quinta-feira, 22 de maio de 2014

Conversa de merda (por vezes também acontece)

Num café, Zunfinha pede um gelado. Disse-lhe para ir ter com o senhor e pedir o gelado. Ela como muito bem mandada que é foi. O senhor dirige-se com ela ao frigorífico dos gelados. Passado uns minutos a Zunfinha vem esbaforida e com os olhos esbugalhados de lá.

Zunfinha - Mamã, mamã! O senhor cheira a chichi!
Essência - Como assim?!
Zunfinha - Cheira a chichi, mamã!
Essência - Pronto, cheira a chichi, cheira a chichi. Talvez o senhor sem querer sujou-se nas calças ou assim. Vá, deixa lá, acontece aos mais distraídos. Não repitas é mais isso. O senhor pode ouvir e depois fica uma situação constrangedora. 
Zunfinha - Não é nada disso! O senhor cheira a chichi da boca!
Essência - (Incrédula. Não fui certificar-me.)

Já ouvi dizer muita coisa. Por exemplo, que cheira a fossa. Que isto e aquilo, mas tudo associado a merda. Agora, a chichi. Não consigo associar nada vindo da boca de alguém com tal cheiro. Mais uma pérola, é isso, vá.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Hoje, escrevem vocês!


terça-feira, 20 de maio de 2014

[Pensamento deveras precioso]

Os problemas só existem até sermos capazes de os enfrentar.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

[Este post não é o meu mau feitio a vir ao de cima, não! É mesmo não alcançar o propósito do tema.]

Oh!, qual não foi o meu espanto quando este fim-de-semana que passou, enquanto andava a vaguear (um pouco) pela net, mais concretamente pelo Facebook Maravilha, deparo-me com a página de um amigo que, bom, não era bem de um amigo mas sim antes do animal do mesmo (será que continua a ser a página do amigo? Agora fiquei confusa, confesso. É por estas e por outras que vem este post). Fiquei incrédula. Mas por carga de água que as pessoas abrem páginas para os animais? Porventura os mesmos vão escrever nelas? Ou são as pessoas que vão escrevem como se fossem os animais? É que põe a foto dos animais, põe o nome dos mesmos, e depois? Relatam os acontecimentos como se fossem os próprios? Não é mais fácil pontualmente na sua própria página deixar tais acontecimentos, como donos mesmo? Quem vai seguir a página do cão Joaquim, ou do gato Leopoldo ou até do periquito Jacob? (Risos), Por incrível que possa parecer, há quem siga (!). Ora, não sei, só a titulo de curiosidade, gostaria de entender tal acto, se não fosse pedir muito, claro! Quem souber, faça favor de esclarecer aqui à Essência, sim? É que a mim, de facto, transcendem-me tais actos. Pode ser que com alguma explicação, plausível, consiga ver as coisas numa noutra perspectiva. Até à data, não (devo ser muito rural).

domingo, 18 de maio de 2014

Apetece-me!

Ouvir (isto)!

sábado, 17 de maio de 2014

As palavras dos outros, os sentimentos dos outros que nos tocam também ♥

Comecei a amar-te no dia em que te abandonei.
Foram as palavras dele quando, dez anos depois, a encontrou por mero acaso no café. Ela sorriu, disse-lhe «olá, amo-te», mas os lábios só disseram «olá, está tudo bem?». Ficaram horas a conversar, até que ele, nestas coisas era sempre ele a perder a vergonha, por mais vergonha que tivesse naquilo que tinha feito (como é que fui deixar-te?, como fui tão imbecil ao ponto de não perceber que estava em ti tudo o que queria?), lhe disse com toda a naturalidade do mundo que queria levá-la para a cama. Ela primeiro pensou em esbofeteá-lo e depois amá-lo a tarde toda e a noite toda, de seguida pensou em fugir dali e depois amá-lo a tarde toda e a noite toda, e finalmente resolveu não dizer nada e, lentamente, a esconder as lágrimas por dentro dos olhos, abandonou-o da mesma maneira que ele a abandonara uma década antes. Não era uma vingança nem sequer um castigo – apenas percebeu que estava tão perdida dentro do que sentia que tinha de ir para longe dali, para ir para dentro de si. Pensou que provavelmente foi isso o que lhe aconteceu naquele dia longínquo em que a deixara, sozinha e esparramada de dor, no chão, para nunca mais voltar.


De tudo o que amo és tu o que mais me apaixona.

Foram as palavras dela, poucos minutos depois, quando ele, teimoso, a seguiu até ao fundo da rua em hora de ponta. Estavam frente a frente, toda a gente a passar sem perceber que ali se decidia o futuro do mundo. Ele disse: «Casei-me com outra para te poder amar em paz.» Ela disse: «Casei-me com outro para que houvesse um ruído que te calasse em mim.» Na verdade nem um nem outro disseram nada disso porque nem um nem outro eram poetas. Mas o que as palavras de um («amo-te como um louco») e as palavras de outro («amo-te como uma louca») disseram foi isso mesmo. A rua parou, então, diante do abraço deles.


- Pedro Chagas Freitas

sexta-feira, 16 de maio de 2014

O assunto é que já tem barbas (lá vou eu deixar mais uns quantos centímetros da mesma)!

Cansada dos zuns-zuns-zuns que gira em torno da vitória desta pessoa, o travesti austríaco, que se intitula de Conchita Wurst, só tenho uma questão a levantar: mas o programa em pauta (Festival Eurovisão da Canção), em que a pessoa ganhou, o que estava em causa, era a beleza e tudo mais do foro físico, ou era a voz?

Bom fim-de-semana, pessoas bonitas.