sexta-feira, 8 de julho de 2011

Moda mais tosca, oh céus!


Fosga-se, eu gosto de ver (e tenho!), uns pés arranjados, assim como pintados e tudo mais. Gosto de ver (e tenho!), as unhas aparadas. Agora, ver umas ganfias a deambular por aí... quando se olha parece as ganfias de uma águia... livra mais à moda tosca que nem sei quem a lançou. Mas mais tosco (na minha óptica), é quem dá continuidade. É que às tantas, quando há contacto físico, os arranhões devem ser uma constante. Credo!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Cabelo enigmático


Cabelos compridos que na sua essência transpiram beleza, leveza para quem os vê quando são saudáveis. Fios tratados e domesticados para quem os molda. Eles assim ficam, estáticos, mas por breves instantes, porque basta vir uma aragem para desmanchar o que com tanto cuidado se fez. Basta um sopro da natureza para pôr por terra tudo o que se conquistou, bastam uns fios de cabelo no rosto para desconcertar a expressão. Bastam uns fios de cabelo nos lábios para calar, bastam uns fios de cabelo nos ouvidos para deixar de se ouvir, surdos e mudos assim ficam, mas a sua beleza não é beliscada! Porém, sente-se a electricidade estática do desespero, mas em vão...  beleza muda e surda que teima em não querer ir mais além. Rodopia, embrenha-se nos seus próprios cabelos, mas mesmo assim foca-se somente nos embaraços, nos nós alheios... e é tão mais fácil pentear a cabeça alheia. Não se sente dor. Não se sente o esticão dos cabelos. Porque efectivamente não se tem a percepção exacta da quebra dos cabelos, nem a queda deles ao chão, sem vida, nem os fios que ficam nos dentes de uma escova, como se de uma jaula se tratasse. E isto tudo, porque somos nós que conduzimos o ritual, ou assim pensamos... com a nossa perspectiva do mundo, da vida. Tão eloquentes que somos...  e assim se passam os fios dos cabelos por entre os dedos, como se fossem areia. Ao querer agarrá-los, escapam. Porque têm vontade própria. Porque têm também as suas convicções. Porque acabam inevitavelmente por estar em lados opostos. Os dedos e os cabelos. Tão perto, mas tão longe, no meio da Babilónia.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Nem inteira nem esfolada


É uma constante nesta altura do ano o hábito de consumir sardinhas assadas. É ver o cheiro no ar por onde quer que se passe assim como, é ver a cara de satisfação das pessoas a comer as ditas, mesmo com o imenso trabalho que dão em tirar as peles e espinhas e mais não sei quantos (para os que tiram), porque regra geral é o que sabe bem (segundo consta), é comer a sardinha inteirinha (oh céus! Se for no pão com molho e coisa e tal, é vê-los a regalar os olhinhos).
No entanto, pergunto a modos assim como assim: "sou a única que não vai à bola com a delícia?" É que eu nem se me arranjarem uma sem espinhas e tudo mais marcha quanto mais.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Só uma coisinha muito, mas muito básica


Estou assim a modos para o melancólico...
... por isso preciso de muitos miminhos...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Soltas


Disseram-me esta frase tão pequena, mas que nas entrelinhas diz tanto...

- "Não tragas a tua melhor roupa... trás o teu melhor sorriso... o teu melhor espírito.."

Ao qual respondi prontamente:

- "Sabes, a roupa é usada para nosso belo prazer. É um fantoche no nosso corpo. Usamos e abusamos. Não tem voto na matéria. Mas o sorriso, o espírito, é transparente! Ou é ou não é! Não tem como se moldar. Não tem como fazer figura bonita. Não tem que agradar. São na sua essência, sem floriados, sem contornos nem nuances. Somente eles, nus e crus! Talvez por isso, choque quando aos nossos olhos não estão do nosso agrado, porque não temos como mudar o "figurino" assim como acontece com a roupa. Tão simples, mas tão complexo!"

...

domingo, 3 de julho de 2011

E pronto, as imagens falam por si...













Só me resta agradecer com um rasgado sorriso :)
Obrigada a ti pelo miminho.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Unhaca Multiusos


Todos nós apreciamos certas características comuns no sexo oposto, sejam as costas bonitas, a cor dos olhos, as pernas torneadas, um rabo firme, etc. E também existem certas... nuances, que me levam a pensar para o meu decote: "Eu não estou a ver o que estou a ver!". E uma delas é o que eu apelidei de síndroma "Eduardo Mãos de Tesoura", a unhaca gigante do dedo mindinho que, infelizmente, muitos homens teimam em deixar crescer!! Aquela coisa pontiaguda, afiada, sebosa e amarelada que é uma verdadeira ferramenta multiusos. Ora serve para tirar a cera dos ouvidos, para palitar os dentes, para coçar o nariz, para levantar a patilha da lata de Coca-Cola, para conseguir descolar aquele bocado de fita cola, para coçar o cu ou pura e simplesmente para brincar com algum objecto quando o tédio se instala! 
E fico com a alma parva quando vejo alguns destes cromos a exibir a unhaca como se fosse um acessório de moda! Até devia ser giro! Ver alguns com unhacas pintadas das mais diversas cores e feitios, cuidadas como se fossem participar em algum concurso, como aqueles dos bigodes farfalhudos!
Oh céus, será que há homens que não se tocam?
Aos homens que sofram deste síndroma eu apelo que usem o que estiver ao vosso alcance para cortar essa... esse... essa coisa!! Nenhuma mulher gosta de andar com um homem que a qualquer momento a possa agredir com uma arma branca, ou a furar as calças cada vez que enfia a mão ao bolso!