sábado, 21 de junho de 2014

Ficou na retina...


 (...) não despertes o que não podes calar. - José Tolentino de Mendonça

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Porque é que quando uma mãe chega atrasada aos seus compromissos devia ser desculpada por isso:

- Zunfinha leva mais de 20 minutos a acordar.
- Zunfinha Cinderela quando resolve dar o ar da sua graça em despertar vem do sono com um mau humor, que é de bradar!
- Zunfinha primeiro que se levante, quase que precisa de uma grua. Não há grua, são os meus olhos arregalados e uma voz mais acentuada que a faz levantar.
- Zunfinha leva mais de 10 minutos para se levantar.
-  Zunfinha acha que não deve passar água pela cara para acordar. Afinal, está frio (comparado com o corpo quente que tem de ter vindo da cama). Ir directamente para a mesa comer, enrolada numa manta que apanha no meio do caminho é muito mais confortável. Depois o resultado, é catastrófico!
- Zunfinha a comer parece que lhe deram pedras. Come às prestações. Come na ponta do talher. E os braços? Os braços parece que têm pesos. Primeiro que levante um braço, tem que pedir licença ao outro. 
- Zunfinha a vestir, valha-se-me! Resolve querer ser ela a vestir. Mas quando estou com pressa, visto-a eu. Pois ainda demora muito a fazer as coisas e não as faz bem e, quer queira ou não, tenho que ir sempre rectificar e dar os ajustes certos. Ela quando está com a macaca, quer sempre fazer braço de ferro. Quer sempre levar-me ao limite. Óbvio que não leva a melhor. Óbvio que mesmo assim consegue algo, torrar-me a paciência. Quando está a estorricar, assusta-se.
- Zunfinha quer por que quer se pentear. Já sabe o resultado final, mas continua a testar a minha paciência que já está a transbordar. Relembro-lhe que nos dias normais é uma coisa, nos dias de que a rapidez é a palavra de ordem, é outra.
- Zunfinha para sair de casa quer levar os brinquedos a trás. O que é sinónimo de mais atrasos, de mais birras e tudo mais.
- Zunfinha está no carro e antes de arrancarmos, lembra-se sempre que se esqueceu de algo. Não lhe chega o que leva, ou se eu não estou atenta à mochila, ou à lancheira, é esquecimento na certa. Nestes dias, que lhe dou a incumbência de ter essa responsabilidade, é quando algo fica esquecido. Pois está com o pensamento ainda na ronha e depois nos brinquedos e na birra e no braço de ferro e no diabo à quatro...

Em suma, todos os dias (quase) é uma odisseia. Ainda dizem que as mães são chatas. As mães, as mães são umas heroínas, pá! 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Mosquiteiro a postos

Cheira-me que tenho que usar o mosquiteiro que se encontra arrumadinho por de trás da cama. O calor está aí, a necessidade de abrir janelas têm sido uma constante. Logo, com isto, as melgas e moscas têm feito as suas delicias; invadir casa alheia, invadir o corpo alheio. Já começa a tortura das picadas e das comichões. Já começa ter que andar com o Fenistil atrelado (quase). Ora que estou a pensar seriamente em fazer também roupas para andar no dia a dia e para dormir com o tecido do mosquiteiro. Será que resulta? Será que a ideia é idiota? Vou conferenciar com o meu sábio decote, é isso.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Presa por ter cão e presa por não ter (eu sei). Mas, se é presa, é por uma boa razão!

- O tio S. deu-me pastilha elástica e eu comi (é tão bom "desencaminhar" deseducar filhos alheios. Os papás que se amanhem...);
- O tio S. deu-me coca-cola e eu bebi (é tão bom "desencaminhar" deseducar filhos alheios. Os papás que se amanhem...);
- Fui tonta e fiz asneiras com a M. Fiz isto, fiz aquilo e fiz assado...;
- Na escola a J. tirou o lanche da A., e eu comi juntamente com a J.;
- Disse uma asneira;

Se há algo que posso ficar descansada (ainda) é com a sinceridade da Zunfinha. Porque faça bem, faça mal, ela conta tudo. Mesmo sabendo que as coisas más que fez e o facto de ter contado antecedem consequências não muito boas para ela. Mas, foi-lhe explicado que independentemente de tudo o que façamos, temos que assumir os nossos erros e arcar com as consequências dos nossos actos. E, graças a Deus, tem sido com essa máxima que ela tem se regido. Mesmo que nos primeiros minutos fique triste, mesmo que nesses minutos, no fundo, tenha desejado ter ficado calada, quando lhe é aplicado o castigo, depois passa-lhe. Porque falo, repito as vezes que forem precisas o porquê que ajo desta maneira e porquê que ela em determinada altura está a ser castigada. Obviamente que me custa mais, mesmo sabendo que errou, de lhe aplicar o castigo, custa-me, pela sua franqueza e lealdade aos valores que temos lhe passado, mas, penso que encontrei um meio termo tanto para mim, como para ela. Por exemplo: em relação ao facto do tio S. lhe ter dado as coisas proibidas, obviamente que ele esteve mal como adulto, e isso lhe foi explicado, mas mesmo tendo sido algo que aconteceu através desse adulto, ela não é menos culpada por isso. Porque é ela que tem consciência do que pode e não fazer, e mesmo tendo sido aliciada, a postura que tinha que ter tido, era negar-se. E isso também lhe foi passado. Mas, pelo facto de ter tido a coragem de contar e admitir os seus erros, o castigo seria mais leve. Assim, em vez de duas semanas, só teria uma semana. Uma semana sem ver bonecos e sem ver a sua actual serie favorita, Violeta. Pronto, ajustei as coisas para as duas, sem dramas.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Hoje, escrevem vocês!


segunda-feira, 16 de junho de 2014

Ritual perpétuo (assim espero)

Não é de hoje que ao fim-de-semana faço o pequeno-almoço mais a preceito, mas, a dona Zunfinha ontem deu-lhe para perguntar porquê que no fim-de-semana era diferente dos dias de semana os pequenos-almoços cá de casa. Ora que lhe expliquei que de facto havia uma diferença entre o fim-de-semana e durante a semana. Durante a semana há toda uma correria (entre aspas), há toda uma cronometragem para que tudo saia como planeado e portanto, não há tempo para grandes salamaleques e sim de uma refeição rápida de cereais, papa ou outra coisa do género. Agora, no fim-de-semana, no fim-de-semana já é outra história. Porque há todo o tempo do mundo. Porque somos nós que fazemos o nosso tempo, fazemos o nosso dia e portanto, as coisas só tinham que sair como planeávamos. E é certo que é isso mesmo que acontece. Gosto no fim-de-semana pôr a mesa com tudo o que gosto e me apeteça comer. Gosto de espremer as laranjas para fazer o abençoado sumo que sabe ao néctar dos deuses. Gosto de fazer os ovos mexidos com bacon. Fazer aquele café fresquinho. Gosto de comprar pão fresquinho juntamente com o pão doce (Zunfinha adora), os croissant´s e as arrufadas. Gosto de comprar as minhas flores que dão harmonia no fim-de-semana e estende-se até a meio da semana. Gosto de passar na papelaria do bairro e comprar o jornal, depois chego a casa e começo com o meu ritual: arranjo as flores e as deixo no sítio do costume, ponho a toalha na mesa com as chávenas, os pires, os pratos de apoio, os talheres, os copos de sumo e os guardanapos, ponho as frutas, as geleias e a manteiga, o queijo fresco e o fiambre, os ovos mexidos, as panquecas (não são todos os fins-de-semana que faço (verdade se diga), os pães fresquinhos, o leite, os cereais ou iogurte (depende do que a Zunfinha lhe apeteça), o açúcar, o café, o sumo que na altura já está fresco que entretanto enquanto vou à rua fica no frigorífico, o jornal, o jornal também fica a postos para ser lido. Mesa mais que posta e composta chamo quem tem que ser chamado (Zunfinha solta um: parece mesa da televisão, mamã" - sempre, todos os fins-de-semana solta a mesma frase. Penso que ela nem dá por isso) e assento-me para só me levantar quando estou mais que satisfeita não só da comida, como da leitura, como das conversas corriqueiras que tendem a estender-se pelos minutos a fora que se tornam horas se assim quisermos. De facto não é à toa que dizem que o pequeno-almoço é a refeição mais importante do dia. E é! Não podia estar mais de acordo. E, já que não usufruo durante a semana, no fim-de-semana faço jus a isso mesmo e, sabe-me pela vida tal ritual que, não pretendo perder.

domingo, 15 de junho de 2014

Apetece-me!

Ouvir (isto)!