sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Sorry

Estive ausente dois meses e troca o passo. O tempo voou num ápice. Verdade se diga que, voltei, mas, as coisas na vida real, não param de acontecer, ao ponto de não me dar vagar para o mundo virtual. Quando voltei, ao fim dos dois meses e tal, voltei porque as saudades já apertavam, as chamadas de «volta» por alguns de vós, foi também crucial para que, o meu regresso, acontecesse mais «cedo», senão, não seriam os dois meses e troca o passo, mas sim, algum tempo mais... o certo, entretanto, é que voltei, estou aqui, mas é (quase) como se não estivesse. Isto porque não tenho conseguido fazer o que fazia. Não consigo ir visitar os blogues que gosto. Não tenho conseguido comentar os postes (hei-de repor os comentários atrasados) que escrevo e que gosto tanto de fazer... Dar o feedback a quem me faz tão gentilmente uma visita e que lê o que posto e comenta. Não tenho conseguido responder aos e-mail recebidos. Não tenho conseguido nada. Já recebi mais algumas chamadas de alguns de vós, sobre esta mudança de comportamento da minha parte, é certo que sim, contudo, até poderia dizer que estão mal habituados, mas não é o caso. Oh, de todo. Isto porque a minha postura em todos estes anos de blogger tem sido esta, estar aqui a 100%. E nesta fase, a verdade, é que estou a 50% se tanto. Posto isto, só me resta pedir-vos desculpas e que tenham paciência, porque mais dia menos dia, mais semana menos semana, tudo voltará ao normal, ou seja; voltarei a estar a 100% aqui e por aí, por estes corredores da blogosfera. Está prometido. Até lá, um grande bem-haja a todos. Obrigada pelo carinho e por continuarem aqui, de pedra e cal.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Nesta ausência, a leitura que me acompanhou...

* Rio das Flores de Miguel Sousa Tavares
Confesso que de inicio estava cheia de reticências. A imagem que tinha dele é do comentador que enfim, a minha opinião não é a mais favorável... contudo, também, ainda só tinha lido um livro (No teu deserto) dele e, foi noutro registo (mais leve)... bom, surpreendeu-me, bastante.

* A  Culpa é das Estrelas de John Green
Oh, penso que nem precisa (quase) de apresentação. Li o livro e vi o filme. Escusado dizer que o filme não está como o livro (e há algumas falhas.), mas mesmo assim, não fica aquém, porque a história em si, é sublime.

* A menina sem nome de Marina Champan
Vale mais que a pena ler esta extraordinária história (real) de uma menina que cresceu no meio de chimpanzés. Quando agarramos o fio à meada, é devorar até não haver amanhã.

* O diário de Anne Frank (versão defnitiva)
Arrepiante. Arrepiante ler como foram os dias daquela menina antes de morrer. Aqui bem que se pode empregar a frase, "morrer na praia".

* prometo falhar de Pedro Chagas Freitas
Melhor, impossível! Estou deveras agradada. Porque além de não ser uma história corrida, ou seja; ser aquela história que, chegamos a meio e (quase) sabemos como termina... aqui, cada capítulo é uma história diferente, o tema universal do livro é, o amor. O amor em todas as formas e feitios. E, há tema melhor que este? Não. Ou melhor, até pode haver, mas não é a mesma coisa.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Hoje, particularmente hoje, apetece-me fugir!

Respira, expira. Respira, expira. Contar até 10. Respira, expira. Respira, expira. Esticar os braços. Contorcer as costas. Descair o pescoço para o lado direito. Descair o pescoço para o lado esquerdo. Respira, expira. Agora vou só ali tomar um duche quente, bem quente para descomprimir.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Dia de post tonto (ou não)!

(Façam) Uma pergunta sem resposta.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

É sempre depois da morte que se reflecte e vem os ses e meios ses...

Quando morre alguém, independentemente se nos é próximo ou não, é qualquer coisa de devastador. Fica um vazio, um sentimento de nostalgia no ar. Depois, quando vamos esmiuçar, põe-se na balança: se nos é próximo, os sentimentos aumentam e acentuam, se não nos é próximo, é algo ténue, mas sente-se, é o que basta na soma de tudo.

Morreu o actor Rodrigo Menezes. Não conheci pessoalmente, mas talvez por entrar na minha casa, através da televisão, ficou uma pessoa familiar. Quando soube da notícia, senti uma ligeira tristeza. Depois de assimilar a notícia pensei: bolas, a vida é uma droga. Hoje estamos bem, o amanhã, é uma incógnita... Inevitavelmente questionamos uma série de coisas quando nos deparamos com tal noticia, a morte de alguém. Mas uma coisa é questionarmos a morte em si, outra, bem diferente, é questionarmos o porquê dessa morte e mais!, questionar as atitudes que tivemos para com essa pessoa. O se isto e o se aquilo, vem à baila, como um carrossel. Sinceramente? Irrita-me tal postura. Irrita-me tal hipocrisia. Irrita-me. Porque não é quando a pessoa não está mais cá que adianta lamentar, não adianta, ponto. Nós precisamos quando estamos vivos. Quando estamos a viver, a sentir e tudo o que esta vida nos permite ter. Ora, quando morremos, é outro mundo totalmente desconhecido em que os ses não fazem mais parte, assim como nem os sentimentos de culpa e de impotência. As atitudes, os gestos, as palavras, são para serem usadas no agora, não no amanhã.

Ontem estava a ler uma revista onde vinha duas páginas do velório do Rodrigo Menezes. Vinha alguns relatos de amigos e, num desses relatos, vinha um que me fez fazer este post.
Relato: "como amigo, tenho pena, fico triste e tenho a minha cota-culpa. Pergunto-me porque é que eu não lhe liguei antes? Talvez uma chamada minha ou de outra pessoa fizesse bem. Quando morre alguém que nos diz muito, temos sempre um sentimento de culpa e, se calhar, eu podia ter feito alguma coisa. É isso que me deixa triste." - Obviamente que cada um sabe de si, da sua vida e dos seus afazeres... Obviamente que depois do mal estar feito, não adianta chorar o leite derramado... Obviamente que, quando nos deparamos com os factos é que temos noção do que temos à volta e o que nos escapou... Mas aí, aí já é tarde! Os ses e meios ses nestas situações, dissipam-se como pó, pois é assim que ficamos quando vamos para debaixo da terra.

Parar um pouco do nosso dia-a-dia, sem haver tragédias e outras coisas que tais como protagonista e olhar para o lado, tiramos assim tanto tempo do nosso tempo?

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Estrelas

Existem pessoas Estrelas, como alguém desconhecido um dia descreveu. Pessoas que ficam, que permanecem abraçadas, tanto em presenças vincadas, como subtis. Estrelas de diferentes brilhos giz, que nos deixam ser, e nos aceitam pelo que somos. Uma presença que nos envolve, na forma mais elegante, de deixar estar ou talvez mesmo... cintilar! Porque é depois de conhecermos as Estrelas, que passamos a andar pela terra com o olhar virado para o céu. 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Hoje, escrevem vocês!