Burrice é, ser feriado, e ter o despertador a tocar à mesma hora de sempre, dos dias úteis, và. E pior que isto (se é possível), é depois de ter um som estridente a buzinar nos ouvidos por não sei quanto tempo a despertar. Despertar de tal modo, que o sono vai-se. Vai-se pelas brechas da janelas, das portas, eu sei lá... O que sei, efectivamente, é que não há mais sono, não há mais vontade de estar no quentinho, não há mais nada. E logo quem, que quando desperta, parece que tem molas. Oh raios! Molas ou não, o certo é que a raiva de mim mesma pela burrice, esquecimento, o que for, não me largou a manhã toda. Não é preciso escrever que ao fim da tarde estava arrebentar pelas costuras de sono, pois não? É que é tão óbvio tão óbvio que até dói.
Como eu gostava de ter aquela coisa de à tarde fazer uma soneca. Gostava, mas não está em mim, mas gostava. Oh se gostava, de quando em vez.