Acordei sensivelmente à vinte minutos atrás. Acordei atarantada, pois acordei com a nítida impressão que algo estava mal. Que tinha dormido demais. Que algo estava mal. Certo. Olho para as horas no telemóvel eram 10:20 (mais coisa menos coisa). Saltei da cama e fui a correr ao quarto da Zunfinha. Estava tranquila da vida sentada na sua cama, mas recostada nas almofadas a ler. A ler como se fosse um dia de fim-de-semana onde o tempo (praticamente) não existe. Fiquei confusa com tal visão. Voltei ao telemóvel e voltei a olhar as horas e vi que o despertador tinha sido desligado. Mas eu não desliguei nada e, tenho plena certeza que o liguei ontem, como todos os dias faço, excepto no fim-de-semana (salvo excepções). A minha mente ainda estava atordoada por ter acordado naqueles moldes (ainda está), mas fui novamente ao quarto dela. Perguntei se ela não estava a estranhar ainda não ter ido para a escola, assim como perguntei se ela não tinha a noção do tempo que estava ali. Respondeu-me calmamente que tinha acordado na hora do despertador, mas que o desligou logo para não me acordar. O telemóvel tinha tocado, mas que tinha desligado a chamada para não me acordar e, que tinha vindo para o quarto dela para ler. Fiquei incrédula. Perguntei-lhe porque tinha feito isso, porque não quis ir para a escola, porquê?! Pensei num milhão de situações por ela não querer ir à escola (bolas, ela gosta da escola. Ela gosta de aprender e estar com os amiguinhos). Sentei-a na cama e expliquei-lhe que aquilo que tinha feito era muito feio. Não devia ter mexido no meu telemóvel, principalmente com o propósito que foi, desviar os acontecimentos a que eu tinha proposto. Ter tudo pensado (assustou-me tal facto quando percebi isso, confesso). Ontem nada previa tal coisa (até me pediu uma camisola branca para uma situação lá na escola). Perguntei porquê tal atitude. Perguntei se estava a acontecer algo na escola que desconhecia. Perguntei, perguntei. Respondeu-me só que não lhe apeteceu ir à escola. Reforcei o quão chateada estava pela atitude dela e por tudo isto, e que esperava que tinha sido uma vez sem exemplo. Abanou a cabeça afirmativamente e pediu desculpas. As aceitei com um abracinho, mas estou doida e com a cabeça a mil. Dentro dessas mil coisas assaltam-me pensamentos destes porque o meu íntimo assim também reforçou: foi uma travessura de garota.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
terça-feira, 29 de abril de 2014
Lá teve as suas razões...
Se fosse uns anos atrás, depois de ler esta notícia pensaria: o que leva uma pessoa a um acto tão extremo como este? Hoje em dia não. Hoje em dia limito-me a ler a mensagem e a pensar: lá teve as suas razões.
Se diz que ninguém tem o direito de terminar com a própria vida. Se diz que Deus deu, Deus tira. Mas, a vida é de cada um e, se temos livre arbítrio para a comandar, também temos livre arbítrio para decidir quando, onde e como se chega ao fim com ela se assim se entender.
Se diz que é preciso estar muito mal para se ter um acto destes. Se diz que só se pode estar muito maluco da cabeça para tais pensamentos. Se diz que se é egoísta pelas pessoas que se deixa. Se diz que se é cobarde porque não teve forças e nem coragem para lutar contra todos os fantasmas, contra todas as adversidades. Se diz. Se diz tanta coisa... mas o certo é que ninguém sabe as reais razões (só quando efectivamente a pessoa dá essa informação). Ninguém sabe porque a pessoa quis que o seu fim chegasse assim, de forma tão (precoce?), repentina. Ninguém sabe porque a pessoa deixou de acreditar ou de olhar para as coisas que fazem parte e deixaram de fazer sentido. Coisas essas como a vida, os sonhos, as pessoas, a sociedade, o universo, as estrelas, o sol, a lua, a chuva, as estações do ano, as flores, os animais, as crianças, as crianças... tudo. Ninguém sabe. E por ninguém saber que depois a pergunta se impõe: porquê?! Os próximos ficam incrédulos. Os mirones atiram palpites para o ar. Porque será?... Ninguém sabe, mas essa pessoa lá sabe. Sabe porque vai pôr fim ao que deixou de fazer sentido. Se as coisas todas deixam de fazer sentido... Não me choca hoje em dia, não me choca. Tanto que quando li tal notícia pensei automaticamente: lá teve as suas razões. Porque no meio de tantos ses e mais ses, a única certeza (incrível!) que existe, de facto, é esta.
Se diz que ninguém tem o direito de terminar com a própria vida. Se diz que Deus deu, Deus tira. Mas, a vida é de cada um e, se temos livre arbítrio para a comandar, também temos livre arbítrio para decidir quando, onde e como se chega ao fim com ela se assim se entender.
Se diz que é preciso estar muito mal para se ter um acto destes. Se diz que só se pode estar muito maluco da cabeça para tais pensamentos. Se diz que se é egoísta pelas pessoas que se deixa. Se diz que se é cobarde porque não teve forças e nem coragem para lutar contra todos os fantasmas, contra todas as adversidades. Se diz. Se diz tanta coisa... mas o certo é que ninguém sabe as reais razões (só quando efectivamente a pessoa dá essa informação). Ninguém sabe porque a pessoa quis que o seu fim chegasse assim, de forma tão (precoce?), repentina. Ninguém sabe porque a pessoa deixou de acreditar ou de olhar para as coisas que fazem parte e deixaram de fazer sentido. Coisas essas como a vida, os sonhos, as pessoas, a sociedade, o universo, as estrelas, o sol, a lua, a chuva, as estações do ano, as flores, os animais, as crianças, as crianças... tudo. Ninguém sabe. E por ninguém saber que depois a pergunta se impõe: porquê?! Os próximos ficam incrédulos. Os mirones atiram palpites para o ar. Porque será?... Ninguém sabe, mas essa pessoa lá sabe. Sabe porque vai pôr fim ao que deixou de fazer sentido. Se as coisas todas deixam de fazer sentido... Não me choca hoje em dia, não me choca. Tanto que quando li tal notícia pensei automaticamente: lá teve as suas razões. Porque no meio de tantos ses e mais ses, a única certeza (incrível!) que existe, de facto, é esta.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
A tecnologia, consegue supre-pôr os laços afectivos?
Neste fim-de-semana que passou foi o casamento. Finalmente o casamento. Ao contrário do que tinha escrito no post sobre o mesmo, foi super tranquilo escolher o modelito e afins para o evento. Os cabelos então, mais fácil, impossível. Tirando o frio e a chuva, foi tudo cinco estrelas. A noiva estava noiva, assim como o noivo estava noivo. O ritual não fugiu muito do patrão modelo. Tanto que as mesas onde as pessoas estavam sentadas eram mais do mesmo, pessoas que se conheciam (é o esperado), ou minimamente (nem que seja por um dia, como foi o caso. O dia da despedida de solteira. Metade da mesa estava nestes moldes, pelo menos). Entre um prato e outro, entre uma garfada e outra, entre um gole e outro, as pessoas, ao invés de socializarem-se entre elas, estavam mais focadas em socializar com o telemóvel. Com todo um mundo paralelo ao que estavam naquele momento. Fez-me espécie. Fez-me muita espécie, confesso. Assistir àquilo ali, tão de perto, fez-me muita espécie. A minha amiga que se encontrava a meu lado comentou isso e eu, não pude dizer o contrário. Era notório. Era notório para mim, era notório para ela e para quem mais observasse. Mas, não era a única mesa nesses preparos. Outras estavam iguais. As pessoas estavam tão absorvidas com aquele brinquedo que esqueceram-se do resto. É chato. É estranho. É uma falta de educação. É uma falta de tudo. Penso que há tempo para tudo. Penso que há sítios para tudo. Penso que, essencialmente, as pessoas têm que ter dois dedos de testa e tocarem-se (entenda-se, terem bom senso). Mas isto sou eu que tenho esta óptica apesar dos meus tenros anos de estrada.
Além do título, mais uma vez volto a questionar no meu íntimo (como se não quisesse crer): a tecnologia, consegue supre-pôr os laços afectivos?
quinta-feira, 24 de abril de 2014
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Já partilhei?
Já partilhei que durante, o quê, um mês, no mínimo, vou estar só a pão e a água? É que esta época de Páscoa foi a desgraça total! Há que se tomar medidas drásticas, e a minha, é esta.
terça-feira, 22 de abril de 2014
Um apontamento muito intímo
Seja Verão, seja Inverno, a tonta da Essência passa sempre água fria pelos seios. Desde que se conhece (quase) como gente. É um ritual que está mais que enraizado nela. Na altura que começou, leu algures que era benéfico e desde então, é até hoje. O que começou por ser uma experiência e coisa e tal, passou a ser um ritual cada vez mais fluido no banho. Hoje em dia é igual a ter que lavar os cabelos ou as costas. O que diz, é que aquilo que leu, na altura, não era conversa nenhuma. De facto, tem os seus fantásticos resultados, é só o que deixa declarado. E com isto, por aqui se fica.
sexta-feira, 18 de abril de 2014
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