta desta gente chega a casa desgastada pelo esforço que faz para ser outra pessoa durante um dia inteiro e não tem paciência para investir na relação com o companheiro ou companheira, e na relação com os filhos?

Quantas separações há, entre cônjuges, entre companheiros, entre pais e filho, por causa destas mascaras?

Quantos homens e mulheres não se queixam de que os respectivos companheiros não lhes ligam e caiem na tentação da traição com colegas de trabalho, porque estes elogiam e enchem o ego?

E porque é que os companheiros não ligam? Será tão fácil e normal seduzir alguém que está vestido para seduzir, como alguém que está com um pijama largo e desbotado e a cara cheia de creme para as rugas e onde nem se vê um centímetro de pele.

Estranha sociedade esta onde o sucesso se mede, muitas vezes, mais pela capacidade de sedução e afirmação do que pela competência e capacidade de realização. Onde se dá mais valor às relações institucionais do que pessoais. Onde se passa mais tempo a investir no projecto da empresa em que se trabalha do que no projecto de vida e no legado que se deixa aos descendentes.

A humanidade não é uma sociedade, é uma aglutinação de egos que não conseguem ver além de si próprios. 

Estava perdido nestes pensamentos quando, na rotunda, dois carros colidiram gerando o caos no caos que já havia anteriormente. A orquestra de buzinas subiu num crescendo ensurdecedor, acompanhada pelo coro de gritos e insultos…

Segui o meu caminho, reconfortado por esta ópera de compositor desconhecido…
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3. [Sem título] - "Velho do Restelo"

Primeiro que tudo... que raio de letra é essa? Tens dezenas de tipos de letra à escolha e escolhes esse? Era capaz de apostar que quando mudaste, tiveste para cima de 20 comentários a dizer que tinhas feito uma bela escolha de letra... sim que a Sra. D. Essência não faz nada ao acaso e tudo o que faz... faz maravilhosamente bem!!! Mesmo os disparates da Sra. D. Essência são bem feitos!!!
Ai que eu estou a dizer mal da Essência... nem sei se isso já é permitido, antigamente não era!!! Felizmente sei que sabes que gosto muito de ti... o que não quer dizer que goste de tudo o que fazes!!!
Por aqui passei dos momentos mais divertidos da "blogosfera"... principalmente o tempo do que te observava à distância e ao perto!!! :P 
Uma coisa é certa, fiz mais comentários aqui do que post's no meu blog... tadito do meu blog!!!
Cheguei a comentar só para ter uma opinião desalinhada... porque às vezes irritava um pouco as simpatias excessivas... Também fui insultado pela tua seguidora (boazona, com umas fotos super sexy) que não resistiu ao facto de o teu blog ter dado um programa de rádio... e quando lhe atirei com isso, lá foi ela para o blog dela chamar-me de otário... bem na realidade as fotos dela não eram sexy, aparecia só meio nua... mas era boazona com ar de "escort" do correio da manhã, e não digo isso só porque ela me chamou nomes, tinha mesmo pinta de escort.
Uma coisa é certa, sou incapaz de passar no roupa prática e não deixar a minha marca... cusca como és, vais já ver se o registo de passagens pelo blog é coincidente com os comentários, sim que este blog parece a PIDE e denuncia tudo... este passou e comentou... aquele passou e não comentou... uma coisa que nunca percebi, é porque certas pessoas passam e nunca dizem nada!!! Será que nunca têm nada para dizer???
O meu blog não satisfazia as minhas vontades, teria que fazer uns 10 post's por dia, e não tinha tempo nem vontade, o que me leva a escrever são as emoções no imediato, e isso não o conseguia fazer no blog, pelo que o deixei a um canto, fiquei só pelo FB, onde publico umas quantas noticias e desabafo na hora, não me interessa o resultado das publicações, se tem muitos "likes" ou comentários, é mais prático e mais rápido... escrevo menos o que é bom para um gajo preguiçoso como eu... mas às vezes sinto mesmo falta de escrever!!!
Às vezes sinto falta da blogosfera, mas depois passa!!!

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4. [Sem título] - "YelllowMcGregor"


Um desafio da Essência… Como recusá-lo?
Mas… escrever sobre o quê? Se eu fosse ela, seria fácil, pensaria para o (meu) decote, mas não. Pensei em “Amor” (não deslustraria) mas decidi-me pela “Vida”. Porquê?
Porque é no Roupa Prática “… que se desbobina partes da vida de uma pessoa”.
Porque no Roupa Prática se fala da vivência e convivência humana.
Porque o Roupa Prática é um ponto de confluência de Vidas, num múltiplo de unicidades do "eu" .
Porque o Roupa Prática tem a secção “Vivenciar” para regressarmos a tempos passados, tempos vividos.
Porque o Roupa Prática tem uma etiqueta “Vida”: foi com ela que rotulou um dos post chamado “Vida na sua verdadeira essência”; foi com ela que começou e terminou fases, partiu e regressou; foi com ela que um dia disse: “A vida é feita de ciclos. A vida é feita de mutações. A vida é uma montanha russa gigante! A vida é sorrisos, lágrimas, abraços, saudade, dor, tristeza, amor, paixão. A vida é um turbilhão! Porém, é para ser vivida, sempre!!”.

Aproveitemos e desfrutemos, então, cada detalhe dessa enorme aventura que é viver.
Esta frase (que me disseram ser do grande Carlos Drummond de Andrade) tem-me acompanhado ao longo dos anos:
Viver é uma oportunidade única de amar e sentir o lado bom das coisas:
...mesmo que seja breve…
... mesmo que deixe saudades.”

Para mim, assim é.
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5. [O cão] - "A Minha Essência"

O cão ladrou, abanou a cauda, farejou as ervas daninhas. O cão sabia a sua missão. Encontrar o que seu dono, implacável, queria. O cão sabia que a margem para falhar era nada. Nervoso encontrava-se. Os sinais da sua ansiedade eram muitos. O seu dono sabia. Sabia que nada sabia, enquanto o cão sabia que tinha uma missão, encontrar o que o seu dono, implacável, queria.
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6. [Um brinde à Amizade] - "Karochinha"

Juntem-se, aproximem-se. Ergam as taças cheias de confiança, de cumplicidade, de amor, de partilha e recordações, para um brinde especial. 
À amizade! 
Que transbordem dessas taças, gotas de tolerância, de compreensão e generosidade e que se possa celebrar, a verdadeira honra de ter a Amizade, como companheira da Vida.
Agradecer à Vida, não só ter mas ser Amigo de alguém."

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7. [Branco] - "A Rapariga"

Olá!

Hoje fui tomar o pequeno almoço com a minha irmã a uma pastelaria. Sentamo-nos na mesa, fizemos o pedido e entretanto, olhamos para a televisão e estava a dar o você na tv.
Quase no fim do pequeno almoço qual é o meu espanto ao ver uma amiga minha no programa a falar no tema branco (falar das unhas que eram brancas, falar de uma casa decorada de branco, que por incrível que pareça não era a casa dela! Nem da mãe e nem do pai!!).
Foi a um programa de televisão expor a vida dela, dizer o que não é, e acreditando na própria mentira. Mas o à vontade dela (só visto). Quando sai do café, liguei-lhe para lhe perguntar se tinha ganhado no euromilhões. Fez de conta que não conheceu o número. Trocamos mensagens e na parte que eu lhe perguntei pela casa, estou até agora à espera da resposta há mais de 6 horas! Realmente como há pessoas que mentem com todos os dentes da boca e acham que a própria mentira é a verdade.

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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Chamada de atenção para os mais distraídos. Para os mais indecisos. Para os mais preguiçosos. Para os mais tudo. Vá, cheguem aqui à beirinha da Essência, sim?

Na sexta-feira passada postei (este) post. Que por acaso está mesmo mesmo por baixo deste. É só andar com o corsor um pouqinho para baixo. Ora, como bom observador que é, (este) rapaz, deixou algumas questão na caixa de comentários do post do link bem pertinentes. Uma delas, é que o facto do jogo ser-se lançado na segunda-feira, acabaria por afectar toda uma logística. Como, os participantes, por exemplo. Uma vez que no fim-de-semana o movimento na blogosfera tende a diminuir drásticamente, as pessoas não teriam tempo, ou oportunidade. Apesar que o post já está desde sexta-feira de manhã, verdade seja escrita. Apesar também, que só por acaso, houve mais de trezentas e muitas visualizações neste post (não entendo). Não bate a porca com a perdigota, é facto. Mas também é facto que sou insistente, teimosa, enfim, o que me quiserem chamar. Assim sendo, o tempo de entrega prolonga-se por mais um dia, o de hoje. Termina na mesma hora inicial. Posto isto, aguardo os distraídos, os indecisos, os preguiçosos e os mais tudo, para se juntarem a quem já se inspirou, escreveu, deixou na caixa de e-mail do blog e, agora, só está à espera da próxima fase. Que é qual? É a de postar os textos e se dar corda aos neurónios para tentarem descobrir quem escreveu o quê. É tão simples e não custa nada. Vá, zimbora essências deste blog. Vamos a isto!

Um apontamento:
preferem que os nomes de quem escreveu fique visível junto com os textos, ou acham que é melhor, mais instigante, tentarem adivinhar sem a bengala (os nomes)? Fica decidido o maior número de votos para uma das opções.