quinta-feira, 17 de abril de 2014

O jogo do quebra-cabeças

Tal como suspeitava, este jogo é atípico. Como tal, não haverá os nomes dos participantes como amparo. Somente os textos e é deles que os palpites terão de surgir. Mas no entanto, o resto mantêm-se. Ou seja: os palpites ficarão retidos e só no dia seguinte serão expostos. Bom, em suma, votos de bons palpites.
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[Essência]
Almoçava num restaurante que tinha vista para o Tejo. A vista era deslumbrante. A refeição divinal... Sozinha, enquanto saboreava o almoço e a vista, sentia-me a ser observada...
Esta sensação durou a hora que estive sentada e o nervoso miudinho apoderou-se de mim...
Vi quem me despertava os sentidos e o coração acelerou numa batida constante...
Um homem com um olhar profundo na cor castanho mel, simplesmente sedutor. Um sorriso rasgado contagiante. Uma pele morena, um corpo másculo que sobressaía na camisa branca que envergava... os braços bem torneados eram perceptíveis enquanto os movia...
Deixo o recinto acompanhada pelo seu olhar... na rua sinto uma presença forte por trás de mim como se estivesse a ser absorvida pelos seus pensamentos, o seu olhar...
Entro na primeira loja que encontro, já não aguentava aquela sensação de poder sobre mim e levo a primeira peça de roupa que me aparece à frente para o provador. Sento-me na cadeira para me recompor mas nem tive tempo para recuperar o fôlego pois o homem misterioso abre a cortina num rompante e olha-me com aquele olhar de sedução e desejo como se o amanhã não fosse mais existir e agarra-me pela cintura e sente a minha respiração a poucos centímetros que nos separavam um do outro, e ambos sentimos e ouvimos os corações num bater descompassado e acelerado. Fecha a cortina por de trás dele. As minhas pernas estavam trémulas e eu desejava que ele me beijasse com toda a paixão e desejo... o jogo só naquele momento tinha começado e ambos sabíamos disso...
Ele, com as suas mãos grandes de dedos finos percorre o meu corpo e aos poucos desabotoa-me a camisa como se estivesse em câmara lenta e eu via na sua expressão um gozo saudável em saber que me estava a deixar louca de prazer... só pensava que aquele desconhecido tinha invadido em pouco tempo os meus desejos, os meus pensamentos como se quisesse ser meu dono e eu ali à sua mercê, vulnerável e ansiosa pelos seus devaneios e excitada por saber que era um desconhecido, por estar numa cabine de prova numa loja e só isso dava-me uma estranha sensação de estar a cometer uma loucura... ele puxou-me os cabelos de forma gentil mas segura obrigando-me a inclinar a cabeça e ao mesmo tempo que me beijava o pescoço senti a sua mão explorar os meus seios... quis beijá-lo, sentir os seus lábios mas ele, num gesto firme, fez-me rodopiar e ficou por trás, bem colado a mim. Naquele momento pude ver o meu reflexo no espelho e via o desconhecido com uma mão envolvendo o meu seio e a outra baixando lentamente, passando pelo meu umbigo, perdendo um momento a rodopiar pelo meu piercing e baixando até aos botões das minhas calças... aí num assomo de lucidez tentei escapar, mas ao tentar recuar, fui de encontro ao seu desejo e ao ser apertada contra o corpo dele, pelas suas mãos grandes, voltei a cair no estado de loucura e desejo... e ele foi desapertando os botões um a um e ao mesmo tempo empurrando-me contra a sua masculinidade que parecia querer saltar fora das calças... quando ele desapertou as minhas calças, eu consegui rodopiar e ficando de frente para ele beijei-o e em simultâneo, senti os seus dedos finos, explorarem a minha intimidade... e ali estava eu, que sempre fora muito certinha, prestes a cometer a maior loucura da minha vida... uma parte de mim só já pensava em ser possuída por aquele estranho, a outra parte desejava que uma funcionária da loja entrasse por aquela cortina... e pusesse um fim àquele devaneio!!!
Naquela altura sabia que já não conseguiria, nem sei se queria, resistir aos avanços... nem mesmo quando relembrei todas as histórias de casais apanhados em provadores de lojas de roupa...
Ele continuava alheio aos meus receios, e não se detendo... uma por uma ele foi retirando toda a minha roupa... pegou-me pelos quadris e encostando-me à parede, senti o seu sexo cheio de desejo, aflorar o meu, senti-me desfalecer... e foi nessa altura que despertei de um sono onde o sonho parecia tão real...
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[Karochinha]
"Deitada na toalha ao sol, sentia a sua pele a queimar. Teria de ir mergulhar, começava a sentir-se quente e demasiado excitada. Só o facto de frequentar a praia sozinha a excitava. Sabia-se observada por olhares masculinos, todos os dias se passava o mesmo e havia sempre um ou outro a arriscar o contato.
Foi ao banho, entrou na água gelada, arrepiou-se e mergulhou rapidamente. Depois nadou e voltou a mergulhar, a vantagem de um mar calmo dava-lhe espaço para se aventurar mais.
Até que uma voz bem grave se ouviu e ela rodou a cabeça na água, com curiosidade:
-Reparei que estiveste demasiado tempo ao sol. Tem cuidado. Ah, chamo-me Filipe e tu?
Nem lhe apetecia responder ao dono dos olhos jovens e verdes que a seguiu até ali para iniciar uma conversa acerca dos perigos do sol mas aceitou a exceção.
-Chamo-me Rita - mentindo, sempre tinha fantasiado em mentir acerca da sua identidade mas a possibilidade nunca lhe tinha sido oferecida e naquele instante aproveitou-a - e sei bem dos perigos do sol e não só. Chegaste depois de ter colocado o meu creme fator 50, satisfeito? - por vezes bastava o seu tom rude para afastar estes penetras mas teve de ser educada e responder-lhe.
A resposta surpreendeu-a e de certo modo, decidiu a sua permanência naquele jogo.
-Não, não fiquei nada satisfeito. Ficarei quando saires da água e me convidares para te voltar a colocar o creme, nem que seja só nas costas - sorrindo com uma dose de provocação e malícia que lhe agradou.
A falsa Rita e o Filipe, jovem dono de olhos verdes, sairam da água juntos, cada um se dirigiu à sua respectiva toalha e ela iniciou uma série de convites sedutores, silenciosos, preparados para o fazer chegar a si, sem ter de lhe pedir diretamente e conseguiu.
Aquela facilidade recíproca nas atitudes também a excitava.
Deu-lhe o creme, deitou-se e afastou o cabelo das costas, desapertou o bikiqui e deixou as costas nuas e recebeu na sua pele, o toque decidido de umas mãos tão jovens mas apreciando. Ele movia-se lentamente, como se quisesse fazer perdurar uma sobremesa por tempo indefinido. O creme fazia o seu papel e conseguia fazer deslizar aquelas mãos pelo pescoço, por todo o comprimento das costas, arrepiando-a, fazendo-a arquear-se de forma involuntária e ele apercebeu-se e insistiu em movimentos demasiado eróticos para ela ignorar e sequer recusar.
Num movimento rápido, ela virou-se e pediu, sem falar, que ele fizesse o resto do trabalho, no resto do seu corpo. E ele não se fez de rogado. Aproveitou cada gota de creme e cada escorregadela para que num segundo a sua mão esquerda afagasse o seu peito e o mamilo erecto, enquanto a mão direita aproveita o deslize e corria para a parte interna da coxa e a estimulava, serviu-se daqueles momentos para a deixar de boca seca, arfando, gemendo e ele, mostrando a sua excitação, de tal maneira que em seguida foram juntos, a um novo mergulho, um no outro, dentro de água."
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[Ulisses]
Parecia ter passado uma eternidade quando ela levantou a mão, levando-a ao colarinho dele e retirando o laço que pendia desapertado, largando-o em seguida para o chão e, não vendo qualquer reacção da parte dele, começou a desapertar os botões da camisa, um a um, com toda a calma do mundo, apreciando um momento que se adivinhava irrepetível, e, chegada ao fundo, desapertou o cinto e o primeiro botão das calças para soltar a camisa, desapertou-lhe os botões de punho e fez deslizar a camisa expondo-lhe o torso e fazendo-a cair também no chão, ajoelhou-se, desapertou os atacadores de um sapato e depois do outro e quebrou finalmente a imobilidade dele, fazendo-o levantar os pés para que o descalçasse, repetiu o processo com as meias, acabou de desapertar as calças, fê-las deslizar até ao chão, contando novamente com a colaboração dele para as tirar, ergueu-se, olhou os olhos que ardiam com uma intensidade que ela nunca lhe tinha visto e que ainda não se tinham despregado dela, fez deslizar o robe pelos ombros deixando-o também cair, parou a olhar um pouco para ele, a admirá-lo, ajoelhou-se novamente e fez deslizar até ao chão a ultima peça de roupa dele, revelando-o, olhou-o, levantou a mão até à altura do peito dele e colocou-a contra a pele e sentiu quase um choque de electricidade a percorre-la, deixou a mão deslizar por ela sentindo a sua pele e finalmente tocou-o, envolveu-o com a sua mão, sentiu a textura, a suavidade e apeteceu-lhe prova-lo, coisa que nunca tinha feito a ninguém, aproximou os seus lábios e depositou um beijo suave na glande, adorou o sabor, a sensação, abriu os lábios e fê-lo deslizar para a sua boca, sentindo-o a pulsar entre a língua e o palato, fê-lo deslizar enquanto o sugava, sentiu a mão dele a afagar-lhe o cabelo com suavidade, sentiu a excitação dele a crescer, sentiu a maneira como o seu corpo se electrificava à medida que lhe dava mais e mais prazer, sentiu-o a começar a ficar contraído, sentiu a mão a agarrar-lhe o cabelo e a puxá-lo, forçando-a a abandonar o que estava a fazer e a pôr-se de pé, os braços dele a envolvê-la, os lábios a colarem-se aos seus, a língua a invadi-la e a enlear-se na sua, as mãos a deslizarem nas suas costas lançando sensações estranhas por todo o seu corpo e ele quebrou o beijo, levantou-a do chão, levou-a para o quarto, depositou-a na cama, deitou-se ao seu lado, beijou-a com uma intensidade suave e sem urgências, acariciou-a fazendo as mãos percorrerem todo o seu corpo, massajou-lhe os seios com suavidade, fazendo os seus mamilos erguerem-se e endurecerem, quebrou o beijo apenas para colar a boca ao seu mamilo que sugou suavemente, fazendo a língua descrever arabescos que a obrigaram a aprofundar ainda mais a respiração, voltou a colar os lábios aos seus enquanto a mão dele descobria a humidade do seu lugar mais íntimo, fixando-se depois no ponto acima e começando a fazer suaves círculos num movimento propositadamente lento, deliberadamente lento, angustiantemente lento que a faz querer mais, muito mais, que a obriga a ondular as ancas ao mesmo ritmo, que a deixa quente, e sem qualquer aviso a intensidade aumenta aos poucos, a cada movimento, e aos poucos acelera, como se ele soubesse o que ela quer, quando ela quer, e fá-la ter um orgasmo doce e eléctrico, calmo mas intenso, que a leva a pôr a mão por cima da dele e a pará-la, apertando-a contra si e solta-a e ele continua os movimentos, começando lento, esperando que o corpo dela responda novamente o que não demora, e começa a acelerar, mais, e mais, e mais levando-a muito rapidamente a um novo clímax, desta vez mais intenso, mais brutal, fazendo o seu corpo arquear, até a sensação quebrar e ela se deixar cair, e abraça-se a ele, beija-o com intensidade, tesão, luxuria, inebriada por sensações que nunca tinha vivido, e ele faz o dedo médio deslizar na sua humidade, depois também o anelar e começa a entrar nela devagar, sentindo-a apertada e a dilatar, um vaivém lento e suave, que ele mantém lento e vai aprofundando fazendo com que os seus gemidos se tornem mais audíveis, a sua respiração mais forte e ela fecha os olhos, sente os movimentos acelerar, cada vez mais, arrastando-a para um lugar dentro de si, desconhecido dela até hoje, onde os pensamentos se ofuscam e apenas existem sensações de prazer e deleite e ele fá-la explodir enquanto ouve ao longe gritos de prazer que são seus e a sensação dura, muito mais tempo que ela poderia imaginar, uma eternidade que acaba depressa demais, abre os olhos – Quero-te! – diz, olhando-o nos olhos enquanto o agarra com a mão, mimando-o, sentindo a sua pujança, e vê o sorriso nos olhos dele, o ar de um miúdo que vai fazer a maior das travessuras enquanto ele se levanta, sem tirar os dedos de dentro dela, deixando-os bem fundo, pressionando o seu ponto mais sensível com a palma da mão e se ajoelha ao lado dela, coloca uma mão na parte baixa do se ventre, faz pressão e começa a movimentar os dedos, não num movimento de vaivém, mas dando toques rápidos e intensos, por dentro, na direcção do seu ponto mais sensível, e vai aumentando a rapidez e a intensidade, o corpo dela acompanha-o, como se lhe pertencesse, o raciocínio foge-lhe, a intensidade das sensações é demasiado forte e, quando ela já nem consegue pensar, os dedos dele retraem-se num gancho que a aperta e os movimentos dele tornam-se rápidos, quase brutais, tocando-a num ponto que, naquele momento, parece o âmago do seu ser e a sensação é demais, demasiado forte, e tudo desaparece, inclusive ela, restando apenas esta sensação à medida que o seu corpo cede e ela atinge o nirvana, fazendo-a gritar um – Foda-se! – pela primeira vez na sua vida, se derrama para ele e colapsa na cama, e ele dá-lhe tréguas, deixando-a relaxar um pouco enquanto de deita no meio das suas pernas, a olha, espera que ela abra os olhos, o que ela faz em seguida encontrando-o ali com alguma surpresa e vê-o passar a língua pelos lábios, humedecendo-os, e em seguida sente-os colados ao ponto que até há pouco ela julgava o mais sensível, sente-se sugada, sente a língua a descrever arabescos com suavidade, a excitação retorna, incontrolável, ele aumenta o ritmo, espalma a língua contra si, fustiga-a, e ela agarra-lhe a cabeça, puxa-o contra si enquanto tem mais um clímax, não tão intenso mas absolutamente delicioso, larga-o continuando a sentir os seus lábios e a sua língua agora com mais suavidade, e sente-se novamente penetrada, primeiro com um, depois com dois dedos, o vaivém começa lento, com a língua a acompanhar o ritmo e vai escalando de velocidade e intensidade, provocando um novo orgasmo carregado de sensações diferentes e quando a sensação acalma pede-lhe novamente – Quero-te – desta vez mais como uma suplica que um pedido, e ele ajoelha-se entre as suas pernas sem tirar os dedos de dentro de si, antes junta mais um, preenchendo-a, alargando, começa a penetrá-la com força, fundo, intensamente, cada vez mais rapidamente e ela perde a noção de onde está, dele, de si própria e existe apenas prazer intenso, que não pára, não acaba e as contracções no seu ventre são continuas e fortes e ela nem fazia ideia de que uma mulher podia sentir algo de vagamente parecido com isto e ele pára finalmente, deita-se sobre ela, entra nela com suavidade, ele sente-o a todo o comprimento, sente o peso do corpo dele, abraça-se a ele, as lágrimas de pura felicidade correm-lhe pela face e limita-se a implorar-lhe – Fode-me! – entre os gritos e gemidos de prazer que solta, entre os orgasmos que chegam como ondas sucessivas e sente-o enorme dentro de si, adivinha o ponto a que ele está a chegar, olha-o nos olhos e pede-lhe – Vem-te… - e ele faz-lhe a vontade de derrama-se nela ao mesmo tempo que ela se derrama para ele…
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quarta-feira, 16 de abril de 2014

As réplicas da vida

Assim como acontece após um terramoto haver réplicas, na vida acontece igual. Uma das réplicas deste (post) é esta:

Essência: Então, conseguiste marcar a consulta da M. para a psicóloga depois daquele desastre da consulta de rotina?
Mana: Não. Disseram-me para ir primeiro à escola ver se há psicólogos, e se houver, tentar marcar. Se não conseguir, aí sim, vir ao centro de saúde e logo se vê.
Essência: Bela resposta, sim senhora! E para quê complicar?! Porventura os senhores doutores que aí estão, servem para quê mesmo?
Mana: Eles dizem que aqui só marcam se de facto houver extrema necessidade (!).
Essência: Desculpa?! Isso é tão subjectivo. Mas se a pessoa perde tempo em deslocar-se ao sítio e quer marcar uma consulta, é porque de facto tem razões para procurar ajuda, não?
Mana: Pois, não sei. Agora tenho que ir à escola.
Essência: Força.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Só mesmo neste Portugal...

A mana teve que ir marcar uma consulta para a filhota no centro de saúde. A mana não conseguiu marcar a consulta no dia porque ela não vai a mais de um ano ao centro de saúde, e como tal, ficou sem médico de família (!). A mana ligou-me para ver qual o melhor dia para mim e para os agregados cá de casa, assim como o dos meus pais, para marcar uma consulta (!), porque segundo a senhora do guiché, há que marcar uma consulta por ano (pelo menos) para não se perder o dito (médico) ao fim de um ano (!). Segundo o que ela disse à mana, há que picar o ponto (!). A tonta, ouve aqueles absurdos todos impávida e serena e ainda me telefona (tal como a senhora a aconselhou para alimentar aquela palhaçada), para saber qual o dia que me dava jeito para marcar a dita consulta. Lógico, ouviu-me por telefone. Primeiro respondi-lhe que a Zunfinha não é seguida pelo médico de família. Desde que nasceu que é seguida noutro lado por uma pediatra. Segundo, eu só vou ao médico quando estou efectivamente doente. É que está fora de questão marcar uma consulta, pagar cinco euros (dar-lhes assim dinheiro de bandeja) para ter uma consulta para picar o ponto (é que estou a escrever isto e dá-me nos nervos). Estou parva para a vida, só pode. Chegava à consulta e dizia o quê?! É que é inédito até escrever um absurdo destes. Oh valha-se-me... onde vamos parar?! Furiosa perguntei-lhe como é que ela ouviu aquelas patacoadas todas e nem sequer ripostou, nada. Ainda me liga para compactuar com aquela palhaçada. Estava azul, oh céus!. Expliquei-lhe por telefone que aquilo que a fulana estava a dizer não tinha o menor cabimento, não fazia o menor sentido (pelo menos na minha cabeça). Mas onde já se viu a pessoa não estar doente, não estar nada, mas mesmo assim, tem de ir ao médico só para que eles saibam que ok, não tem cá vindo mas, está vivo, atenção, não tirem por favor o médico de família. Nos entretantos, toma lá cinco aéreos da não consulta para compor a coisa. Francamente, só mesmo neste país da tanga que acontece este tipo de acontecimentos. A mana parecia uma barata tonta. Eu fiquei indigna com a situação, com a senhora que veio com a tal conversa, com o sistema que há, com tudo. E ainda fiquei danada com ela por ter comido e calado até então. 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

[Gosto de gostar]

Gosto de gostar. Gosto de gostar de arroz doce. Gosto de gostar da luz que entra todos os dias pela janela a dentro. Gosto de gostar da gargalhada de alguém não sei onde, não sei porquê e, não sei para onde vai. Gosto de gostar. Gosto de gostar dos cheiros que me despertam os sentidos, as emoções e todas as lembranças mais infinitas do meu ser. Gosto de gostar. Gosto de gostar de ti. Gosto de gostar de mim. Gosto de gostar dos meus. Gosto de gostar dos outros. Gosto de gostar do gosto. Gosto de gostar do sentimento visceral. Gosto de gostar das pequenas coisas. Gosto de gostar dos pequenos gestos. Gosto de gostar do só porque sim. Gosto de gostar das coisas boas que nos move. Gosto de gostar do pragmatismo. Gosto de gostar da amplitude. Gosto de gostar das personalidades fortes e integras. Gosto de gostar das convicções. Gosto de gostar das atitudes. Gosto de gostar do que é justo. Gosto de gostar do que é certo. Gosto de gostar do bom e do que é bom. Gosto de gostar do clean. Gosto de gostar do 8 e depois do 80. Gosto de gostar. Gosto muito de gostar.

domingo, 13 de abril de 2014

Apetece-me!

Ouvir (isto)!

sábado, 12 de abril de 2014

Ficou na retina...

Os homens querem fugir - e fazem mal. As mulheres querem confiar - e fazem mal. É nesse desequilíbrio, igualado pelo facto de ambos os sexos se darem mal, que se encontra a grande electricidade que nos junta e dá pica e desconjunta.

A maior parte dos homens - sobretudo os mulherengos - morre sem saber o que é receber o que uma mulher pode dar. Uma mulher inteira - alma e tudo - pesa mais do que dois homens.

É mais profunda e, ao mesmo tempo, mais volúvel. Não tem a obsessão pela escolha e pela definição que têm os homens. É volátil. Quer voar. Quer evaporar-se. Quer sair dali para fora e ser outra coisa.

- Miguel Esteves Cardoso, in Como é Linda a Puta da Vida

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Vamos a mais um jogo do quebra-cabeças?

Não me esqueci. Não se tem  proporcionado, mas agora cá vamos. Penso que ainda se lembram das regras, mas pelo sim pelo não, vamos relembrar novamente.
Dentro de um tema escolhido têm que elaborar um texto. Texto esse que tem que fugir dos vossos parâmetros normais, já que depois quem participa terá que tentar adivinhar quem escreveu o quê. Há um prazo que de seguida irei mencionar (depois ficará no mural do blog). Quando recebidos, são expostos sem ser mencionado quem escreveu o quê. O que têm que fazer de seguida, como já disse, é tentar adivinhar quem escreveu. Os nomes dos autores só vão para a caixa no final de todo o processo. Neste quebra-cabeças não haverá prémio. É somente pelo prazer da escrita, pelo prazer de elaborar um texto e pelo gozo em tentar adivinhar quem escreveu o quê que os participantes alinharão neste jogo.

1. Tema a abordar: A Sexualidade;
2. Enviar o texto para o e-mail do blog: roupapratica@gmail.com;
3. Darem os vossos palpites;
4. Os nomes dos participantes ficarão expostos;
5. Os comentários ficarão retidos por razões óbvias;
6. A data da participação começa hoje, 11 Abril até 15 Abril, às 23h59m;

Boa inspiração, bom faro e divirtam-se.