segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Afinal havia outra...


Li (este), post. Deixou-me a pensar nos prós e contras de todo o tema. Para opinar, foi um pulo.

Começo por reflectir que todo este tema é bastante complexo. E que não podemos ver num todo mas em cada caso. No entanto, mesmo contrariando o meu raciocínio, e vendo num todo, porque não quero analisar o tema baseando-me na pessoa A ou B, mas sim meramente na minha opinião sobre o tema em si, sou forçada a reavaliar a minha reflexão. Sem rostos, porém focar as atitudes a que leva a determinado comportamento. Obviamente com algumas ressalvas, onde nomeadamente está patente quando a pessoa que se envolve com a outra que está comprometida já sabe de ante-mão que existe uma outra pessoa. E mesmo assim, opta por se pôr no meio. Assim como, mesmo sabendo que as promessas e as lengas-lengas, são meros clichés dos tempos primórdios, mesmo assim, continua à espera que chegue a sua vez de brilhar no palco da ribalta como actriz principal, e não como secundária, quiçá figurante. Isto porque os dois últimos adjectivos, são meras utopias no começo. Porque sempre se quer e espera-se mais, muito mais...

O que leva uma mulher a meter-se com um homem casado? A sua independência? O mostrar que tem quem quer, até quem já tem alguém? Egocentrismo puro e duro, será? Ou o ego é maior que o seu bom-censo? Porque convenhamos, este tipo de patologia deixa um pouco a desejar. Ora vejamos.

Quando elas enchem a boca a dizer que são mulheres independentes, e que não querem lavar cuecas do homem com quem estão amancebadas, assim como não querem levar com os problemas, pois o que preferem, é o sexo, os presentes e tudo-e-tudo existente de uma relação deste porte. Porque é tão mais fácil, quando a mulher tem a responsabilidade de uma vida a dois. Dos filhos (quando os há). Dos afazeres domésticos e profissionais. É que depois de ser mulher, amiga, mãe, companheira, dona de casa, profissional, ainda tem (e deve), de ser amante. Mas, nestes entretantos todos, infelizmente, muitas mulheres deixam o lado de amante descurado. O que o homem faz quando as avulsas andam por aí gratuitamente a dar sopa? Saltam-lhes em cima. Porque a cabeça de baixo grita sempre mais alto que a de cima. Matemático. E sem escrever, que lhes é confortável ter uma mulher em casa, e uma amante na rua. A que lhe colmata os devaneios mais insanos, que muitas vezes (infelizmente), não são partilhados com a mulher. No entanto, o brio feminino aqui peca e muito. Porque por mais que ninguém seja de ninguém, o certo é, que há um compromisso existente com outro alguém, quando essas mulheres avulsas investem num homem casado. O engraçado, na minha perspectiva, é o tal  "investimento" que fazem (mesmo que digam que é só sexo), pois o certo é, que estão nada mais, nada menos, do que no meio de uma relação já existente. Egoísmo? Maldade? - Ora, ora... vai-se lá saber o que vai nessas mentes... no entanto, fazem-se valer como mulheres independentes, decididas que têm poder de escolher quem querem, nem que para isso, seja preciso destruir um lar, uma relação. Passar por cima do que quer que seja. Com isto, claramente não pretendo de forma alguma tirar a cota culpa do homem. Mas verdade se diga, que para dançar, é preciso existir um par. E claramente, as mulheres aqui, competem muito entre si. Quando há machos na parada então, é ver quem leva a melhor. Porque às tantas, é o "brio" feminino que está a gritar mais alto. Mais do que o bom-censo de se pensar, "amanhã poderei ser eu". - A vida é uma Lua. Hoje pode estar cheia, como amanhã pode estar quarto minguante. Assim também é a nossa vida. Hoje estamos assim, amanhã estamos assados. Quem pode prever? Ninguém, quer-me parecer.

Depois, quando pergunto, "se é para mostrar que tem quem quer, até quem já tem alguém?" - Bom, acredito que no meio de toda a segurança que mostram em serem mulheres fatais, únicas e o diabo-a-quatro, que no fundo, não passam de umas frustradas. De umas mal-amadas ressabiadas, que o intuito é unicamente em ter como "seu", o que "pertence" a outrem. Esse jogo é que dá gozo a pessoas deste porte.
Há quem se dá ao luxo de só se meter com homens que ostentam uma aliança na mão esquerda. Pois fascina-as saber que é a elas que cabe os devaneios mais íntimos. É a elas que cabe os presentes só porque sim (presentes nunca dados à esposa). A que recebe os telefonemas melosos, aqueles picantes. As mensagens do "estou a pensar em ti!" - As idas ao motel, quiçá ao hotel. Aos bons restaurantes. É elas que são vistas como "a mulher perfeita". A que está pronta para a ramboia. A que está perfumada, penteada, pintada, vestida para matar para receber o amancebado. Umas quecas, uns presentes, umas promessas (mesmo sabendo à partida que não passa disso), mas só. E porquê? Porque o Natal é com a família. Passagem de Ano idem-idem-aspas-aspas, assim como as férias , tais como os fins-de-semana é de igual modo. E assim começa a esfera...
O que de início até podem achar charmoso serem as que só levam com as "coisas boas" da dita relação, depois, os sentimentos podem ser traiçoeiros. E aí, é que a porca torce o rabo. É que de descontraídas que entendem a situação e até apoiam, para as cobranças, e pôr contra a parede do género, "ou ela ou eu", é um tiro. Daí às noites frustrantes, é outros tantos. Começa a espera de uma visita. O telefonema a dizer, "já não posso ir aí". - O almejo em ter noites inteiras juntos. O pequeno-almoço a dois. O de se estar no sofá agarradinhos, só porque sim, a ver tudo e nada na televisão, entre beijinhos-abracinhos-miminhos. Tudo o que de início não fazia sentido, porque fazia parte do pacote da esposa, passa a fazer sentido, porque o sentimento deu uma rasteira ao calculismo. Aí, fica óbvio o vazio que há nessas vidas, que tentam colmatar "usurpando" vidas alheias. Histórias alheias. Homens alheios. O que concluir? Pois é...

Quando divago que o egocentrismo é puro e duro, assim como o ego ser maior que o bom-censo, é porque de facto essas mulheres são desprovidas de qualquer respeito pelo próximo. Porque se assim não fosse, não teriam o prazer em "roubar" homens alheios só porque lhes faz massagem ao ego. E, o bom-censo aqui, bem, é nulo. Porque às tantas, nem elas próprias se dão conta que estão a enrolar-se na própria teia que armaram. E porque efectivamente, a vida é uma autêntica Lua. Toda ela é de fases e estados. Assim também somos nós, meros comuns mortais. Uma Lua cheia de crateras, caminhos sinuosos. Imperfeita no meio da perfeição utópica. No entanto, cabe a cada um obter o cunho certo para não deturpar a imperfeição da perfeição. Porque há factos irrefutáveis. Por mais voltas que a Lua dê.

39 comentários:

  1. Concordo e discordo com muito do que dizes, mas retenho com aplauso silencioso uma das linhas: «... Lua cheia de crateras...»

    Sim, deve existir bom-senso, mas sou absolutamente contra repressões e recalcos. A vida é demasiado curta para asfixiarmos desejos. Se alguém é casado e tem filhos e uma vida estável, porque tomba no corpo de outrem? A resposta é simples: porque a sua vida é uma ilusão de estabilidade. É um somatório de imperfeições edificadas em torno de convencionalismos impostos por listinhas patéticas de uma Humanidade pré-formatada (monogamia, casamento, filhos).

    Tenho muita pena por quem é traído, mas tenho ainda mais pena por quem se trai a si próprio, vestindo a pele de alguém que nada tem a ver com a sua essência. E por muito que nos custe a todos admitir: nascemos e morremos sozinhos e seremos sempre no cômputo geral seres egoístas.

    Acima de tudo, o que desejo para mim e para o próximo é que encontre uma LUZ que suplante a sua. Quando isso sucedor, não existirão cá faíscas que nos afastem dess LUZ :)

    Beijinho e obrigado pela partilha dessa bela introspecção.

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  2. querida concordo e discordo com alguns aspectos que descreveste. dá a sensação que as mulheres são as únicas culpadas num "processo de traição". se o homem à partida tem a vida tão estável não tem necessidade de trair. sempre achei que uma pessoa, seja homem ou mulher, procura fora o que não tem em casa.
    o teu texto não deixa de ser uma excelente introspeção tua mas repara: afirmas que "roubar" homens alheios lhes fazem bem ao ego mas já pensaste que o homem também tem tendência para o que "tudo o que vem à rede é peixe". sejam casadas ou solteiras.

    bj

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  3. Sinceramente acho que coisas que não têm explicação...

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  4. Eros,

    Obrigada eu pela partilha da tua perspectiva e, sê bem-vindo! :)

    Tocas aqui um ponto bastante interessante, a parte dele. Apesar de ter deixado claro que não tiro a cota parte da culpa do homem. Neste post, só explorei mais a vertente de quando é a mulher a gostar de homens casados e tudo existente nesse comportamento (outras tantas coisas ficou por escrever...). Porque como está patente também, foi no seguimento do link do post da Desejo. E, como é óbvio, este tema tem muitas vertentes...

    De facto, é intrigante quando ele alimenta também essa vida dupla. Mas como também está no post, para o homem é fácil ter duas vidas paralelas. É fácil ter a santa em casa e a diaba na rua. Porque é assim que muitos homens fazem a analise. Se se estão a enganar? Claro que sim! Todos envolvidos. Porque às tantas, o rol de mentiras, de essências fica tão adulterados que nem a própria pessoa que instalou tal cenário, consegue-se se rever na tela, da vida.

    Somos egoístas. Mas não podemos ser egocêntricos ao ponto de olhar à volta e só vermos a nossa sombra. :)

    menina,

    Como disse no comentário de cima, não quero e nem posso tirar a culpa do homem (está escrito no post), mas aqui optei (como expliquei no comentário de cima), por só ir na vertente, de quando é a mulher a querer homens casados. Obviamente que este tema tem muitas vertentes a ser explorado (como também já mencionei). Podia explorar todos, mas ficava um post extenso (o que já ficou), e assim sendo optei só por pegar no raciocínio do post do link e desenvolver a minha perspectiva. Porque de facto é um tema bastante usual (mais do que podemos pensar). Porta sim, porta sim, há um caso destes.
    Como dizes e bem, " sempre achei que uma pessoa, seja homem ou mulher, procura fora o que não tem em casa." - De facto é verdade! Mas cabe também quem está a ser "engatado" ter um pouco de brio e ver as consequências dessa relação. Porque uma coisa é te envolveres com um homem casado sem saberes. Ou vires a descobri muito depois. Outra, é saberes que ele tem uma relação "estável", que tem filhos e que nunca em tempo algum pensará em deixar a mulher. Quem se põe a jeito, depois não se pode queixar. Afinal, as pessoas são adultas,(apesar de haver um compromisso), somos seres individuais e coisa e tal... mas o resto, onde fica? Por isso que escrevi isto no post (penso que vai de encontro com as aspas que pus do que escreveste). " Porque é tão mais fácil, quando a mulher tem a responsabilidade de uma vida a dois. Dos filhos (quando os há). Dos afazeres domésticos e profissionais. É que depois de ser mulher, amiga, mãe, companheira, dona de casa, profissional, ainda tem (e deve), de ser amante. Mas, nestes entretantos todos, infelizmente, muitas mulheres deixam o lado de amante descurado." - "afirmas que "roubar" homens alheios lhes fazem bem ao ego mas já pensaste que o homem também tem tendência para o que "tudo o que vem à rede é peixe". sejam casadas ou solteiras." - Claro que ninguém deve andar com uma arma apontada a obrigar tal situação. Mas respondo com o que escrevi no post. " O que o homem faz quando as avulsas andam por aí gratuitamente a dar sopa? Saltam-lhes em cima. Porque a cabeça de baixo grita sempre mais alto que a de cima. Matemático. E sem escrever, que lhes é confortável ter uma mulher em casa, e uma amante na rua. A que lhe colmata os devaneios mais insanos, que muitas vezes (infelizmente), não são partilhados com a mulher. No entanto, o brio feminino aqui peca e muito. Porque por mais que ninguém seja de ninguém, o certo é, que há um compromisso existente com outro alguém, quando essas mulheres avulsas investem num homem casado." - Atenção, esta analise, é só numa vertente onde o tema tem várias. ;)

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  5. Essência como conheço tão bem este tema, permite-me abordá-lo de um lado e do outro, uma vez que já o vivi na pele. De facto, existem mesmo mulheres assim, calculistas, ressabiadas, eu chamo-lhes despeitadas e considero que é o pior tipo de mulher que se pode encontrar com o homem que partilha cama connosco, porque se ela o quiser, tem! Claro que os homens têm a culpa, claro que as esposas também têm a sua culpa, porque não? Afinal, para quê ter por fora aquilo que a esposa pode dar? Porque não conversar sobre isso? Pedir mais e ser especifico? Sei que ser traído é horrível, é um fugir de chão e enquanto mulher que sou não me posso excluir da culpa que tive, tenho de admitir e nada, mesmo nada, justificou essa traição. Mas existiu e serviu de algo. Serviu para me abrir os olhos. Serviu para provar do veneno que eu mesma já dei a provar a outro alguém, num passado. Serviu para perceber que existem atitudes que por mais controle que tentemos ter nelas, simplesmente o corpo não obedece e por aqui vou ao tema do trair. Eu trai, mantive um relacionamento de quase três anos com um homem casado e pai de filhos, tinha mais 18 anos do que eu, não me prometeu nada mas eu amava-o de tal forma que me convenci de tudo, inclusivé a ter de me divorciar para poder viver aquele amor. Sim, fi-lo...por amor. Ele passava férias comigo, 15 dias por ano, eu era feliz e acredito que também me amava mas o receio de desamarrar-se daquela vida e das censuras que os dois poderíamos sofrer eram demasiado fortes para se puderem suportar. Fui "visitada" duas vezes pela sua mulher e entre ameaças prometeu-me que ele nunca a deixaria. Até que um dia, propus-lhe irmos viver juntos. Disse que lhe dava um prazo e findo esse prazo, acabei tudo, sofrendo muito e amando mais ainda. Soube mais tarde que deixou a mulher durante uns meses para experimentar a vida a sós mas não aguentou e voltou ao lar. Hoje vivem juntos, novamente e devem ser felizes. Com isto tudo, queria dizer que existem demasiados clichés, infelizmente sobre este assunto, existem sim as tais que tentam roubar os maridos das outras, sem dúvida, mas também existem casos em que verdadeiros sentimentos afloram desde o inicio, eu lutei, muito, muito tempo contra isto, com todas as minhas forças mas não consegui. E não o lamento, porque sinto que vivi uma bela história de amor. E hoje, passado isso e uma traição pelo meio, em que fui eu a "vitima", não sei como não poderia perdoar, aquele que mesmo tendo lá fora o que quer que lhe oferecessem, resolveu escolher-me e preferir-me, sem ter um anel na mão, sem ter um papel assinado, sem ter um acordo escrito, tendo apenas e acredito que sim, amor por mim!
    Beijocas nossas e desculpa lá o enorme testamento ;)

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  6. Nokas,

    :D

    Karochinha,

    Um beijo na alma! Obrigada pela tua partilha tão pessoal. Obrigada por demonstrares aqui as três situações. Ela trair/ele trair e, ela estar com um homem casado. E de facto, só posso concluir (mais uma vez), que, "a vida é uma autêntica Lua. Toda ela é de fases e estados. Assim também somos nós, meros comuns mortais. Uma Lua cheia de crateras, caminhos sinuosos. Imperfeita no meio da perfeição utópica. No entanto, cabe a cada um obter o cunho certo para não deturpar a imperfeição da perfeição. Porque há factos irrefutáveis. Por mais voltas que a Lua dê." - Um grande bem-haja! ;)

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  7. Já reparaste que desabafo mais por aqui do que no meu blog...assim é que é! Beijocas nossas, belo tema, como sempre, aliás!

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  8. Se isso me acontecesse eu culparia pura e simplesmente o meu marido e não a outra e nem a mim. Primeiro quem está comprometido é o meu marido e não a outra e segundo se o meu marido não quissesse mais nada comigo ou tivesse algo a dizer sobre mim, que fale abertamente e depois aí sim, deixava-me ou continuava comigo, porque eu já lhe disse que nunca na vida perdoava uma traição, mas nunca mesmo!!
    Beijos e boa semana:)

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  9. Karochinha,

    Vou pelo pressuposto que é bom sinal então. Obrigada. Mas vocês também tem a vossa cota responsabilidade para a vida dos posts, com a partilha das vossas perspectivas, experiências ou não. No entanto, não deixam de partilhar. Não lhes passa ao lado. E isso para quem escreve, é bastante gratificante. :D

    conchita,

    Entendo a tua perspectiva, mas permite-me dizer-te o seguinte. Neste tema, as traições não acontecem só porque sim (salvo excepções de uma mera aventura casual de uma noite. Dentro dos contornos envolvidos na altura... não tirando a gravidade do acto, atenção). Tanto quem trai, quem se mete no meio e até, quem é traído. Penso que quando isso acontece, todos se reflectirem, verão que não estão tão imaculados assim, como há partida se pensa que sim... e, permite-me dizer-te outra coisa. Nunca se deve dizer nunca. Porque não sabemos o dia de amanhã. Nem em termos de vivências, nem em termos de emoções. :)

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  10. Minha doce amiga...
    eu perdi-me a ler os comentarios que poderia dizer que sao autenticos postes. e depois nem sei o que diga , aliás, digo que nem sempre a mulher é a cabra há por aí muitos cabroes
    kis :=)

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  11. Tema corrente e recorrente no meu estaminé pelo que se fosse a dar a minha opinião dava mais que um post. Partilhava apenas estas ideias que fizeram parte de um post que fiz em 2010.

    Se abordámos o tema em termos afectivos chegámos à conclusão que é comum a ideia de que o homem não consegue ser fiel porque faz parte da sua natureza. Quanto à mulher, bom aqui a caracterização é bem menos agradável. Não é uma questão de natureza. Passa a ser uma questão de índole e de carácter.

    É comum, por exemplo, acusar-se uma mulher quando anda com um homem casado. Justificação: "coitado, ela meteu-se pelos olhos dentro". Já se for um homem, o que se ouve é: "sempre foi muito namoradeiro".

    Nunca entendi esta diferenciação. Até porque, para dançar o tango são sempre precisos dois...

    Para mim "fidelidade", enquanto princípio de vida, é sermos fieis a nós próprios. Actuarmos de acordo com aquilo em que acreditámos.

    Assim, a infidelidade não se resume a uma traição ou a uma questão sexual. E, muito menos, numa diferenciação sexual. Homem e mulher podem ser infiéis. Ponto.

    E é sempre uma questão de liberdade pessoal porque a pessoa tem a possibilidade de dizer não!Ou sim! Seja homem, ou mulher...

    E, obviamente, a liberdade pressupõe responsabilidade. E o problema reside propriamente aqui: na dificuldade de muitos de nós assumirmos os actos que praticamos porque é bem mais fácil tentar atribuir as culpas a alguém ou a algo.

    Beijos

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  12. Costumo pensar que cada um sabe de si e embora no coração não se mande, nas vontades ainda se manda alguma coisa, pelo que não me parece que seja algo de homem ou mulher, é algo de quem se gosta de meter ao barulho, tanto de um lado, como do outro.

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  13. Eu acho que é vaidade e necessidade de afirmação... só pode mesmo ser isso.

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  14. Nem sei, será que o Amor explica isto? será real??

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  15. Sinceramente estaria a borrifar-me para o lado dela, aliás duvido até que me desse ao trabalho de afirmar que a culpa seria dela ou que ela era esta e aquela pura e simplesmente porque a relação fixada em valores como lealdade, cumplicidade, companheirismo, fidelidade, entre outros tantos não era com ela, mas sim com ele. Portanto, não teria sido ela a quebrar tudo aquilo que faz com que uma relação seja sólida, mas sim ele. Ele seria o único culpado da traição e só a ele culparia.

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  16. Rafeiro,

    Não me causa espanto. Afinal, tem sido mais do mesmo. ;)

    Avogi,

    Tu mulher, não te percas! É que aqui no Roupa Prática, é um autêntico labirinto.

    Sobre a tua opinião ao post, de facto acho que neste tema a dosagem é de igual modo para ambos os sexos. ;)

    NI,

    Obrigada pela partilha dos teus itens. Há aqui muito para dissecar. :)

    Enfant,

    Ora lá está! Cada um (sexo), tem as suas vertentes e posturas em relação ao tema. Nisso estamos de acordo! ;)

    S*,

    Entre outras coisas que tais... ;)

    Tanita,

    E o amor justifica tudo? O que perguntas se é real (?!)? O tema? Se for, é real e mais usual que possamos pensar. É porta sim, porta sim. ;)

    Ardxanela,

    Humm... em termos de culpa, entendo a tua perspectiva. Agora, será que estarias a borrifar mesmo para o lado dela? Será que não te questionarias do porquê que a fulana X se meteu entre vocês (mesmo que seja ele que te deva lealdade, respeito e etc...)? Mesmo assim, será que simplesmente aquela mulher que desviou a atenção da pessoa que está ao teu lado, seria uma mera paisagem? ;)

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  17. colectânea Significado de Colectânea subst. f. 1. colecção de textos de vários autores

    CONVITE

    Vamos iniciar uma nova colectânea ...desta vez só para AUTORES

    DESCONHECIDOS ----- QUE NUNCA TENHAM SIDO PUBLICADOS

    Textos; Pequenas Histórias; Pequenos contos; Histórias pessoais , reais!!

    Queremos publicá-los com histórias reais, de gente que sente e que vive !

    Histórias da vida real .
    Histórias sem idade...

    Histórias sem preconceitos, sem tábus e sem "medos"...na "CORDA BAMBA"

    1º Passo

    - Enviar o manuscrito em formato word; A5

    para a apreciação e selecção

    ( recebemos o vosso manuscrito até dia 27 de Março de 2012 )

    e-mail : pastelariaestudios@gmail.com

    Cá vos esperamos com histórias e mais histórias !!

    Transformamos as vossas obras em sonhos acordados”


    Teresa Maria Queiroz

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  18. Do que li posso dizer que concordo com tudo o que foi dito, sou da mesma opinião que tu A Minha Essência".
    Aqui a culpa é um pouco dos três, mas mais do homem e da mulher dita independente. Vou referir o porquê de afirmar isto, numa relação existe uma mulher e um homem que supostamente se amam e constroem família, como tal a mulher a meu ver tem mais encargos que o homem numa vida a dois, por norma a mulher tem sempre os dias muito atarefados, além do emprego, tem de fazer a lida domestica, tomar conta dos filhos etc, contudo tem de ser também uma mulher, como dizes bem, amante e isso às vezes é perdido num casal. Algumas mulheres acabam por se adaptar à rotina e também a não olharem para elas da devida forma e a produzirem se, revelando a sua beleza. A constante rotina num casal não ajuda a saborearem os verdadeiros amantes que são, por isso convém não se centrarem somente na rotina. Mas verdade seja dita, quem ama de verdade não vai procurar fora, mas sim tenta esclarecer aquilo que acha que não está certo na relação e tentar mudar para melhor. Porque a meu ver um homem que procure ou tenha outra mulher para satisfazer os seus desejos é alguém com muito baixo nível e que não merece qualquer respeito. Se não estão bem com o bem que têm, existe o divorcio ou separação e aí poupasse muito sofrimento em vez de se vir a saber de uma traição.
    A mulher do casal, tem um pouco de culpa se for alguém que se desleixe e se adapta à rotina. O homem tem culpa porque além de trair é cobarde e só pensa no bem-estar dele. A mulher independente essa então não se fala, é alguém que para mim sem escrúpulos nenhuns, que não olha a meios para atingir fins e até mesmo acabar com um casamento. Onde está o sentimento de culpa nessas pessoas? Para mim não passam de frustradas sem rumo de vida.

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  19. Correndo o risco de poder dizer algo que já possa ter sido dito nos coments acima - por apenas o ter lido na diagonal - cumpre-me dizer que, embora não necessariamente, subjacente a este tipo de comportamento estará a ideia do "fruto proibido ser o mais apetecido"! Há algo que nos impende até ele... simplesmente, uns resistem-lhe... outros nem tanto!

    Todavia, se me é permitido - e sem querer deixar passar uma ideia errada - adianto um outra perspectiva no sentido de acreditar que esse tipo de comportamento é mais comum nas mulheres do que propriamente nos homens! Para muitas - mais do que nos homens - a ideia de "tramar" a congénere é um ideal de vida! É sabido que, por alguma razão, as querelas entre mulheres são em muito superiores às que existem entre homens... e no caso, ressalvadas as devidas excepções, há quem procure o alheio apenas para atingir a respectiva!

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  20. Eu acho que há casos e casos. Na maioria parecem-me ser mulheres ressabiadas, sedentas por atenção mesmo que em "part-time", sinceramente não compreendo como alguém assim, pode sentir gosto em roubar a mulher da outra (muitas vezes da amiga) sem algum peso na consciência e lá vai ela feliz da vida....
    Mas também sei de casos (como o de outra seguidora tua contou) em que temos meninas inocentes ou melhor, imaturas, que acreditam em tudo o que lhes dizem e depois acabam iludidas com uma coisa que na realidade não existe...

    Beijinho*

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  21. Teresa queiroz,

    Obrigada pela informação. :)

    Paula,

    "Mas verdade seja dita, quem ama de verdade não vai procurar fora, mas sim tenta esclarecer aquilo que acha que não está certo na relação e tentar mudar para melhor. Porque a meu ver um homem que procure ou tenha outra mulher para satisfazer os seus desejos é alguém com muito baixo nível e que não merece qualquer respeito. Se não estão bem com o bem que têm, existe o divorcio ou separação e aí poupasse muito sofrimento em vez de se vir a saber de uma traição." - Bem, penso que aqui não se trata de amor, mas sim de pensar unicamente com a cabeça de baixo (homem). Eles, descomplicam até um nó de marinheiro, o que dirá pôr para trás das costas o sentimento existente por um rabo de saias... oh, oh!
    Quanto ao conversar, ou partir para o divórcio, são poucos os que têm tomates para tal atitude! ;)

    Bloguótico,

    Sacaninha, não desvalorizando o vosso lado sacana (homens), de facto é pertinente a questão que colocas. As mulheres são más com a própria raça! :S

    Pretty,

    Também gostei bastante desta vertente. A amiga que "rouba" o homem da amiga. Estonteante! Mas também (infelizmente), é muito usual. Umas sacanas! :S

    Any,

    :)

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  22. Jamais pensei que o meu post fosse gerar tanta revolta e contrariedade pelas "mulheres independentes, inteligentes, mas não sós".
    Concordo em parte como que escreveste, mas há outros pontos que não concordo.
    Acontece que, os casos que conheço, são mulheres trabalhadores, livres, inteligentes e sossegadas. (Mas também conheço as ousadas e casadas, vingativas, sem escrúpulos. Mas não era destas que eu escrevi).
    Também não quis culpar exclusivamente o homem. Certo é que muitos pensam com a cabeça de baixo, mas também os há carentes, e muitos, e que não lhes interessaria uma relação com outra mulher. Sabemos que há pequenos pormenores das mulheres ou dos homens que atraem e, sem sequer pensarem em ter um caso, por qualquer coincidência, algo os atrai,os une. Pode ser uma simples amizade.
    Lembro-me que há alguns meses li num blogue que frequento um post sobre as relações mulher independente/homem casado.
    Li com muita atenção e senti que, apesar de não o ter diariamente consigo, ela amava-o, pela cumplicidade , pelo carinho que ambos tinham um pelo outro)
    Hei-de procurar esse post.
    Essência não comheço muitos casos destes, mas o suficiente para ter escrito aquele post. Nunca na perspectiva de culpar mais o homem que a mulher.
    No entanto, sinto que a tua revolta face às mulheres é demais. E a mulher independente, trabalhadora, culta, discreta é suficientemente inteligente para perceber que a outra pessoa, a dona de casa que trata dos filhos e tem uma profissão, não pode ser uma super mulher e estar sempre pronta para os desejos do marido. A mulher independente e trabalhadora, discreta e inteligente, também sabe recusar, sabe reflectir, sabe o que a espera e aceita. Aceita e respeita-o e à relação que tem.
    Mas ele, na maioria das vezes procura-a para desabafar, ter um carinho, ser ouvido, sem sexo (há luas, como muito bem o dizes).
    Nao acredito que estas mulheres sejam ressabiadas, que queiram vingar-se das esposas deles. Se quisessem, talvez eu nunca tivesse escrito esse post.
    Este foi no sentido de elas sentirem que nos dias de festa e naqueles dias emocionalmente mais frágeis, eles não estão por perto.
    Penso que muito do que aqui foi comentado tem o seu fundamento, o seu ponto de vista e eu, sendo mulher e sabendo como nós somos, concordo também que há mulheres que são o piorio.Mas essas sao as que vestem bem, andam a desfilar, chulam os homens que as sustentam , e pouco se preocupam com a família deses.
    As tais mulheres independentes, cultas, trabalhadoras, são as que são procuradas. São as que eles aparecem sem se saber como e marcam a sua presença.
    Para acabar, não gosto da palavra "amante". Nunca gostei. Porque amante é alguém que ama.
    E como cá em casa se ouvia falar que pessoa assim tem uma amante, pessoa assado tem um amante, sempre senti essa palavra como uma ofensa àquilo que ela de facto significa.
    Não sei se consegui ser clara.
    Sei que não podemos generalizar os comportamentos, mas quando escrevi o post falei de mulheres com nível.
    Concluo, com o "nunca digas nunca" (recentemente soube de um caso de uma mulher que foi traída há anos,separou-se e agora é ela que trái, a si mesma e faz alguém trair).
    Ponto final.
    Obrigado pelo teu comentário e pela polémica que gerou.
    :) desejo

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  23. Creio que o texto dava uma novela, ou pior um drama barato num teatro de uma qualquer lucalidade desprovida de habitantes.
    A realidade é que nada disso se passa, ninguem trái ninguem, essa treta das amantes é passado, principalmente se elas forem igigentes nas tais prendas que refere.
    Hoje inflismente é mais propicio a compra do sexo, fica mais em conta e nunca aparece ninguem à porta a afirmar eu sou a outra...
    "JÁ NÃO À FINANÇAS QUE RESISTAM, A UMA AMANTE"

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  24. Continuo a achar que cada caso é um caso, não gosto de generalizar porque cada pessoa terá os seus motivos para o fazer, prefiro não julgar.

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  25. As relações são sempre ínicas e tudoo que se passa nela é sempre fruto da inter-ação dos dois. É muito dificil,ou melhor exigir que o outro seja como náos pensamos que ele é. Quando assumimos temos de o aceitar e também temos o dever de o conhecer, mas como humanos nem sempre é fácil. resta-nos o nosso 'eu' íntegro,mesmo assim de dificil controle.

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  26. desejo,

    Bem, antes de mais, quero deixar bem claro que, nunca em tempo algum, quis ferir susceptibilidades a ninguém. Somente quis expressar a minha opinião que, vale o que vale.

    "sinto que a tua revolta face às mulheres é demais" - não consigo descortinar onde fizeste essa interpretação para afirmares tal atitude. Se foi das minhas palavras, no sentido que dei ao post, lamento informar que estás a deturpar o que quis passar. Até porque penso que é um post que está bem explicado dentro da minha perspectiva obviamente. Estão bem patentes as ressalvas que eu acho que deviam ser feitas, para não induzir em erro más interpretações ao que eu queria passar. A minha opinião, foca-se nas atitudes de determinada vertente, e não com a Mulher! No entanto, ingenuidade a minha, eu sei! Pois cada um interpreta da maneira que mais lhe convém. Portanto, sobre essa tua afirmação, para mim, está completamente descabida. A carapuça, não me serviu, de todo!

    "mulheres independentes, cultas, trabalhadoras, são as que são procuradas" - Focas muito as mulheres inteligentes, independentes, cultas e afins. Mais uma vez, se tivesses interpretado o post com o intuito que ele foi escrito (não para denegrir a imagem da mulher, nem porque estou revoltada com elas, ou o diabo à quatro... mas sim porque as pessoas se põe a jeito. Nesta determinada vertente (entre outras claro), tinhas captado que, aqui não se trata se a mulher é independente ou não. Se é burra ou inteligente. Se é culta ou inculta. E porquê? Porque na minha perspectiva o que importa é o carácter, a atitude. E aqui, estes dois adjectivos, não têm rostos como escrevi. Não tem nacionalidade. Não tem cor. Só têm sexo! Pois somos nós os humanos que podemos ter. Dou-te um exemplo. Para roubar, é preciso ser-se inteligente ou burro? É preciso ser-se culto ou inculto? É preciso ser-se independente ou não? Não quer me parecer. Porque o que salta à vista é a atitude e em consequência o carácter de determinada pessoa. Por isso, mais uma vez, penso que este ênfase que fazes a esses adjectivos (na minha óptica), perde-se no tema em si.

    "Sei que não podemos generalizar os comportamentos, mas quando escrevi o post falei de mulheres com nível." - Neste tema (mais uma vez), acho que o nível se perde entre o tema.

    "Concluo, com o "nunca digas nunca" (recentemente soube de um caso de uma mulher que foi traída há anos,separou-se e agora é ela que trái, a si mesma e faz alguém trair)." - Não podia concordar mais contigo! Aliás, num dos comentários em cima, disse a uma leitora, salvo erro a conchita, exactamente isso, "nunca digas nunca"- por outras palavras, mas o sentido é esse!

    Por fim, eu é que tenho que agradecer o teu comentário. Agradeço também a tua partilha do link com a tua perspectiva. Sabes, é bom ler outras tantas, enriquece-nos! Quanto à polémica que gerou, saudável parece-me. Cada um expressou a sua opinião sem ofender. E convenhamos que temas destes, só por si só são polémicos. Suscitam opiniões diversas, e bem! (Na minha óptica, claro!) :)

    Campista,

    Portanto, a tua opinião é que ir às putas sai mais barato e não se fica com a cabeça cheia e os bolsos tão vazios? Muito bem. Obrigada pelo teu comentário.

    Vera,

    Bom, aqui o intuito não é julgar, mas expressar a sua opinião sobre determinado assunto. É ainda possível. ;)

    Pérola,

    Bem, antes de mais, sê bem-vinda! :)

    Sabes Pérola, nunca conhecemos verdadeiramente ninguém. Penso até que muitas alturas da nossa vida, nos surpreendemos a nós mesmos. Contudo, gostei da ressalva que fazes do "eu integro". A essência do post é isso mesmo. Foi o que acabei de explicar à desejo. :)

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  27. Essência, sim, posso responder que sim (por experiência própria), que verdadeiramente estaria a borrifar-me para ela. A traição só acontece se os dois quiserem, ela pode fazer tudo e tudo e tudo que se ele não quiser não há traição. Culpar a outra, para mim, é só mais uma forma de tirar metade da culpa de cima dos ombros do homem. Estou a falar do caso em que são os homens a trair-nos, mas o mesmo acontece quando são as mulheres.

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  28. Ardnaxela,

    Humm... okay! Já entendi. Estamos aqui claramente a ter uma má interpretação de comments. Tu fazes ênfase à culpa no geral. Incluindo o "borrifar". Eu, quando coloquei as questões na resposta que te dei, estava a usar o sentido borrifar mesmo depois da traição, mesmo depois de concluir que a culpa é de quem se está e não da pessoa que se põe no meio. Mas mesmo assim, mesmo depois de todas estas conclusões, continua-se a borrifar para a tal pessoa (repito)? - No entanto, já tinha percebido o teu raciocínio. Só coloquei aquelas questões para reforçar o meu raciocínio e ler a tua perspectiva mediante tais questões. ;)

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  29. Hum... Vamos lá ver se consigo pôr isto de forma clara. Tu no post falas do caso quando é o homem a trair a mulher e culpas a amante, eu no comentário quis deixar claro que se fosse eu não atribuiria qualquer culpa à suposta amante e nesse sentido, sim estaria totalmente a borrifar-me para a amante e atribuiria total culpa ao homem. Quando existe traição, a meu ver, não interessa quem seduziu quem e quem fez o quê a quem, a única coisa que importa é que tudo aquilo que eu pensava que a pessoa que convivia comigo e com quem mantinha uma relação não passava de uma mera ilusão. Certamente que quando um homem trai a sua mulher, não é porque a amante o obrigou a fazer o que quer que fosse, só houve traição porque ele assim o quis, ele tinha o poder de escolher entre trair e não trair. Se traiu, então a culpa é inteiramente dele.

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  30. Ardnaxela,

    Risos... conclusão errada, sorry!
    Basicamente o post realça as mulheres que se metem com homens casados quando sabem à partida para o que vão! Aqui não há culpas para ninguém pois todos são maiores e vacinados. Até porque penso que quando isso acontece, se todos reflectirem, verão que não estão tão imaculados assim, como há partida se pensa que sim. Cada um tem o dever de saber perfeitamente o papel que estão a "representar".

    Em suma, o que fiz, foi ler um post de uma seguidora, onde o que li ia contrariamente à minha opinião. Agarrei no sentido que ela deu ao post dela e escrevi a minha perspectiva do tema, simples.

    Portanto, para te enquadrar melhor, deixo uma parte do post que responde porque digo que a tua conclusão está errada. Ora lê!

    "Começo por reflectir que todo este tema é bastante complexo. E que não podemos ver num todo mas em cada caso. No entanto, mesmo contrariando o meu raciocínio, e vendo num todo, porque não quero analisar o tema baseando-me na pessoa A ou B, mas sim meramente na minha opinião sobre o tema em si, sou forçada a reavaliar a minha reflexão. Sem rostos, porém focar as atitudes a que leva a determinado comportamento. Obviamente com algumas ressalvas, onde nomeadamente está patente quando a pessoa que se envolve com a outra que está comprometida já sabe de ante-mão que existe uma outra pessoa. E mesmo assim, opta por se pôr no meio. Assim como, mesmo sabendo que as promessas e as lengas-lengas, são meros clichés dos tempos primórdios, mesmo assim, continua à espera que chegue a sua vez de brilhar no palco da ribalta como actriz principal, e não como secundária, quiçá figurante. Isto porque os dois últimos adjectivos, são meras utopias no começo. Porque sempre se quer e espera-se mais, muito mais..." - Tudo o que vem depois no post, é o seguimento deste ponto de partida. :)

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  31. ... o meu rato ficou preso na imagem! :P

    :D

    beijo
    Sutra

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  32. Agora que já libertei o rato...

    O pelo que percebi do post não estamos a falar de culpa, mas sim de deveres morais! Posto isto, concordo contigo...

    Sei que o amor, a paixão e o desejo não surge por escolha... muitas das vezes apenas acontece... mas se estamos a falar de senhoras (ou senhores porque o inverso também +e verdade), independentes, seguras e mais não sei o quê, não serão altivas e racionais para escolherem também homens (ou mulheres) independente, seguros e mais não sei o quê?!

    beijo
    Sutra
    P.S.: No fundo o que fazia era um S.S.S.S.S... Sindicado de Senhoras e Senhores Seguras de Sí e não Sós... :P

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  33. Sutra,

    Risos... pelos vistos o rato iluminou-te as ideias. Porque haja alguém que consegue descortinar o que ando estes comentários todos a explicar! ;)

    Bendito ratito! Risos... há sempre um rato a tropeçar por estes corredores da blogosfera. ;)

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  34. Sim, tens razão, mas mais para o final pareceu-me que estavas a atribuir algum tipo de culpa a amante:

    "Quando divago que o egocentrismo é puro e duro, assim como o ego ser maior que o bom-censo, é porque de facto essas mulheres são desprovidas de qualquer respeito pelo próximo. Porque se assim não fosse, não teriam o prazer em "roubar" homens alheios só porque lhes faz massagem ao ego."

    Foi neste sentido que expressei a minha opinião, mas agora voltei a reler o post e vi que também admites que o homem é culpado:

    "Com isto, claramente não pretendo de forma alguma tirar a cota culpa do homem."

    Admito até que possa ter interpretado mal, pode até nem ter sido esta a tua intenção inicial, mas de uma certa forma, acabas por atribuir culpa (aos dois e não só à mulher como eu tinha dito). E, a meu ver, o facto de serem maiores e vacinados não implica que não existam culpados.

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  35. Ardxanela,

    As primeiras (""), resumidamente quero dizer que se para mulheres independentes que têm a noção que estão a meter-se numa relação já existente, obviamente que só podem ser desprovidas de carácter (por tudo o que isso acarreta). As "massagens ao ego", não é nada mais nada menos, do que todas as atenção que são lhe dadas.

    As segundas (""), é porque o post está tão centrado na pessoa que vem de fora como um furação a abrir portas e janelas, que apesar de ter consciência das suas acções, dos estragos que vai causar, não é a única a ser protagonista. Ele (já que estamos a falar dela), também tem culpa. Porque a culpa que escrevo, é da traição. Da falta de respeito, a falta de carácter. A mágoa causada, a dor. É nesse sentido. :)

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  36. Este é um tema muito complexo e a verdade é que conheço casos bem próximos. Não compreendo e não sei se conceberia isso na minha vida mas aprendi que cada um sabe da sua vida, dos seus motivos, das suas vontades e embora possa não aceitar, não compreender e tentar não compactuar com a situação também não julgo e não procuro culpados nem inocentes. Claro que se me tocasse a mim directamente certamente que teria outra postura.
    bjo

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  37. Susana,

    Entendo a tua perspectiva, mas aqui é uma mera opinião. :)

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"Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo".♥ - Fernando Pessoa

A essência que queres partilhar comigo é?...