Em conversa com um amigo que já foi casado e que neste momento está separado, mas que está a ter uma nova relação disse-me por entre portas e travessas que enquanto foi casado (4 anos), nunca teve o ímpeto de comprar roupa interior para a mulher. Segundo ele (depois de ser massacrado com perguntas para poder perceber o cerne da questão), nunca teve esse ímpeto, porque comprava com ela (!!). Depois, porque tinha medo de cometer uma grande gaffe (segundo ele), em não comprar o número certo (!!).
Obviamente que ouvi a explicação dele e nada disse. Mas fiquei deveras intrigada com esta "explicação". Achei demasiado taralhoca para um homem vivido (segundo consta). No entanto, e porque afinal, ele prontificou-se a esclarecer as minhas dúvidas (um querido), mesmo que no final (confesso), fiquei pior do que estava, mas pronto, mesmo assim, fiquei na minha e nada lhe disse das minhas dúvidas. No entanto, as questões, ui, essas, estão aqui a saltitar de um teco para o outro. Oh céus!! Ajudem-me, sim?
Então, um homem que está casado há 4 anos, nunca quis apimentar os seus devaneios e desejos?! Nunca quis surpreender de forma caliente a mais-que-tudo?! - Apimentar uma relação faz parte e este tema passa por isso (claro que há outras formas), mas o foco é este.
Não quis com a relação que tinha mas, com esta nova, pondera a experiência... o que se passa aqui? Muda-se os tempos, muda-se as vontades? - Obviamente que são pessoas diferentes (as mulheres), nomeadamente nos gostos como num todo, hábitos, rotinas e afins, assim como a relação. Será isso? Será que passa por aí? - Mas, mesmo sendo pessoas diferentes, aqui o que está em questão, são os devaneios dele, a vontade que tem em "participar" neste campo íntimo da mais-que-tudo. Opinar, ser parte activa nesse departamento. Independentemente se a Maria ou a Francisca gosta ou até usa. - Porém, este tema parece um carrossel. Isto porque volto ao mesmo ponto. O que pode motivar uma pessoa, neste caso particular, um homem a mudar radicalmente de postura?