quinta-feira, 2 de outubro de 2014
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Pronto, começaram as retaliações, querem ver?
Com tanta falta de emprego, pessoas sedentas de trabalho, e há pessoas que não dão valor ao que têm, ou melhor, pelos vistos, não estão talhadas para aquilo que fazem.
Não é de hoje nem de ontem que há chamadas de atenção à auxiliar por situações que impliquem a Zunfinha. A última foi há poucos dias com a situação de uns papéis que a Zunfinha trouxe que lhe foram dados ou pela senhora dona auxiliar ou pela professora (acabei por não perceber por quem efectivamente pôs na mala), o que sei é que ambas (auxiliar e professora), negaram a pés juntos que nada foi enviado. Pois um dos papéis era relacionado com a compra de um livro e quando fui para pagar o dito livro, cada uma ficou incrédula porque não havia livro nenhum para pagar, e não tinham posto nada na mala da Zunfinha. Mas, os papéis lá estavam, na mala e, ela assim que chegou a casa os mostrou. Ora que perante tal situação insisti, insisti em dizer que que sim, que havia, pois o recado tinha sido levado para casa, mas como não tinha ali o raio do comprovativo, só no dia seguinte é que pude provar que estava a falar a verdade e que a Zunfinha não estava também a alienar. Ambas ficaram com cara de tacho. Perante tal situação, a senhora dona auxiliar, não vai de modas e, assim que apanha a Zunfinha sozinha intimida-a. Intimida-a dizendo que ela não tinha nada que me contar o que se passava ali, na escola. Óbvio que a Zunfinha assim que me viu, conto-me a façanha da senhora auxiliar. Euzinha, não vou de modas, e quando de manhã a vou deixar, a Zunfinha, vou ter com ela, a auxiliar, e digo-lhe que agradecia que nunca mais intimidasse a Zunfinha. Que se quisesse dizer fosse o que fosse que me procurasse ou ao pai. E, que ainda estava para perceber aquela atitude, mas que não se repetisse. Encaixou.
Ontem, vou buscar a Zunfinha e, a primeira coisa que me diz, assim que me vê, é que não comeu o iogurte nem de manhã e nem à tarde porque a auxiliar, recusou-se a dar uma colher. Pois por lapso, a Zunfinha foi com o lanchinho mas sem a colher. Eu, ingénua, quando cheguei à escola ainda lhe disse "oh, esqueci de pôr a colher, mas não te preocupes, bebé, pedes à xxx que ela empresta-te uma para comeres." - Afinal, estava errada! Pois que a senhora dona auxiliar de manhã mandou a criança buscar a colher com as senhoras da cozinha, quando as senhoras ainda não tinham chegado ao refeitório (estava a gozar, literalmente com a criança). Conclusão, a Zunfinha não comeu o iogurte pela manhã. Pela tarde, volta a pedir a colher e a resposta que tem da senhora dona auxiliar, é que estava a cortar maçãs e por isso, não podia ir-lhe dar a colher. Resumo: não comeu novamente o iogurte. O que vale, é que mesmo que mande iogurte ou leite mando sempre um reforço de bolachas ou uma sandes, foi a sorte senão, a garota ficaria mesmo sem comer nada. E verdade se diga, o que conta aqui, mais que tudo, é a atitude da senhora. Assim que a Zunfinha contou-me fiquei furiosa. Hoje, como é óbvio, fui falar com a senhora (que já nem lhe posso ver à frente), começou por se desculpar dizendo que ela não podia entrar no refeitório porque os talheres estavam desinfectados e que a criança devia trazer os talheres de casa. Nem queria acreditar no que ouvia. Assumi o meu erro em não ter mandado a bendita colher, mas, se ela fosse uma pessoa com dois dedos de testa e, com um pouco de bom senso, nunca, em tempo algum, deixaria uma criança sem comer, por causa de protocolos patéticos, quando o bem estar de uma criança está em causa. Depois daquela explicação esfarrapada nem a quis ouvir mais e pedi que chamasse a professora. Essa também não sabia onde se enfiar. Só dizia que não se voltaria a repetir e que nem sabia onde a senhora auxiliar estava com a cabeça. Ao qual respondi que aqui não se tratava de estar com a cabeça aqui ou ali, mas sim, que o que aconteceu, foi de pura maldade. Pura retaliação pelas chamadas de atenção que teve anteriormente. A professora quis dar a volta à questão, mas deixei bem claro que estava, estou, atenta. Bem atenta e, que a minha Zunfinha, ainda diz tudo o que se passa com ela. Realcei que o que se tinha passado tinha sido muito grave e, como tal, seria aquela vez sem exemplo. E por fim disse (o que já tinha tido a oportunidade de dizer à senhora dona auxiliar também) que depois desta e outras situações que tinha sérias dúvidas que aquela senhora estaria no emprego certo. É que para lidar com crianças, a sensibilidade, tem que estar no auge.
[Não quero ferir susceptibilidades, mas não vejo outra imagem que se encaixe melhor a este post do que esta.]
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Pérolas de um prédio...
Não acho normal, de todo, entulharem um elevador até ao topo (quase). Já lá vão três dias e ninguém sabe quem foi, de quem são as coisas, nada. As coisas estão lá, ao abandono. O elevador, não pode ser utilizado. Uma treta! As coisas lá andam para cima, para baixo... quando alguém chama o elevador, vai aquele, que tem os monos ao encontro de quem chamou. Tanto que, abre-se a porta, e lá continua o espectáculo. Tenebrosa tal situação. Um transtorno e tanto. Caramba, mas será que só neste prédio é que tem pérolas destas (entre outras)?
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Tiradas de quem as sabe
Zunfinha - É de onde?
Essência - Ela mora na Suiça.
Zunfinha - É estrangeira?
Essência - Mora na Suiça mas é de cá.
Zunfinha - (Após pensar um pouco...) Então se mora na Suiça, fala suecês.
Essência - (Gargalhada geral)
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Um mundo tão nosso...
Dia sim dia sim (quase), a Zunfinha depois das aulas pede, implora (quase, também) para ir aos avós. Para brincar com os primos, para brincar com os gatos e a cadela dos mesmos. Às vezes faço-lhe a vontade (quando não tem trabalhos de casa (coisa rara), mas a grande maioria, não é possível. Hoje, para espanto meu, quando a vou buscar e depois de lhe perguntar se tem trabalhos de casa ao qual responde-me que não, diz que queria ir para casa (eu a pensar que iria dizer que queria ir aos avós). Admirada pergunto-lhe se não quer ir aos avós ao que me responde prontamente que hoje não. Hoje não queria ir. Estava cansada e que além do mais estava com saudades de estar tranquila em sua casa a ver as suas coisas no sofá com a Juliana (sim, estas últimas semanas têm sido de loucos!) Pronto, lá me resignei e rumei a nossa casa, ao nosso mundinho (confesso que me soube bem, muito bem ouvi-la. Tão senhora de si e ao mesmo tempo, tão menina).
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Mais que uma conversa de decote
O que fazemos com as coisas que nos magoam? Pomos de lado. Ao lado de quê? Da borda da vida. Consegue-se? Consegue-se, verdadeiramente? Consegue-se por momentos, por meses, por dias ou por horas? Talvez se consiga num desses períodos. E nos outros? Quando vêem à tona, o que se faz? Ignora-se ou enfrenta-se de frente? Podemos ignorar nas tais horas, nos tais dias, nos tais meses, podemos, mas não para sempre. Há uma altura em nós que o nosso próprio intimo, a nossa própria consciência pede resoluções. Pede. Mais que pedir, exige! Não há volta a dar. Só se voltarmos ao mesmo ciclo, mas até os ciclos precisam de renovação. Até os ciclos precisam, e quando assim é, enfrenta-se, ponto.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


.jpg)



